Setembro Amarelo: o impacto do suicídio na vida consagrada

Qual a importância da campanha Setembro Amarelo? De acordo com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) uma pessoa comete suicídio a cada 40 segundos em todo o mundo. Além disso, as estatísticas também apontam que, para cada suicídio consumado, existem 25 tentativas.

Contudo, essa não é uma realidade que atinge apenas pessoas afastadas do convívio de Deus, como muitos pensam. Muitos religiosos cometeram suicídio.

Apenas no Brasil, entre os anos de 2016 e 2023, 40 sacerdotes tiraram a própria vida. Esse número é apresentado pela pesquisa do Padre Lício de Araújo Vale.

Logo, é mais do que urgente que a comunidade religiosa volte seu olhar para o ser humano sofredor a fim de socorrê-lo e preservar sua vida. Afinal, os religiosos são pessoas que se alegram e que ficam tristes, se cansam, chegam à exaustão, choram e sofrem como qualquer pessoa comum.

Setembro Amarelo, o que é?

O Setembro Amarelo é uma campanha da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM); é o mês da prevenção ao suicídio.

Logo, durante todo o mês, a sociedade como um todo é chamada a refletir sobre a importância da prevenção, discutir e promover ações a respeito do suicídio. Sendo que, dentro da campanha Setembro Amarelo, o dia 10 desse mês é oficialmente o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

De acordo com a última pesquisa realizada pela OMS, em 2019, foram registrados mais de 700 mil suicídios em todo o mundo, sem contar com os episódios subnotificados. Desta forma, estima-se mais de 1 milhão de casos. A pesquisa afirma ainda que todos os anos mais pessoas morrem como resultado de suicídio do que HIV, malária, câncer de mama ou guerras e homicídios.

No Brasil, os números da pesquisa apontam cerca de 14 mil casos por ano, o que significa que em média 38 pessoas cometem suicídio por dia.

De acordo com a página oficial da campanha Setembro Amarelo, praticamente 100% de todos os casos de suicídio estão relacionados às doenças mentais, principalmente não diagnosticadas ou tratadas incorretamente.

Logo, isso significa que a maioria dos casos poderia ter sido evitado se essas pessoas tivessem recebido tratamento psiquiátrico adequado e informações de qualidade.

A campanha Setembro Amarelo deste ano tem como tema “Se precisar, peça ajuda!”.

Setembro Amarelo na comunidade religiosa

O pesquisador Padre Lício afirma que “tanto a Igreja quanto os próprios sacerdotes enfrentam o desafio de atuar numa sociedade cada vez mais individualista, secularizada e espetacularizada”. E que esta sociedade “apresenta grandes exigências causadas pelas mudanças sociais e pela pluralidade de valores”.

Ele chama atenção para o fato de que existe um dilema entre a imagem teológica e a sociológica dos padres. E que “em muitos casos, a imagem teológica do sacerdote se contrapõe à imagem sociológica”. E isso é um grande agravante para doenças mentais, como depressão e ansiedade.

Padre Lício explica que “a imagem teológica é aquela que o sacerdote projeta quando celebra os sacramentos, e quando se relaciona com seus colaboradores mais próximos”. Já a imagem sociológica “é aquela que o presbítero recebe da sociedade, muitas vezes diferente daquela que ele tem de si próprio, o que pode causar estresse, solidão e abatimento”.

Neste sentido, ele explica que “a contradição entre essas duas imagens pode levar o sacerdote a subvalorizar a imagem teológica, ou então enclausurar-se nela”. Além disso, a “supervalorização da imagem teológica pode levá-lo a subestimar a imagem sociológica e cultivar o desejo de ocupar um posto na sociedade”. Por outro lado, “a infravalorização dessa imagem teológica pode levar a questioná-la e vê-la como um produto de uma teologia exagerada”.

Assim, o Setembro Amarelo deve ter o intuito de ajudar os religiosos a terem um novo olhar sobre si mesmo e sua vocação. Ou, como propõe Padre Lício, “o desafio dos sacerdotes neste aspecto resume-se a não fugir da realidade” e em “viver coerentemente a dimensão teológica do sacerdócio”.

As dores da vida religiosa

O suicídio é um fenômeno complexo e multifatorial. E no caso dos religiosos, vários estudos apontam que os principais fatores de risco para o suicídio são o estresse, a solidão, a depressão e a cobrança excessiva. Fatores que não podem ser ignorados pela comunidade religiosa e que são muito oportunos de serem debatidos a partir do Setembro Amarelo.

Neste sentido, a proposta do Padre Lício vem a calhar: “é relevante reconhecer a importância e urgência de uma melhor formação inicial nos seminários e noviciados, trabalhando mais efetivamente a dimensão humano-afetiva”.

Além disso, é necessário, segundo ele, “a criação de estratégias pastorais mais apropriadas”. E isso não apenas para a formação permanente, mas também para o cuidado dos próprios sacerdotes, a fim de que “saibam enfrentar o medo e o preconceito em relação à saúde mental dos presbíteros”.

A importância do acolhimento

Uma pesquisa apresentada em 2008, no Congresso do ISMA Brasil, organização de pesquisa e tratamento do estresse, mostrou que a vida sacerdotal é uma das profissões mais estressantes da atualidade. Para esta pesquisa, 1,6 mil padres e freiras foram entrevistados, e desses 448 (28%) afirmaram se sentir “emocionalmente exaustos”. Já naquele tempo, os números eram superiores ao de policiais (26%), executivos (20%) e motoristas de ônibus (15%).

A psicóloga Luciana Campos, especialista em atendimentos a religiosos e autora do livro “A Dor Invisível”, escreveu: “Independente das causas que levam o sacerdote ao suicídio, tudo indica, que na maioria dos casos, a forma de se relacionar com a solidão e o fator isolamento tem sido letal!”.

E com relação à depressão, outro fator de risco, ela questiona: “Como estão sendo vistos, acolhidos e tratados os padres depressivos?” Ela ainda aponta que as pesquisas dizem que entre 90-95% dos suicidas apresentavam transtornos psiquiátricos no momento da morte. E afirma: “Há uma correlação importante, sobretudo, entre o suicídio e a depressão”.

No Setembro Amarelo, Congresso propõe a “Revolução da Ternura”

Nos dias 15 e 16 de setembro, o Centro Âncora, especialista em cuidar da saúde física, mental e emocional da vida consagrada, promoveu o VII Congresso Âncora com o tema: Revolução da Ternura.

O termo Revolução da Ternura tem sido frequentemente utilizado pelo Papa Francisco, em muitos discursos e homilias. Logo, o Papa tem instigado os consagrados a serem agentes de ternura no mundo. E certa vez ele fez o seguinte questionamento em uma de suas audiências: “Estou permitindo que o Senhor me ame com a sua ternura, transformando-me em um homem/mulher capaz de amar desta forma?”

Este questionamento inquietou a equipe do Centro Âncora acerca do tema e nos motivou na realização deste VII Congresso, porque compreendemos que a ternura tem um poder transformador. E essa transformação acontece tanto na vida de quem é alvo da ternura (seja a de Deus ou a humana), quanto na vida de quem age com ternura.

Estudos mostram que a ternura tem a capacidade de reduzir o estresse, de fortalecer os laços sociais e de promover a saúde emocional e mental. Logo, quando nos permitimos ser ternos e acolhedores, criamos um ambiente propício para o crescimento, a cura e a conexão profunda com os outros.

ASSISTA: Workshop Setembro Amarelo – Uma psicodinâmica do suicídio na vida sacerdotal e consagrada

Congresso Âncora incentiva novos cuidados para a saúde da vida consagrada

Em dois dias de evento, os participantes foram convidados a olharem e agirem com ternura para consigo mesmos.

Nos dias 15 e 16 de setembro aconteceu a sétima edição do Congresso Âncora, com o tema Revolução da Ternura. O Congresso voltado para o clero, religiosos (as), leigos consagrados, psicólogos, formadores, sacerdotes, seminaristas e profissionais interessados no tema, contou com aproximadamente 130 participantes, divididos entre as modalidades presencial e online.

Temas como “a face oposta da ternura”, “compaixão”, “mentes vulneráveis” e várias mesas redondas fizeram parte da programação do evento. “O Congresso foi muito positivo pois ele abordou questões importantíssimas para nossa vida religiosa, humana e afetiva, dando pistas para a nossa caminhada”, testemunha o sacerdote salesiano e participante do evento, Pe Vinícius de Paula.

Para o sacerdote a metodologia com que o tema foi tratado pelos palestrantes e a possibilidade de perguntas dos participantes colaborou para uma boa reflexão do tema. “Nossa igreja precisa abrir novos horizontes, precisa ser expressão da ternura humana, se não nós nunca vamos conseguir nos sentir queridos uns aos outros. Que esse Congresso traga novos ares para nossa mãe Igreja. Parabéns Centro  Âncora, parabéns a toda equipe”, desejou o sacerdote.

A experiência da ternura consigo mesmo

“Foi uma experiência incrível e transformadora, tocou num aspecto tão importante da vida religiosa: a ternura. Normalmente os religiosos são voltados ao cuidado do outro e neste congresso eles puderam perceber a importância de ter um olhar compassivo de amor e ternura também para consigo mesmo”, opina a psiquiatra e palestrante Dra. Tatiane Maiochi Cunha.

Dra Tatiane já teve a oportunidade de participar das edições anteriores do Congresso e acredita que eventos como este são de suma importância para  a Igreja, pois trazem conhecimento, ciência e novas perspectivas de cuidados para os religiosos.

Além da Dra.Tatiane, o VII Congresso Âncora contou com a presença de Dom José Antônio Peruzzo, Arcebispo de Curitiba (PR), o médico psiquiatra Dr. Maurício Nasser Ehlke, os psicólogos e sacerdotes Pe. Rosimar José de Lima Dias, Pe. Ronaldo Zacharias e ainda Frei Sidney Damasio Machado. A próxima edição do Congresso está prevista para 2025.

Confira os principais momentos do evento:

Filme “Som da Liberdade” lidera bilheterias no Brasil

Longa com temática cristã desbancou produção que estava há duas semanas no topo do ranking das melhores bilheterias

exemplo do que aconteceu nos Estados Unidos e em vários outros países por onde passou, o filme “Som da Liberdade” (Sound of Freedom) tem sido sucesso nos cinemas brasileiros.

Na primeira semana em cartaz, o drama se consagrou como líder de bilheterias. Segundo a empresa Comscore, a produção cristã arrecadou R$ 5,77 milhões nos cinemas brasileiros no fim de semana de estreia (de 21 a 24 de setembro), tendo sido visto por 242 mil pessoas entre quinta-feira e domingo. A informação é do jornal O Globo.

“Som da Liberdade” ficou à frente de “A Freira 2”, que há duas semanas estava no topo do ranking das melhores bilheterias. O estreante “Os Mercenários 4” foi o terceiro filme mais assistido no período.

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No Instagram, a Paris Filmes, distribuidora do drama no Brasil, comemorou: “Grande sucesso mundial agora também é o FILME NÚMERO 1 nas bilheterias brasileiras! Essa é uma história que está IMPACTANDO vidas. Ainda não assistiu? Então corra para o cinema mais próximo! Não perca a chance de TESTEMUNHAR o filme mais POLÊMICO do ANO!”

O filme

“Som da Liberdade” narra a história de Tim Ballard (Jim Caviezel), um agente federal que resgata um menino de um bando de traficantes, mas descobre que a irmã dele continua refém da quadrilha. Ele, então, resolve salvá-la, deixa o trabalho e se arrisca na selva colombiana, comprometendo a própria vida para salvar a da criança.

A história se baseia no caso real de Timothy Ballard, que, junto com outros colegas, optou por renunciar ao emprego para fundar a Operation Underground Railroad (O.U.R.), que atua em parceria com forças especiais. Desde 2013, esta organização opera em vários países com o específico objetivo de resgatar crianças da escravidão e da exploração sexual.

Assista ao trailer:

Fonte: Aleteia

Imagem: Divulgação

Conheça a devoção ao cordão de Santa Filomena

A devoção do Cordão de Santa Filomena nasceu espontâneamente em consequência das inúmeras graças obtidas por sua intercessão.

O reconhecimento do cordão como um sacramental por parte da Igreja, se deu pelo então Papa Leão XIII, que também era um grande devoto da jovem Santa. Ao aprovar o uso deste cordão, ele concedeu indulgências a todos os que o usarem:

1. No dia em que o Cordão é colocado pela primeira vez.
2. No dia 25 de Maio, aniversário da abertura do túmulo de Santa Filomena – catacumbas de Santa Priscila.
3. No dia 10 de Agosto, que é a sua festa.
4. No dia 15 de Dezembro, aniversário da aprovação do Cordão pela Santa Sé.
5. No momento da morte, nas condições ordinárias.

Com exceção deste último, para lucrar as indulgências plenárias com o Cordão, é preciso confessar-se, comungar e visitar alguma igreja, onde se rezará pelas intenções do Santo Papa.

Material do cordão

O Cordão é constituido por um entrançado de fios de linho, lã ou algodão, brancos e vermelhos, com dois nós numa das extremidades, simbolizando a virgindade e o martírio da jovem Filomena. Na outra extremidade há mais três nós, que representam a Santíssima Trindade e as chagas de Cristo.

Usa-se sob a roupa como se fosse um cinto ou no pulso, exatamente como uma pulseira. Pode-se também colocá-lo debaixo do travesseiro, ou guardá-lo na bolsa. Porém, o ideal é que ele esteja em contato com o corpo.

Oração diária dos portadores do Cordão:

“Santa Filomena, Virgem e Mártir, rogai por nós para que, por meio de vossa poderosa intercessão, possamos obter a pureza de alma e de coração, que conduz ao perfeito amor de Deus. Amém.”

Como adquirir o cordão

Qualquer pessoa pode produzir o seu próprio cordão, contanto que ele seja abençoado por um sacerdote seguindo o rito romano. Na edição do Planejamento Espiritual 2024, Irmã Zélia traz uma oração a Santa Filomena para ser rezada junto com as metas diárias. Por isso, você encontra o Kit do Livro, com o cordão e um postal com a imagem da jovem mártir em nossa loja virtual.

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Fonte: https://www.nospassosdemaria.com.br/SantaFilomena/SantaFilomena-Cordao.html

Imagem: Divulgação

Características de um Lar de idosos católico

O lar de idosos Adelaide é, de fato, um local onde a saúde e o bem-estar dos idosos fazem parte de nossos maiores objetivos. Mas existe ainda algo que julgamos ser essencial para que a terceira idade seja vivida com mais sentido a cada dia.

Para nós, cada fase da vida tem um sentido e beleza que se escondem por trás daquele que idealizou a existência humana. Deus, em sua infinita sabedoria, nos propõe aprendizados em cada momento que passamos, e, ao longo de nossos dias aqui na terra, sabendo que tudo o que vivemos aqui irá repercutir na eternidade.

E é nessa perspectiva de eternidade que o Lar Adelaide realiza cada ação. Leia o texto e descubra o que faz do Lar de idosos Adelaide Weiss Scarpa um local único!

O nosso Lar e a nossa missão

Antes de mais nada, no lar de idosos não basta que o idoso apenas exista, ele precisa viver, e viver bem! 

A missão do Lar Adelaide é proporcionar o exercício dos direitos humanos (civis, políticos, econômicos, sociais, culturais e individuais), preservar a identidade e a privacidade da pessoa, assegurando um ambiente de respeito e dignidade.

Contudo, para nós, viver bem significa estar bem no corpo e na alma. Nós, do lar de idosos Adelaide, acreditamos que cada pessoa possui não somente um corpo, mas uma alma da qual depende o seu bem-estar.

Já nos aconselhou em sua mensagem, o Papa Francisco, por ocasião do III Dia Mundial dos Avós e dos Idosos: “(…) o primeiro desejo do Senhor é que não deixemos sozinhos os idosos, que não os abandonemos à margem da vida, como hoje, infelizmente, acontece com demasiada frequência”. 

Logo, também são esses e outros motivos que fazem do Lar de idosos Adelaide Weiss Scarpa um lugar de repouso, completo e único.

Nossa rotina e características no Lar de idosos

No Lar Adelaide, lar de idosos, além das atividades de reabilitação podemos sempre contar com a espiritualidade. Estar em intimidade com Deus possibilitará uma qualidade de vida ainda maior, pois é em Deus que encontramos sentido em cada momento de nossas vidas.

Ainda mais quando nos encontramos em momentos de sofrimentos nos acontecimentos da nossa própria vida.

Oferecemos aos nossos idosos a experiência do encontro com Deus, assim como o contato com a natureza, momentos de partilha da palavra, Missas no local e até mesmo encontro com as Irmãs religiosas. Dessa forma, as Irmãs se colocam disponíveis para ouvir e aconselhar cada idoso, caso algum deles as procurem.

Conheça mais sobre rotina dos nossos hóspedes:

  • Passeio no jardim – caminhadas diárias no bosque e num jardim cheio de vida;
  • Missas – na capela disponível no Lar Adelaide, especialmente aos domingos e dias santos;
  • Consultas médicas – faz parte da rotina dos idosos passar por consultas médicas ou com nutricionista;
  • Dia de movimentar o corpo – Também temos momentos de exercício físico e fisioterapia.
  • Oficinas e terapias – tempo dedicado para as atividades, terapias e oficinas, que são momentos de pura diversão.

Então, percebe que os nossos hóspedes têm uma agenda cheia e muito animada? Sim, fazemos questão de fazê-los se movimentar e viver uma velhice feliz e tranquila!

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Um lugar para chamar de casa

No Lar de idosos Adelaide a solidão e a tristeza passam longe. Em outras palavras, buscamos sempre fazer com que nossos idosos mantenham a convivência fraterna e o desejo de encontrar alegria no relacionamento com o seu próximo. Seja ele um profissional de nossa casa, seus familiares ou um companheiro de casa.

Temos a alegria de proporcionar um lugar que alinha uma rotina de reabilitação física e mental com a vivência da espiritualidade, onde ambas se completam e geram resultados em suas vidas.

O envelhecimento caminhará melhor quando não esquecermos que fomos criados para a eternidade e sempre estamos nos preparando para o céu. Sendo assim, só encontrará o prazer de viver quem se entrega à própria vida e aos seus momentos de dificuldades.

Ou seja, quanto melhor nos guiarmos ainda aqui, neste mundo, escolhendo um caminho de transformação e renovação, para alcançar este fim: o céu.

A vivência da fé em nosso Lar

É verdade que pensar em um lar de idosos, para muitos, é pensar em um lugar solitário, triste e até mesmo esquecido pela sociedade. É por isso que prezamos sempre em apresentar um lugar de aconchego, serenidade e alegria. Sobretudo, um lugar onde a fé pode ser renovada a cada dia.

Um dos nossos compromissos para com o idoso, no Lar Adelaide, é proporcionar o encontro com Deus, respeitando a história de cada um deles. Para que esse encontro de fé, no entardecer da vida, se torne natural e sereno.

Logo, é certo que muito mais do que nossas estruturas e ações, o Lar Adelaide oferece uma família que ama, escuta, reza e acolhe cada hóspede diante dos seus desafios e limitações.

Existem muitos lares para os idosos espalhados pelo Brasil, cada qual com as suas características. Contudo, o nosso Lar oferece um caminho que considera a vida plena, pois não adianta viver os dias, é preciso vivê-los em plenitude. “O caminho de Cristo ‘leva à vida’; um caminho contrário ‘leva à perdição’” (Cf. CIC, § 1696).

Conheça mais sobre o Lar Adelaide Weiss Scarpa!

O Lar Adelaide Weiss Scarpa busca ser bem mais que uma casa de repouso, mais do que oferecer um envelhecimento com dignidade. Nosso empenho é fazer brotar no coração de quem chega ao nosso lar um desejo de desfrutar melhor o caminho da vida, em qualquer etapa que nos encontremos nela!

Portanto, todos aqueles que estão aqui podem ter a certeza de que terão suas vidas melhoradas em todos os aspectos. Ou seja, que terão o necessário para tornar a terceira idade uma fase vivida da melhor forma possível.

O que o uso excessivo de drogas e álcool indica sobre saúde mental

O mês de setembro é dedicado para falarmos sobre uma questão muito delicada que é o suicídio, por vezes não anunciado devido ao  medo que o efeito dominó possa ocorrer com outras pessoas que estejam também em situação de fragilidade psíquica. Porém, o assunto é importantíssimo e devemos falar sobre, e para abordarmos essa temática falaremos de saúde mental, que a maioria das pessoas, quando ouvem falar pensam em “Doença Mental”. 

Mas, a saúde mental implica muito mais que a ausência de doenças mentais. Pessoas mentalmente saudáveis compreendem que ninguém é perfeito, que todos possuem limites e que não se pode ser tudo para todos. Elas vivenciam diariamente uma série de emoções como alegria, amor, satisfação, tristeza, raiva e frustração. São capazes de enfrentar os desafios e as mudanças da vida cotidiana com equilíbrio e sabem procurar ajuda quando têm dificuldade em lidar com conflitos, perturbações, traumas ou transições importantes nos diferentes ciclos da vida.

A Saúde Mental de uma pessoa está relacionada à forma como ela reage às exigências da vida e ao modo como harmonizar seus desejos, capacidades, ambições, ideias e emoções. Qualquer pessoa está sujeita em algum momento da vida a fragilizar-se no quesito Saúde Mental, ou seja, apresentar sintomas depressivos, vontade de não viver mais, tristeza profunda, uso abusivo de álcool e drogas e tantos outros sintomas que sinalizam que a saúde mental não está bem. 

Chegar ao ato de suicidar-se é o resultado de uma saúde mental totalmente fragilizada. É a soma  de  um conjunto de situações que a pessoa tem como  necessidade de aliviar as pressões externas, sendo muitas vezes, cobranças, culpa, remorso, depressão, ansiedade, medo, fracasso, humilhação, etc… enfim, a somatória de um psicológico adoecido, pode levar ao momento mais crítico: o  pensar que o suicídio parece ser a única saída  para seus problemas.

Geralmente as pessoas que estão adoecidas mentalmente apresentam sintomas e pedidos de ajuda que não são verbalizados. É importante estarmos atentos às pessoas que convivem conosco, e sinais como: isolamento, depressão, trazer na fala expressões “quero sumir”, “não aguento mais essa vida”, uso abusivo de drogas e álcool, podem se configurar em um pedido de ajuda.

Este assunto não pode mais ser considerado um tabu em  nossa sociedade, ou considerado uma atitude de fracasso pela pessoa que chegou no auge do adoecimento psíquico. Até porque os índices de suicídio estão cada vez mais altos e afetando uma população cada vez mais jovem de pessoas que não estão conseguindo elaborar seus conflitos e problemas psicológicos e emocionais. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 90% dos casos de suicídios podem ser evitados, desde que haja condições mínimas para oferta de ajuda voluntária ou profissional.

Seja qual for a fase do adoecimento da saúde mental, sempre é possível ser superado.

Quando identificamos estes pedidos de ajuda em alguma pessoa é importante auxiliá-las e buscar um serviço especializado para isto.

Segue abaixo as indicações de atendimento:

SERVIÇOS DE SAÚDE MENTAL, CAPS (CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL),  UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE.
CENTRO DE VALORIZAÇÃO À VIDA – CVV   LIGAÇÃO 188
EMERGÊNCIA –   SAMU 192

Referências

Site: WWW.SAUDE.PR.GOV.BR

SITE: WWW.CVV.ORG.BR

Por Irmã Elaine Cristina de Oliveira, CR

Psicóloga – CRP: 07/27809

Diretora da Comunidade Terapêutica Casa Marta e Maria (RS)

Por que investir em um lar de idosos particular?

Viver em um lar de idosos ainda diverge opiniões e continua sendo um assunto rejeitado por muitos, da terceira idade e até mesmo por seus familiares.

Mas não é de se estranhar, pois muitos locais que se intitulam como um lar de idosos não oferecem a qualidade de vida da qual a terceira idade tanto necessita. 

Um verdadeiro lar precisa oferecer uma estrutura adequada e uma assistência comprometida com a saúde integral de cada um deles.

Não basta apenas abrigar, mas faz-se necessário cuidar e zelar pelo bem estar físico, mental e até mesmo espiritual.

Vamos entender mais sobre o direito dos idosos ao cuidado e a diferença entre lares públicos e lares privados? Garantimos que esse conteúdo é muito importante e te esclarecerá muitas dúvidas.

Uma digna moradia para os Idosos

É do conhecimento de todos que eles possuem direitos e necessitam de cuidados especiais, até mesmo aqueles que não enfrentam enfermidades graves ou grandes comprometimentos fisiológicos.

Isso porque quando se trata da terceira idade devemos agir também com a prevenção, buscando sempre promover a saúde ao máximo, para que se viva uma velhice da melhor forma possível. Por exemplo, você sabia que é direito do idoso um lar adequado e cuidados que atendam às suas necessidades?

De acordo com Estatuto do Idoso Lei 10.741/2003, no artigo 37, todos os idosos têm direito a uma digna moradia, preferencialmente com sua própria família, ou, desacompanhado, em estabelecimento público ou particular.

Dessa forma, devemos oferecer a eles uma boa assistência e, quando não nos for possível tal ação, busquemos junto aos órgãos públicos competentes ou instituições privadas de qualidade.

De toda maneira, lembremos que a terceira idade requer atenções específicas e, em muitos casos, atendimento personalizado. Pois somente isso garantirá uma assistência completa e de qualidade.

Existem diferenças entre lares públicos e lares privados?

Sim! Existem diferenças entre lares públicos e privados, principalmente quanto a personalização da assistência dada ao idoso. 

Um lar de idosos da rede pública deve atender as necessidades, fornecendo moradia digna e assistência médica. Embora saibamos que, infelizmente, não são todos os que de fato se comprometem com a saúde integral da pessoa idosa.

Ainda assim, nos lares públicos o idoso não paga por sua estadia e pelos atendimentos médicos que utilizar. Contudo, para ter acesso a essas instituições gratuitas, é necessário fazer uma solicitação de serviços de assistência social ou políticas públicas setoriais, através do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), do Ministério Público ou do Poder Judiciário.

Em seguida, será feito um processo de triagem, onde, tanto o idoso quanto seus familiares, serão entrevistados pela Secretaria de Assistência Social. A situação econômica e de saúde, bem como, o desejo da pessoa idosa em morar no asilo público será levada em consideração nessa entrevista.

Por sua vez, nos lares privados, também chamados de Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) encontramos moradias com uma estrutura mais completa e tratamentos personalizados.

As atividades oferecidas também são mais abrangentes e variam de instituição para instituição, mas em geral promovem e estimulam o desenvolvimento cognitivo e o convívio social.

Esses novos lares particulares trazem um conceito mais moderno e quebram aquela imagem que os antigos asilos deixaram: de solidão e descaso. Dessa forma, aqueles que optam ou necessitam de um lar de idosos privado, garantem uma excelente condição para viver com altíssima qualidade na terceira idade.

No Lar Adelaide nós oferecemos tudo o que ele necessita para que ele possa  viver com segurança e alegria a fase mais madura de sua vida.

Leia mais:

Como saber qual melhor lar de idosos?

Como cultivar a amizade entre avós e netos?

5 dicas que toda família que possui idosos precisa seguir

Vantagens de investir em um lar de idosos particular

Não precisar entrar em uma lista de espera longa e passar por triagens demoradas  é a grande diferença que encontramos quando optamos por um lar de idosos privado, além de contar com características como:

  • Quarto privativo;
  • Cuidados pessoais (incluindo curativos, banho e assistência higiênica);
  • Atendimento de emergência 24 horas;
  • Serviços de lavanderia;
  • Nutrição especializada de acordo com as necessidades do idoso;
  • Visita familiar sem restrição;
  • Monitoramento frequente de medicação;
  • Atividades sociais e recreativas.

No Lar Adelaide, por exemplo, oferecemos tudo isso e muitos outros serviços que o idoso necessita, para que ele possa viver com qualidade e segurança. 

Além disso, nossa missão é cuidar dos idosos com zelo e amor, expressando o amor de Deus para cada um dos nossos hóspedes.

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Lar Adelaide Weiss Scarpa: dignidade e espiritualidade

O Lar Adelaide Weiss Scarpa acolhe pessoas acima de 60 anos e oferece a calmaria de envelhecer com amor, alegria e a misericórdia de Deus. Todos os hóspedes – assim como são chamados carinhosamente – são respeitados e queridos.

Nosso intuito é fazer com que nossos hóspedes se sintam verdadeiramente em casa, para isso contamos com algumas ações. Por exemplo, os familiares são incentivados a trazer sempre fotos e objetos pessoais para decorar o quarto.

Há muitos valores e princípios no Lar Adelaide, questões que acreditamos contribuir imensamente para a qualidade de vida do idoso e para uma velhice feliz e tranquila.

Quando se trata de um Lar para a terceira idade é primordial que eles e/ou familiares atentem para as necessidades e atendimento desejados antes de tomar uma decisão, levando sempre em consideração a dignidade e qualidade de vida necessária na terceira idade.

Portanto, se você gostou do conteúdo, nos acompanhe nas redes sociais pelo nosso Instagram (@laradelaideweissscarpa) e conheça o nosso lar de idosos, que transborda amor e esperança.

Legalização do aborto: O que você precisa saber como católico

A legalização do aborto não é um assunto fácil de se discutir, mas não é difícil de se posicionar quando se defende a vida desde sua concepção. E o direito à vida é um princípio constitucional que não se pode negar a ninguém.

Por isso, além da fé cristã – e todas as igrejas que fazem parte da Confederação das Igrejas Cristãs, CONIC, são a favor da vida – há uma legislação constitucional que assegura a vida, e  para ser modificada é preciso mexer no texto da carta magna do País.

Então, em virtude da votação pela legalização do aborto, que ocorrerá no próximo dia 22 de setembro, trouxemos neste post a posição da Igreja, da CNBB, um pequeno percurso dos trabalhos sobre esse assunto e algumas notícias que envolvem esse tema.

Acima de tudo, a vida é um dom indiscutível, e como disse um sábio sacerdote:

“Valemos o sangue de um Deus!”

Logo temos todos os motivos para não desconsiderar esse assunto, mas defendermos a vida como um presente inalienável.

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Entenda a legalização do aborto

Antes de qualquer posicionamento, o aborto ou o abortamento é a interrupção precoce de uma gestação antes que o feto seja capaz de sobreviver fora do corpo da mãe. Ele pode ser provocado ou espontâneo, mas, em qualquer caso, é motivo de dor para uma mulher.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) existem alguns critérios para que o fim de uma gestação seja considerado um aborto, como: a interrupção antes das 22 semanas de gestação e estando o feto, geralmente, com peso inferior a 500g, incapaz de viver fora do útero materno. 

Em caso de aborto espontâneo, sem intenção de acontecer, os casos mais comuns acontecem em cerca de 10 a 25% das gestações, às vezes a mulher nem sabe que está grávida, as causas são inúmeras e não favorecem o desenvolvimento do feto.

Agora, no Brasil, o aborto provocado é crime previsto pelo código penal Art. 124:

Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos.

No entanto, a legislação prevê três situações em que o aborto pode acontecer: gravidez decorrente de estupro, risco à vida da mulher e anencefalia do feto.

Legalização do aborto – o que a Igreja diz?

Santo Ireneu, bispo católico, já exclamava:

“A glória de Deus é o homem vivo; e a vida do homem é a visão de Deus”.

Ou seja, nós somos a obra prima da criação de Deus e objetos da sua bondade, nascemos para refletir a sua glória.

Logo, a Igreja Católica é clara sobre a defesa da vida humana e contra a legalização do aborto: 

“A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento de sua existência, o ser humano deve ver reconhecidos os seus direitos de pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo ser inocente à vida” (CIC §2270).

A Doutrina da Igreja também esclarece que o aborto espontâneo não gera consequências morais porque não aconteceu por ato de vontade da pessoa, diferente do aborto provocado, quando já há a “alma espiritual”, um ser humano criado a imagem de Criador. 

Por fim, o Código de Direito Canônico também se posiciona sobre o aborto:

“Os fetos abortivos, se tiverem vivos, sejam batizados, enquanto possível” (Cân. 871), e reforça: “Quem provocar aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão “latae sententiae’” (Cân. §1398).

“O aborto é um crime. É tirar a vida de um para salvar outro. É o que faz a máfia”

Em todo o seu Pontificado, o Papa Francisco se posicionou abertamente sobre o direito do nascituro. Chegou a compará-los aos idosos, aos enfermos e até aos migrantes em alto mar em busca da vida! Para dizer que em todos esses casos, eles merecem viver!

“Não se deve esperar que a Igreja altere a sua posição sobre esta questão. A propósito, quero ser completamente honesto. Este não é um assunto sujeito a supostas reformas ou ‘modernizações’”, disse o Papa.

Como também, repetiu várias vezes que o problema do aborto:

“Não é um problema religioso: nós não somos contra o aborto devido à religião. Não. É um problema humano”. E explica: “O aborto é um homicídio, quem faz um aborto, mata…” 

Por fim, o pontífice fez questão de citar a ciência e orientou que se investiguem os livros médicos para se certificar de que, na terceira semana de gestação, o feto já está formado, com todos os órgãos, há um DNA, e merece respeito, vida e dignidade.

Portanto, a legalização do aborto é uma violação da fé e da ciência que prova a vida desde a sua concepção.

Legalização de um crime!

O Supremo Tribunal Federal (STF), no próximo dia 22 de setembro, começa a julgar uma ação que pede a ampla descriminalização do aborto realizado até 12 semanas de gestação, apresentada em 2017 pelo PSOL e o Instituto Anis. 

A relatora do caso e atual presidente do STF, Rosa Weber, colocou em pauta esse assunto para julgamento no plenário virtual, em que os ministros depositam seu voto eletronicamente por escrito, num prazo de seis dias úteis.

Em vista de sua aposentadoria, no dia 02 de outubro, quando ela completa 75 anos, não seria possível levar a ação ao plenário físico a tempo para que os ministros debatam seus votos. 

O mais interessante é que esse assunto não está em canal aberto! Quase não se divulga o que está prestes a acontecer para os próximos milênios no Brasil, é fácil de concluir que a legalização do aborto está acontecendo sem o conhecimento do povo brasileiro.

Breve percurso sobre a descriminação do aborto

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) acionou o STF em março de 2017 para que a Corte se manifestasse sobre a descriminalização do aborto, sob os seguintes pretextos:

  • Os artigos 124 e 126 do Código de Processo Penal (CPP), que tratam do crime de aborto, violam direitos fundamentais das mulheres;
  • A criminalização do aborto fere os seguintes princípios: dignidade da pessoa humana, da cidadania e da promoção do bem de todas as pessoas, sem qualquer forma de discriminação; 
  • A criminalização do aborto e a consequente imposição da gravidez compulsória compromete a dignidade da pessoa humana e a cidadania das mulheres; 
  • A criminalização afeta desproporcionalmente mulheres negras e indígenas, pobres, de baixa escolaridade e que vivem distante de centros urbanos, onde os métodos para a realização de um aborto são mais inseguros do que aqueles utilizados por mulheres ricas.

Em 3 e 6 de agosto de 2018, foram realizadas audiências públicas sobre a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 442. Nelas, se destacaram três discussões: 

  • Competência ou não do STF para julgar a descriminalização do aborto, 
  • Compatibilidade da descriminalização do aborto com o Pacto de San José da Costa Rica, que concede proteção do direito à vida, no artigo 4º, do qual o Brasil é signatário;
  • Credibilidade dos dados sobre número de abortos no Brasil.

Em 2018, às vésperas da eleição presidencial, o STF abriu as portas para uma audiência pública, onde ouviu 54 representantes de diversos setores da sociedade a respeito do tema, sendo 17 contrários e 37 favoráveis à legalização.

Desde então, há uma grande expectativa do movimento feminista para que a ADPF seja votada, e Rosa Weber decidiu fazê-lo no simbólico mês de setembro, já que 28 é o Dia da Luta pela Descriminalização e Legalização do Aborto na América Latina e Caribe.

Posicionamento da CNBB sobre o aborto

Recentemente, o assessor jurídico civil da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o advogado Hugo Cysneiros Oliveira falou sobre três dos princípios que baseiam a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 442 do Supremo Supremo Tribunal Federal (STF). 

Para Hugo, a ação “sequer deveria ser conhecida” e o debate sobre o tema deve acontecer no Congresso Nacional:

“O Parlamento foi omisso em relação ao tema do aborto” e o STF “ao resolver enfrentar esse assunto e literalmente legislar, inovar, modificar as normas existentes e produzir outras normas, ultrapassa os seus limites”.

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota, na quinta-feira, 14 de setembro, sobre o pedido de inclusão em pauta da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442 no Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação pede a possibilidade de descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. No texto, os bispos reafirmam o posicionamento contrário ao pedido feito na ADPF:

“Jamais aceitaremos quaisquer iniciativas que pretendam apoiar e promover o aborto”.

E os bispos reforçam:

“O fundamento dos direitos humanos é que o ser humano nunca seja tomado como meio, mas sempre como fim”.

Como também recordam a posição “em defesa da integridade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde sempre!

“É o Senhor quem dá a vida e a tira…” I Sm.2,6

Não é apenas a Igreja Católica que se posiciona a favor da vida e contra a legalização do aborto, mas há outras entidades civis que citam as consequências físicas e principalmente psicológicas na vida da mulher, como também defendem o direito do nascituro.

Se perguntarmos a cada ser humano se ele optaria por nascer ou morrer, a resposta seria a favor da vida. Sendo assim, há uma responsabilidade ética, moral, cidadã e cristã sobre cada um nós que acordamos todos os dias sobre esse assunto.

Dessa forma, levantemos a bandeira da vida, principalmente por quem não pode se defender!

E para que sua defesa tenha mais consistência, selecionamos alguns documentários e filmes sobre esse tema:

O filme que a indústria do aborto não quer que você veja

Uma trágica história sobre aborto e arrependimento | Especial de Natal da Brasil Paralelo

Legalização do aborto: você é a favor ou contra? | Mude Minha Ideia | Quebrando o Tabu

Ela defendia o aborto… até ver um de perto | A história de Abby Johnson

Famílias numerosas: ter ou não ter?

Antigamente, famílias numerosas eram uma realidade comum. A estrutura familiar também era outra: só o pai trabalhava, a mãe cuidava da casa, dos filhos e, conforme eles cresciam, ajudavam a cuidar dos irmãos menores e dos afazeres domésticos. 

Atualmente, o cenário é totalmente diferente! Existem famílias numerosas, mas elas são em menor quantidade e até causam espanto para muitos casais, inclusive católicos. A maioria faz uma previsão de quantos filhos terão e não dizem mais: quantos Deus enviar!  

Sem falar que as mulheres não se reservam apenas para cuidar das crianças, elas estão conquistando outros espaços na sociedade que reflete na hora de decidir na quantidade de filhos que terão. 

Apesar de todas essas questões, nascer é uma dádiva! Imagine se nossos pais não nos tivessem? O mundo seria menos belo! E o contrário também é verdade: filhos são uma oportunidade de felicidade para os pais e de esperança para o mundo.

Então, conheça neste post a vantagem de famílias numerosas acima de qualquer espanto!

Famílias numerosas – mas o que é a família?

A família está presente na origem da humanidade como um projeto de Deus. A Palavra de Deus – de Gênesis até Apocalipse – tem a família como suporte para todo o crescimento humano e o desenvolvimento da Igreja. Deus é família: Pai, Filho e Espírito Santo.

E nos fez a partir desse modelo trinitário: Deus criou Adão e Eva e os abençoou para constituírem famílias. Dessa forma, Ele revelou seu compromisso com esse projeto e o confirmou quando enviou seu Filho, nascido de mulher, para o seio de uma família.

O Catecismo da Igreja Católica (CIC §2201) diz que o matrimônio e a família estão ordenados para o bem dos esposos e para a procriação e educação dos filhos. O amor dos esposos e a geração dos filhos estabelecem, entre os membros de uma mesma família, relações pessoais e responsabilidades primordiais.

Portanto, a família é a base da sociedade e sua importância se estende para todos os lugares. O núcleo familiar é responsável por espalhar o bem, transformar o presente e escrever uma nova história. Nessa conta de responsabilidades, as famílias numerosas têm maior participação. 

Porque famílias numerosas não são um problema… 

Em 2016, o Papa Francisco escreveu uma Exortação Apostólica chamada Amoris Laetitia, sobre o amor na família. Um dos temas é sobre os filhos. Ele se utiliza do salmo 128 quando diz que os filhos são como rebentos de oliveira, ou seja, são cheios de energia e vitalidade.

Segundo o Papa, no Antigo Testamento, a palavra que aparece mais vezes depois da designação divina (YHWH, o “Senhor”) é “filho” (ben), um termo que remete para o verbo hebraico que significa “construir” (banah). 

Ainda sobre o Salmo, o santo padre explica que o versículo que diz:

Como flechas nas mãos de um guerreiro, assim são os filhos nascidos na juventude. Feliz o homem que deles encheu a sua aljava! Não será envergonhado pelos seus inimigos, quando com eles discutir às portas da cidade”.

“É verdade que estas imagens refletem a cultura de uma sociedade antiga, mas a presença dos filhos é, em todo o caso, um sinal de plenitude da família na continuidade da mesma história de salvação, de geração em geração”, declara o pontífice.

Ou seja, os filhos numerosos são motivo de alegria, realização, força e continuidade da família enquanto projeto de Deus. Ao mesmo tempo, com uma família numerosa, há mais possibilidade de Anunciar o Evangelho, testemunhando o valor da vida e do cuidado divino.

Encontramos muitas vantagens de quem opta por uma família grande

Atualmente, muitas preferem apenas um filho (a) ou quando muito, dois. As que se decidem por mais de três já são causas de surpresa, críticas, julgamentos, preconceitos e distanciamento de alguns. 

Mas famílias numerosas são um canteiro de oportunidades! Quantas pessoas falam com alegria de suas famílias reunidas na noite de Natal porque nem se preocupam em convidar ninguém, sem falar no amparo que os pais recebem em suas velhices.

Assim, uma família numerosa tem mais vantagens que desvantagens! Mas é preciso, também, exercer uma paternidade e maternidade responsáveis, porque, como bem disse o Papa Francisco, para ser um bom católico não é preciso procriar como os coelhos!

Agora veja o que dizem os especialistas sobre as famílias com muitos filhos:

Os pais sentem-se mais jovem

Crianças no lar fazem com que o estado emocional e psicológico dos pais seja jovial e mais feliz. Ou seja, quanto mais crianças em casa, mais jovens os pais e mães se sentem.

Equilibra o lado financeiro

Parece um absurdo, mas controlando bem as finanças e evitando desperdícios, muitas famílias grandes têm vivido muito bem e proporcionado o necessário a seus muitos filhos.

Benefícios para as crianças

Irmãos são companhias seguras! Eles crescem juntos, sabendo que terão sempre alguém muito próximo que confiam e que poderá lhes ouvir e ajudar. 

Amparo para os pais no momento oportuno

Pais não são sempre jovens e os filhos sentem a obrigação natural de cuidar de quem lhes cuidou durante seus primeiros anos de vida. E quanto mais filhos, maior a probabilidade de não ser esquecido em algum asilo. 

A família é a primeira escola

Famílias numerosas costumam despertar o senso de responsabilidade e maturidade muito maior entre os filhos. Isso acontece porque eles se sentem naturalmente responsáveis uns pelos outros.

Por fim, o sentimento de felicidade

Se há algo que as famílias numerosas proporcionam é felicidade, de todas as formas, motivos e idades. Também não faltam preocupações e problemas como em todas as famílias, mas elas não são o foco, porque existe muita ação acontecendo ao mesmo tempo.

Agora, depois de tudo isso, você pode se perguntar: quantos filhos fazem uma família numerosa? Essa resposta acompanha o coração, a fé e a consciência cristã de que Deus nos deu a liberdade de decidir, mas não de nos fecharmos à vida! 

Fentanil: como nova onda de overdoses assola EUA e mata quase 300 por dia

Fonte: BBC News Brasil/Nadine Yousif

Cada vez mais americanos morrem por overdose de fentanil, à medida que uma nova onda da epidemia de opioides começa a se espalhar pelas comunidades dos quatro cantos do país.

Há seis anos, Sean morreu de uma overdose acidental por fentanil em Burlington, no Estado de Vermont. Ele tinha 27 anos.

“Cada vez que ouço falar de uma perda devido ao abuso de substâncias, meu coração se parte um pouco mais”, escreveu a mãe dele, Kim Blake, em um blog dedicado ao filho em 2021.

“Mais uma família despedaçada. Sempre de luto pela perda de sonhos e celebrações.” Naquele ano, os Estados Unidos testemunharam um marco sombrio: pela primeira vez, as overdoses mataram mais de 100 mil pessoas em todo o país num único ano.

Dessas mortes, mais de 66% estavam ligadas ao fentanil, um opioide sintético 50 vezes mais poderoso que a heroína.

O fentanil é um produto farmacêutico que pode ser prescrito por médicos para tratar dores intensas.

Mas a droga também é fabricada e vendida por traficantes. A maior parte do fentanil ilegal encontrado nos EUA é traficado a partir do México e usa produtos químicos provenientes da China, de acordo com o Drug Enforcement Administration (DEA), órgão federal encarregado da repressão e do controle de narcóticos

Em 2010, menos de 40 mil pessoas morreram por overdose de drogas em todo o país, e menos de 10% dessas mortes estavam ligadas ao fentanil.

Naquela época, as mortes eram causadas principalmente pelo uso de heroína ou opioides prescritos por profissionais de saúde.

A mudança de cenário é detalhada num estudo divulgado recém-publicado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).

O trabalho examina as tendências nas mortes por overdose no país entre 2010 e 2021, utilizando dados compilados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA.

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Fentanil é um problema crescente nos EUA

Os dados mostram claramente como o fentanil redefiniu as overdoses nos Estados Unidos na última década.

“O aumento do consumo de fentanil fabricado ilicitamente deu início a uma crise sem precedentes”, escreveram os autores do artigo.

Praticamente todos os cantos dos EUA — do Havaí a Rhode Island — foram tocados pelo fentanil.

O aumento das mortes relacionadas à droga foi observado pela primeira vez em 2015, revelam as estatísticas.

Desde então, o entorpecente se espalhou pelo país e a taxa de mortalidade cresceu de forma acentuada.

“Em 2018, cerca de 80% das overdoses por fentanil aconteceram a leste do rio Mississippi”, disse à BBC Chelsea Shover, professora assistente da UCLA e coautora do estudo.

Mas, em 2019, “o fentanil passa a fazer parte do fornecimento de drogas no oeste dos EUA e, de repente, esta população que estava resguardada também ficou exposta, e as taxas de mortalidade começaram a subir”, segundo a pesquisadora

Na pesquisa recente, os especialistas alertam para outra tendência crescente: as mortes relacionadas ao consumo de fentanil em conjunto com drogas estimulantes, como a cocaína ou a metanfetamina.

Essa tendência é observada em todos os EUA, embora de formas diferentes devido aos padrões de consumo que diferem de região para região.

Os investigadores encontraram, por exemplo, taxas de mortalidade mais elevadas relacionadas ao consumo de fentanil e cocaína em Estados do nordeste dos EUA, como Vermont e Connecticut, onde os estimulantes geralmente são de fácil acesso.

Mas em praticamente todos os cantos do país, da Virgínia à Califórnia, as mortes foram causadas principalmente pelo uso de metanfetaminas e fentanil.

Blake, que também é médica, disse que seu filho usava cocaína esporadicamente, embora o exame toxicológico tenha encontrado apenas fentanil em seu organismo.

Ela aprendeu que muitos misturam diferentes substâncias para obter uma sensação prolongada.

“Não é nenhuma surpresa para mim esse aumento tão grande nas combinações de estimulantes e opioides”, observa Blake.

Quando o fentanil chegou pela primeira vez aos EUA como parte do tráfico, “muitas pessoas não o queriam”, lembra Shover. Mas o opioide sintético tornou-se amplamente disponível porque é mais barato de produzir em comparação com outras drogas.

Ele também é altamente viciante — isso significa que dependentes ficam expostos ao entorpecente e muitas vezes o procuram como uma forma de evitar abstinências dolorosas relacionadas a outras substâncias.

Nos EUA, o estudo identificou que Alasca, Virgínia Ocidental, Rhode Island, Havaí e Califórnia como os Estados com as taxas mais elevadas de mortes por overdose em que há mistura de fentanil e estimulantes.

Esses locais têm taxas historicamente altas de uso de drogas, segundo Shover. Com a chegada do fentanil, esse consumo tornou-se ainda mais letal.

Um problema que atravessa classes sociais

A crise dos opioides tem sido tradicionalmente retratada como um “problema dos brancos”, destaca Shover.

No entanto, o estudo recente revelou que os afro-americanos estão morrendo ao combinar fentanil e estimulantes a taxas mais elevadas, em todas as faixas etárias e limites geográficos.

Para Rasheeda Watts-Pearson, especialista em redução de danos baseada em Ohio, nos EUA, os dados refletem o que é visto na prática.

Ela faz um trabalho de divulgação com a A1 Stigma Free, uma organização fundada há apenas oito meses para combater um aumento notável de mortes por overdose na comunidade afro-americana de Cincinnati.

Como parte do trabalho, Watts-Pearson visita frequentemente barbearias, bares e mercearias para falar com as pessoas sobre os impactos do fentanil.

Ela considera que há falta de conscientização sobre o tema, motivada em parte pelas disparidades históricas de saúde vivenciadas por grupos raciais e étnicos.

Mesmo as campanhas de marketing feitas para conscientizar sobre a crise dos opioides não incluem a experiência dos negros americanos, critica ela.

“Se eu dirigir até a cidade de Avondale agora mesmo, há um outdoor que fala sobre a ‘Crise dos Opioides’, mas na mensagem aparecem duas pessoas brancas”” exemplifica Watts-Pearson.

Ela aponta que as drogas misturadas com fentanil são uma grande barreira para a comunidade. Segundo a ativista, muitas pessoas acabam consumindo o entorpecente sem saber — e desenvolvem uma dependência.

“Os legistas veem pessoas com overdose que morreram por causa de cocaína, crack e vestígios de fentanil”, diz ela.

“Isso está infiltrado na comunidade negra e não há gente suficiente falando sobre o assunto.”

Uma quarta onda

O abuso de fentanil em combinação com outras drogas marca o início de uma “quarta onda” da crise nos EUA, avaliam os pesquisadores.

A primeira onda de overdoses aconteceu no final dos anos 1990, com mortes por opioides com prescrição médica. Em 2010, houve uma segunda onda de overdoses, dessa vez causadas por heroína. E em 2013, surgiu uma terceira onda, graças à proliferação de drogas ilícitas análogas ao fentanil.

Especialistas como a professora Shover alertam que as opções de tratamento para a quarta onda não acompanham a demanda.

“Nosso sistema de tratamento contra dependência geralmente se concentra em uma droga de cada vez”, conta ela.

“Mas a realidade é que muitos usuários usam mais de um tipo de droga.”

Para manter viva a memória de seu filho, Blake decidiu falar abertamente sobre a perda e tenta ajudar outras famílias a passar pela mesma dor.

“Todo mundo tem uma história e, para um pai que perdeu um filho, isso dura para sempre”, diz ela.

Seu filho fez tratamentos contra dependência algumas vezes.

A experiência ensinou à Blake que as opções terapêuticas variam de Estado para Estado e, em muitos casos, o que está disponível não é suficiente.

“O ideal seria que as pessoas recebessem tratamento rapidamente, sempre que quisessem e a longo prazo”, destaca ela.

Blake também sugere a criação de locais para a prevenção de overdose, onde as pessoas pudessem usar drogas com segurança e sob supervisão.

Esses lugares estão amplamente disponíveis no Canadá — que tem a sua própria crise de fentanil — mas existem apenas duas instalações do tipo nos EUA inteiro.

Acima de tudo, Blake apelou à compaixão e à compreensão para aqueles que lutam contra o uso de substâncias.

“A maioria das pessoas com quem converso dizem que seus filhos não queriam morrer.”