8 frases do Papa Francisco na JMJ Lisboa

A JMJ Lisboa aconteceu! Estima-se que mais de 1 milhão e meio de pessoas circularam durante os eventos promovidos pela XXXVII Jornada Mundial da Juventude, isso faz dela a quinta maior Jornada juntamente com Madrid e Polônia (1991).

Na quarta-feira, dia 10 de agosto, em audiência geral, no Vaticano, o Papa Francisco disse que a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023 mostrou que é possível um mundo livre de guerra e que o encontro foi “um presente de Deus”.

Apesar dos conflitos e guerras que o mundo vive, “é possível um mundo de irmãos e irmãs, onde as bandeiras de todos os povos voam juntas, lado a lado, sem ódio, sem medo, sem fechamentos, sem armas”, disse o Pontífice.

Realmente, a fé move montanhas, e esse evento não só moveu obstáculos como promoveu pontes que ligarão aqueles que não estiveram pessoalmente na Jornada.

E para que você contemple este presente de Deus, preparamos 8 frases do Papa em momentos distintos.

A JMJ abraçou a todos!

A Jornada Mundial em Lisboa aconteceu de 1 a 6 de agosto em Portugal. Mas, uma semana antes, houve missões pelas paróquias de algumas dioceses de Portugal. De fato, o encontro mundial da juventude é um evento enorme que mobiliza o mundo inteiro.

Além de todos os encontros com o Papa, há toda uma infraestrutura que faz o evento acontecer. E entre as novidades deste ano, esteve a comunicação como forma de inclusão para deficientes visuais e auditivos.

A audiodescrição foi algo inédito na edição realizada em Portugal: “Foi uma grande conquista”, afirmou Filipa Oliveira, Coordenadora da Equipe das Traduções, que engloba a Língua Gestual e a relação com os voluntários que tornaram a Jornada percetível à comunidade surda.

Além da audiodescrição, os Eventos Centrais contaram com intérpretes de Língua Gestual Portuguesa (LGP) e de Gesto Internacional, cujas interpretações eram transmitidas nos ecrãs espalhados pelos recintos. Isso colocou em prática o que o Papa falou sobre todos serem bem-vindos à Igreja!

8 frases do Papa na JMJ Lisboa!

Agora, nada como as palavras do Papa Francisco para nos motivar a caminhar juntos rumo à próxima JMJ que acontecerá em Seul, Coreia do Sul, em 2027. Confira:

#1 “Somos todos chamados a cultivar o sentido da comunidade, começando por ir ter com quem vive ao nosso lado.”

Na quarta-feira, dia 02 de agosto, o Papa chegou a Lisboa. Essa frase ele dirigiu às autoridades, à sociedade civil e ao corpo diplomático quando chegou ao Centro Cultural de Belém.

#2 “Não estamos doentes, estamos vivos!”

O Papa falou aos universitários no dia 03 de agosto! Citando uma frase de Fernando Pessoa quando este diz que ser descontente é ser homem, Francisco estimulou os universitários a não terem medo de se sentirem inquietos.

#3 “Fomos chamados, porque somos amados. É belo! Aos olhos de Deus somos filhos preciosos.”

Palavras do Papa na primeira Missa com os Jovens da JMJ Lisboa em 03 de agosto. A partir das leituras propostas, o santo Padre falou sobre o amor de Deus por cada pessoa, amor que é pessoal e original, que nos chama pelo nome e dá sentido à nossa vida.

#4 “Real é o amor concreto, aquele em que se sujam as mãos.”

Encontro com os representantes de alguns centros de assistência e de caridade, dia 04 de agosto na JMJ Lisboa.

Neste dia, o Papa não pôde ler o discurso porque não enxergava bem as letras, mas entregou o texto para ser publicado e dirigiu espontaneamente algumas palavras aos que estavam presentes. Na verdade, inspirado por Deus, ele falou sobre o amor ao próximo.

#5 “Nossa Senhora solícita. Apressa-Se, para estar perto de nós, apressa-Se porque é Mãe.”

Oração do terço com os jovens enfermos no dia 05 de agosto. O tema da JMJ Lisboa foi Maria levantou-se e partiu apressadamente (Lc.1,39). Na inspiração do Espírito, o Papa introduziu um novo título para a Virgem Maria com essa passagem: Nossa Senhora Solícita.

#6 “Renovar dia a dia o encontro pessoal com Jesus é o coração da vida cristã.”

Encontro com os voluntários da JMJ Lisboa – dia 06 de agosto. O Papa agradeceu a todos os voluntários por possibilitaram este encontro mundial através de pequenos gestos, como dar água a um desconhecido, isto cria amizade.

#7 “O segredo do caminho está um pouco nisto: na constância em caminhar.”

Um dos grandes momentos com o Papa durante a JMJ Lisboa foi a vigília com os jovens, que começou ao entardecer do sábado e se encerrou com a Missa de envio no domingo. Houve  inúmeras atrações, músicas, teatro, dança, adoração e a palavra do Pontífice.

#8 “Que levamos conosco? Respondo com três palavras: resplandecer, ouvir e não temer.”

O último momento do Papa na JMJ Lisboa foi a Missa de envio na manhã do dia 06 de agosto. À luz da transfiguração do Senhor, o Papa despediu-se dos jovens animando-os a contemplar Cristo, ouvir sua voz e não ter medo.

3 características da paternidade divina

Paternidade é uma palavra que nos remete a muitas características, memórias, saudades, dores e até traumas. Mas é uma necessidade do ser humano. Todos temos um pai e precisamos de um pai; alguns são pais biológicos e outros vivem a paternidade do coração.

Agora, há um Pai de todos, com quem um dia nos encontraremos pessoalmente, mas que já foi revelado através de Seu Filho e nosso irmão Jesus. Seu amor é infinito e insubstituível, zeloso e cura todas as ausências paternas da vida humana.

Neste dia dos pais, em homenagem a cada homem que assumiu essa vocação divina, queremos honrar o Pai do céu, modelo de toda paternidade natural e espiritual. Afinal, Ele é consolo, proteção e providência para vida de cada pai da terra.

Significado de Paternidade

O dicionário explica a palavra paternidade como qualidade ou condição de pai; ou como um vínculo sanguíneo que une filho e pai! Realmente, são elementos que se encontram; são relações que nascem e se tornam dependentes; um só existe por causa do outro – o pai é por causa do filho e vice-versa.

Logo, paternidade é uma qualidade de quem se tornou pai e vive como tal. Não apenas gerou biologicamente, mas expressa amor, zelo, cuidado e responsabilidade. Não é um super-herói, porém é mais que isso: é alguém que assume a vida de outro até o fim.

E quando se trata de Deus Pai, todo seu empenho, através de Jesus, foi para que descobríssemos que somos seus filhos, não apenas criaturas, mas filhos amados. Essa é a grande novidade do Evangelho: Deus é Pai e fez de nós Seus filhos queridos!

Foi Jesus quem nos apresentou a paternidade de Deus. Ele o chamava de abá – pai em aramaico – e essa forma de falar não era apenas um símbolo para Jesus, mas como disse o Papa Francisco era todo o mundo de Jesus derramado em seu coração.

Ou seja, chamar Deus de abá demonstrava afeto, amor de criança, sem qualquer intenção, mas de modo completamente terno. O santo padre ainda diz que se experimentarmos esse amor que Jesus tinha pelo Pai, rezaremos o Pai-Nosso com um coração de criança.

Três qualidades da paternidade divina

É Jesus por excelência quem nos apresenta a paternidade de Deus, e o Evangelho de São João é o texto onde Ele mais fala do Pai, por isso é lá que encontramos características da paternidade divina que encantam os olhos e enchem o nosso coração de amor pelo Pai.

E quando um homem se torna pai, passa a entender os sentimentos do Coração de Deus mais do que o próprio Jesus deixou por escrito, porque corre em seu íntimo, em suas entranhas, o amor próprio de quem gera e participa da criação junto com o Criador!

E esse Deus que é Pai, entre tantas qualidades, se expressa assim: “… o Pai me ama…” (Jo 17,18).

Jesus pronunciou essas palavras com segurança, mesmo sendo julgado por elas, porque ninguém chamava a Deus de Pai naquela época. Isso tem muito sentido para nós até hoje. Amar é a maior qualidade paterna, isso implica em perdão e paciência.

É importante associarmos a paternidade de Deus em nossa vida como uma presença amorosa, compassiva e paciente; que cuida de nós e se preocupa com cada filho(a) sem preconceito ou julgamento. Então, seremos curados de qualquer ferida através do amor.

“…Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também…” (Jo 5,17).

Deus Pai é trabalhador e essa qualidade não é apenas física, mas emocional, mental e principalmente educacional. Parece estranho imaginar que Deus trabalhe, mas o trabalho divino é uma ação integral em benefício do ser humano e isso é trabalhoso.

Ele está o tempo inteiro preocupado conosco e não nos impede de fazer nada; coloca pessoas em nosso caminho quando precisamos; nos ajuda a resolver problemas; inspira ações e palavras sábias quando os pais precisam corrigir seus filhos etc.

“…Eu e o Pai somos um” (Jo 10,30)

Deus Pai é uma companhia constante, mesmo no silêncio. Jesus, no extremo do Seu sofrimento na cruz, gritou pelo Pai. Ele não respondeu na hora, mas estava com Ele na dor profunda e o ressuscitou no momento certo, porque Ele e o Pai estavam juntos sempre.

A paternidade de Deus é uma companhia eterna! Pelo batismo, somos seus filhos para sempre, ainda que O esqueçamos, mas Ele não volta atrás. Há em Deus uma insistência em nos amar que nos constrange, como diz São Paulo (II Cor 5,14). 

Façamos a experiência do amor do Pai!

Não é possível descrever todas as qualidades da paternidade divina! Seria preciso toda a eternidade para isso, mas há uma oração que agrada o Coração de Deus e compensa todos os elogios – o louvor! É como dizer obrigado por tudo que Ele é e faz por nós.

Da mesma forma, no dia dos pais, o maior presente é o reconhecimento dessa vocação; é acolher o esforço, os erros, as lágrimas, as alegrias, as renúncias e tudo o que a paternidade pede de cada pai ao longo do seu caminho.

Então, parabéns ao pais! Obrigado a cada pai e viva o Pai do Céu – modelo de amor e dedicação paterna.

5 ensinamentos do Papa Francisco para as famílias

“A alegria do amor que se vive nas famílias é também o júbilo da Igreja”.

Essas são as palavras do Papa Francisco que abrem a Exortação ApostólicaAmoris Laetitia, publicada em 2016, que trata especificamente sobre o amor nas famílias.

O documento é resultado de 2 Sínodos dos Bispos sobre a Família, que aconteceram em 2014 e 2015. E o seu objetivo é colocar a família no centro da atenção pastoral da Igreja, como protagonistas, por isso propõe ações práticas para serem vividas dentro do lar.

O padre Alexandre Awi Mello, secretário do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, afirma que a Amoris Laetitia é “uma carta de amor do Papa às famílias”.

Por isso, recolhemos 5 preciosos ensinamentos deste importante documento sobre as famílias para você ler, apreciar e meditar.

Afinal, o próprio Papa Francisco diz no documento: “não aconselho uma leitura geral apressada”, mas a “aprofundar pacientemente” cada palavra. Então, abra seu coração e não tenha pressa!

# 1º ensinamento às famílias: Amor é compaixão

“O amor possui sempre um sentido de profunda compaixão, que leva a aceitar o outro como parte deste mundo, mesmo quando age de modo diferente daquilo que eu desejaria” (AL, 92).

E neste sentido, o Santo Padre cita a paciência como a grande virtude para se conservar o amor nas famílias. E indica:

“Uma pessoa mostra-se paciente, quando não se deixa levar pelos impulsos interiores e evita agredir.” “Se não cultivarmos a paciência, sempre acharemos desculpas para responder com ira, acabando por nos tornarmos pessoas que não sabem conviver, antissociais incapazes de dominar os impulsos, e a família tornar-se-á um campo de batalha” (AL, 91).

# 2º ensinamento às famílias: Amar é tornar-se amável

“Amar é também tornar-se amável”, o que significa que nas famílias “o amor não age rudemente, não atua de forma inconveniente, não se mostra duro no trato”. Logo, “os seus modos, as suas palavras, os seus gestos são agradáveis; não são ásperos, nem rígidos”.

Por isso, o Papa propõe às famílias cortesia, como uma “escola de sensibilidade e altruísmo”. E essa escola “exige que a pessoa cultive a sua mente e os seus sentidos, aprenda a ouvir, a falar e, em certos momentos, a calar”.

E o Papa ainda alerta:

“Ser amável não é um estilo que o cristão possa escolher ou rejeitar: faz parte das exigências irrenunciáveis do amor, por isso todo o ser humano está obrigado a ser afável com aqueles que o rodeiam” (AL, 99).

# 3º ensinamento às famílias: Para amar é preciso desprendimento

É muito comum ouvirmos que “para amar os outros, é preciso primeiro amar-se a si mesmo”. Contudo, não é esse o ensinamento da Palavra de Deus, pelo contrário, São Paulo nos ensina que o amor “não procura o seu próprio interesse” (cf. 1 Coríntios 13,5).

Neste sentido, o Papa Francisco orienta as famílias:

“deve-se evitar de dar prioridade ao amor a si mesmo, como se fosse mais nobre do que o dom de si aos outros”.

E citou o exemplo das mães que “são as que mais amam, procuram mais amar do que ser amadas”. “Por isso, o amor pode superar a justiça e transbordar gratuitamente «sem nada esperar em troca» (Lc 6, 35), até chegar ao amor maior que é «dar a vida» pelos outros” (AL, 102).

# 4º ensinamento às famílias: É preciso perdoar-se para saber perdoar

“Para se poder perdoar, precisamos de passar pela experiência libertadora de nos compreendermos e perdoarmos a nós mesmos”.

O Papa nos ensina que os nossos erros ou o olhar crítico das pessoas que amamos nos fazem perder o amor a nós próprios. E isso nos faz viver de maneira a nos desviarmos do afeto e do carinho dos outros.

Por isso, ele nos diz:

“Faz falta rezar com a própria história, aceitar-se a si mesmo, saber conviver com as próprias limitações e inclusive perdoar-se, para poder ter esta mesma atitude com os outros” (AL, 107).

# 5º ensinamento às famílias: O amor conjugal é a amizade maior

Quantos casais já se separaram porque disseram descobrir estar vivendo uma amizade e não mais um amor, quando na verdade “o amor conjugal é a amizade maior”.

Sobre isso, o Papa Francisco que o matrimônio “é uma união que tem todas as características de uma boa amizade: busca do bem do outro, reciprocidade, intimidade, ternura, estabilidade e uma semelhança entre os amigos que se vai construindo com a vida partilhada”.

Logo a diferença de uma amizade comum para a amizade do matrimônio, é que ao matrimônio “acrescenta a tudo isso uma exclusividade indissolúvel, que se expressa no projeto estável de partilhar e construir juntos toda a existência”.

O Sumo Pontífice ainda recorda às famílias que “a união, que se cristaliza na promessa matrimonial para sempre, é mais do que uma formalidade social ou uma tradição, porque radica-se nas inclinações espontâneas da pessoa humana. E, para os crentes, é uma aliança diante de Deus, que exige fidelidade” (AL, 123).

Semana Nacional das Famílias no Mês das Vocações

O mês de agosto é especial dentro da Igreja porque é dedicado a todas as vocações. Desta forma, a cada domingo somos convidados a refletir sobre uma das vocações:

  • No 1º domingo, a vocação sacerdotal;
  • No 2º domingo, a vocação matrimonial;
  • No 3º domingo, a vida consagrada;
  • No 4º domingo, as vocações leigas;
  • E no 5º domingo, quanto há, celebra-se o dia do catequista.

Contudo, devido a grande importância das famílias para a sociedade e para a Igreja, a partir do 2º domingo até o sábado seguinte vivemos a Semana Nacional da Família.

O objetivo é recordar às famílias que elas são a extensão da Igreja em casa, ou seja, a família é a “igreja doméstica”, onde se ensinam os verdadeiros valores.

Para isso são promovidas diversas atividades em todo o país, a partir da criatividade pastoral e da realidade de grupos, famílias, comunidades e dioceses.

Portanto, aproveitemos a Semana Nacional das Famílias para olhar para nosso proceder, a partir dos ensinamentos do Papa Francisco, a fim de repensar nossos conceitos e atitudes.

A Eucaristia na Copiosa Redenção:  homens e mulheres adoradores

Você é jovem e é apaixonado por Jesus no Santíssimo Sacramento da Eucaristia? Ama passar um tempo diante de Jesus Eucarístico em adoração? Seu coração anseia pela santidade? Você tem o desejo de transformar o mundo ao seu redor? Deseja dedicar sua vida a Deus?

Então você precisa descobrir a Congregação Copiosa Redenção!

Uma congregação que surgiu diante de Jesus no Santíssimo Sacramento da Eucaristia

A Copiosa Redenção é uma congregação religiosa formada por homens e mulheres adoradores! Inclusive, a nossa história teve início a partir de um momento de adoração, quando o nosso fundador, Padre Wilton Moraes Lopes, conduzia um momento de cura e libertação para jovens.

Ali, diante de Jesus Eucarístico, o Senhor lançou a semente no coração do Padre Wilton de uma nova obra na Igreja, cujo carisma é a recuperação de jovens dependentes, além da adoração.

Mas por que Copiosa Redenção?

Ao revelar ao padre Wilton que a nova congregação se dedicaria à recuperação de jovens dependentes, Jesus falou ao coração deste sacerdote redentorista: “Eu os amo e é preciso que alguém anuncie e leve a minha redenção à vida deles”.

A palavra “redenção” remete ao resgate do gênero humano realizado pelo gesto de extremo amor de Jesus ao se doar na cruz pelo perdão dos nossos pecados. Já a palavra “copiosa” é sinônimo de extensa, numerosa, rica, farta, assim como é o amor e a redenção de Jesus por cada um de nós, pecadores.

E por levar redenção aos jovens, compreende-se levar a eles o amor redentor de Jesus, bem como a Sua misericórdia, a Sua acolhida; é olhar os jovens, espiritualmente sujos por seus pecados, e ter compaixão, empatia e desejar ajudá-los a recuperar suas vidas e se libertar da escravidão a que estão submetidos. Logo, ser parte da Copiosa Redenção é levar a redenção a quem precisa!

E a Palavra de Deus confirma: “Pois no Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção” (Salmo 129,7).

Leia também: Copiosa Redenção: Uma vocação para homens e mulheres

A Eucaristia é o nosso sustento

Na Eucaristia, Jesus, o próprio Amor, se doa a cada um de nós; ela é a concretização do Seu amor. Mas o amor quer ser amado, anseia pelo nosso amor. E sabe aquele desejo que você sente de estar na presença Dele? Esse desejo nasce primeiro no Coração do próprio Jesus!

E tendo a Copiosa Redenção nascido diante de Jesus no Sacramento da Eucaristia, a adoração é parte fundamental de nossas vidas. Aliás, nosso fundador diz que o ato de adorar Jesus no Sacramento da Eucaristia “rasga nosso ser diante daquela fonte do Amor”.

Por isso, todos os dias, as religiosas ou religiosos têm seu momento de adoração a Jesus no Santíssimo Sacramento da Eucaristia. Ali, encontram refúgio, revigoram suas forças, crescem na intimidade com Jesus, se deixam transformar por Ele, fortalecem sua vocação e se preparam para a missão de levar a todos a redenção.

Eucaristia: o sacramento dos sacramentos

O Catecismo da Igreja nos ensina: “a Eucaristia ocupa um lugar único, como ‘sacramento dos sacramentos’: todos os outros sacramentos estão ordenados para este, como para o seu fim” (Catecismo, 1211);

Neste sacramento, instituído pelo próprio Jesus na Sua última ceia com os discípulos, está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo. Na Eucaristia, “se encontra o cume, ao mesmo tempo, da ação pela qual Deus, em Cristo, santifica o mundo, e do culto que no Espírito Santo os homens prestam a Cristo e, por Ele, ao Pai” (Catecismo, 1325).

Mas você sabia que este sacramento tem vários nomes? Conforme o Catecismo da Igreja (nº 1328 e 1329), chama-se:

Eucaristia porque é ação de graças a Deus. As palavras «eucharistein» (Lc 22, 19; 1 Cor 11, 24) e «eulogein» (Mt 26, 26; Mc 14, 22) lembram as bênçãos judaicas que proclamam – sobretudo durante a refeição – as obras de Deus: a criação, a redenção e a santificação”.

Ceia do Senhor porque se trata da ceia que o Senhor comeu com os discípulos na véspera da sua paixão e da antecipação do banquete nupcial do Cordeiro na Jerusalém celeste”.

“Fração do Pão porque este rito, próprio da refeição dos judeus, foi utilizado por Jesus quando abençoava e distribuía o pão como chefe de família, sobretudo quando da última ceia. É por este gesto que os discípulos O reconheceram depois da sua ressurreição e é com esta expressão que os primeiros cristãos designaram as suas assembleias eucarísticas. Querem com isso significar que todos os que comem do único pão partido, Cristo, entram em comunhão com Ele e formam um só corpo n’Ele”.

“Assembleia eucarística («sýnaxis»), porque a Eucaristia é celebrada em assembleia de fiéis, expressão visível da Igreja”.

Que tal uma vida diante de Jesus no Sacramento da Eucaristia?!

Se o Espírito Santo falou alto em teu coração depois de ler este conteúdo, não o deixe sem uma resposta!

A Copiosa Redenção acolhe seus vocacionados em comunidades específicas, sendo uma voltada para o ramo masculino e outra feminino.

Venha ser sinal da Copiosa Redenção no mundo! Venha ser um adorador!

Para você ler: Vocacional Copiosa Redenção: vamos conhecer!

Deus quer levantar uma juventude adoradora!

Lugar de jovem é: na adoração! Sim, porque “somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar” (Catecismo da Igreja Católica, 27).

Aliás, o desejo pela felicidade que cada um de nós sente em seu interior é de origem divina, ou seja, é Deus quem coloca em nosso coração para o atrair a Si (cf. Catecismo 1718).

Portanto, engana-se quem pensa que a felicidade está nas coisas, nas pessoas, nos passeios, nas viagens, em ter dinheiro para fazer o que quer.  A fonte da verdadeira felicidade está em Deus e por isso Ele quer levantar no mundo uma juventude adoradora; uma juventude que tem como meta a santidade, a fim de ser um outro Cristo para o irmão e para alcançar o Céu.

A importância do jovem na Igreja

Certa vez, São João Paulo II, o Papa dos Jovens, afirmou que “se os jovens soubessem a força que têm, incendiariam o mundo”. E no encerramento da Jornada Mundial da Juventude de 1995 – evento criado por ele – o mesmo sumo pontífice afirmou aos jovens: “O futuro depende de vossa maturidade. A Igreja olha para o futuro com confiança, quando ouve de vossos lábios a mesma resposta que Jesus deu a Maria e José, quando o encontraram no templo: ‘Não sabeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai? (Lc 2, 49)’”. E dedicar tempo à adoração é justamente ocupar-se das coisas de Deus Pai.

Bento XVI, por sua vez, afirmou: “A história mostra-nos muitos jovens que, através do dom generoso de si mesmos, contribuíram grandemente para o Reino de Deus e para o desenvolvimento deste mundo, anunciando o Evangelho. Com grande entusiasmo, levaram a Boa-Nova do Amor de Deus manifestado em Cristo, com meios e possibilidades muito inferiores àqueles de que dispomos hoje em dia”.

Logo, o jovem é a força da Igreja a partir da força própria da idade, do seu entusiasmo, do seu desejo de conquista, do seu destemor. E toda a juventude é chamada por Deus a ir pelo mundo inteiro e anunciar o Evangelho a toda criatura, conforme as palavras de Jesus (cf. Marcos 16,15).

E o Papa Francisco, em uma de suas viagens apostólicas em 2022, fez questão de reconhecer o vigor e a força que os jovens trazem para a Igreja. Neste sentido, ele afirmou: “Queridos jovens, precisamos de vocês, precisamos de sua criatividade, de seus sonhos e de sua coragem; de sua simpatia e de seus sorrisos; de sua alegria contagiante e também daquela pitada de loucura que vocês sabem trazer para cada situação, e que ajuda a sair do torpor da rotina e dos esquemas repetitivos em que às vezes classificamos a vida”.

O jovem tem uma grande capacidade de transformação, e aquele que tem seu coração voltado para Deus, é capaz de sal e luz (cf. Mateus 5,13-14) em qualquer ambiente em que estiver.

A adoração e o jovem

A Palavra de Deus nos ensina: “amamos, porque Deus nos amou primeiro” (1João 4,19). Logo, é este mesmo amor que nos leva a adorar Jesus Eucarístico.

Na adoração, o jovem ama e é amado, e a partir desse ato, encontra o sentido para a própria vida, dá permissão a Jesus para que lhe transforme o coração e abre espaço em seus sonhos para sonhar os sonhos de Deus.

É na adoração que o jovem abre seus ouvidos para ouvir a voz de Deus e que encontra forças para o seu próprio caminho. Santo Afonso de Ligório diz que a adoração a Jesus Eucarístico “é, depois dos sacramentos, a primeira de todas as devoções, a mais agradável a Deus e a mais útil para nós”.

O Catecismo nos ensina que “adorar a Deus é reconhecê-Lo como tal, Criador e Salvador, Senhor e Dono de tudo quanto existe, Amor infinito e misericordioso” (Catecismo, 2096). E mais: “Adorar a Deus é reconhecer, com respeito e submissão absoluta, o «nada da criatura», que só por Deus existe. Adorar a Deus é, como Maria no Magnificat, louvá-Lo, exaltá-Lo e humilhar-se, confessando com gratidão que Ele fez grandes coisas e que o seu Nome é santo. A adoração do Deus único liberta o homem de se fechar sobre si próprio, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo” (Catecismo, 2097).

Logo, na vida do jovem a adoração tem também a função de educá-lo para que não caia na tentação de criar outros, e falsos, ídolos para si.

Mergulhe na adoração com o retiro “Volta Livre Soul”

O Livre Soul nasceu com o objetivo de levar a redenção para a juventude. Trata-se de um retiro para jovens que acontece no carnaval, a cada ano, nas comunidades da Copiosa Redenção de Ponta Grossa/PR e Presidente Médici/RO. Já o “Volta Livre Soul” é um “reencontro” para os jovens que participaram no carnaval.

O “Volta Livre Soul” 2023 acontecerá no dia 06 de agosto, a partir das 08h30, com a presença de Julio Borges, Irmão Diogo, Padre Fernando, Irmã Andreia e Irmã Nayara. O evento acontecerá na Chácara de Uvaia, em Ponta Grossa – PR.

O retiro promete momentos de espiritualidade, louvor, pregação e animação para os jovens.

Faça sua inscrição AQUI!

Aproveite para baixar alguns materiais gratuitos da Copiosa Redenção especialmente para você!

7 passos para fazer um planejamento espiritual

Estudo bíblico católico para jovens vocacionados

Metade do ano passou, e o que você fez?

Com certeza, você já parou para dizer que a metade do ano passou! O tempo é sempre o mesmo, mas o fluxo de atividades, de informações, de responsabilidades etc. não são as mesmas, por isso temos a impressão de que a vida corre e o tempo voa.

E por falar em ‘coisas’ que preenchem nosso tempo, será que as metas que programamos no início do ano estão em desenvolvimento? Ou foram atropeladas na estrada turbulenta da vida e deixamos no acostamento? Pode ser também que não tenham dado certo!

Mas para darmos continuidade à outra metade do ano, com as metas, é prudente reavaliar a programação. Para isso, três ações são fundamentais: parar, refletir e reorganizar. E é sobre isso que vamos conversar neste post! Você tem um tempinho agora? 

Mas por que definir metas para a metade do ano?

Antes de tudo, definir metas é importante para qualquer pessoa que deseja algo na vida. Isso pode ser sonhos, saúde, emprego, estudo, enfim, não importa a área da vida, nem precisa ser uma grande conquista. No entanto, toda meta pede uma ação ou não acontece. 

Embora muitas pessoas não coloquem no papel seus planos para o futuro, elas se empenham de algum modo para concretizar o desejo. Porém, seja na mente ou através de um projeto, ter uma meta ajuda a caminhar melhor e a metade do ano ganha mais sentido.

E quando se tem uma meta, se tem um foco, logo as renúncias, os esforços, o trabalho têm mais motivação para acontecer. Além disso, a pessoa se sente impulsionada a começar um novo dia, principalmente quando a meta lhe proporcionará qualidade de vida.

Ainda há outro fator positivo em se ter uma meta: o desenvolvimento que ela promove! 

Quando se tem algo a conquistar, mudamos a rota, definimos pontos a serem seguidos, comemoramos cada conquista e o mais bonito é que temos uma história para compartilhar com as pessoas. 

Portanto, toda a meta tem sentido e vale a pena revisar na metade do ano.

Parar e refletir a metade do ano

Realmente, chegamos à metade do ano e vale a pena olhar o percurso percorrido, avaliar o que deu certo, o que nem começou e o que deu errado. É importante considerar que ninguém tem o controle da própria vida e que há situações que fogem dos nossos projetos.

Diante de tantas responsabilidades da vida cotidiana, é saudável trabalhar uma área de cada vez, por exemplo: relacionamentos pessoais; cuidado com a saúde; crescimento profissional. E você pode escolher apenas uma para focar neste ano de forma especial.

Então, pare, olhe para trás e relembre as metas definidas no início de 2023 em algumas das áreas de sua vida, com perguntas simples: 

O que eu planejei? O que coloquei em prática? Qual o resultado que vejo do meu planejamento? O que deu errado e por quê? E o que faço de agora em diante? 

São questionamentos objetivos que pedem respostas realistas para ajudar a refletir. 

A partir do momento que paramos e refletimos, já acontecem mudanças na forma como entendemos as situações e até analisamos a nós mesmos. Por isso que a reflexão é muito valiosa para reconciliar situações e continuar a jornada com um novo fôlego.

Após a reflexão, sem julgamentos ou ideias ilusórias de si mesmo, é hora de prosseguir: agradecer por tudo e todos; tirar uma lição para a vida; resgatar a autoestima e seguir nos propósitos que valem a pena! 

E prosseguir rumo a outra metade 

Há um ditado no meio dos concurseiros que diz: “A vida segue e a fila anda” para dizer que existem pontos da vida que acontecem naturalmente, mas outros dependem da nossa contribuição, como estudar, por exemplo. E a fila anda para quem não desiste da sua vez. 

E essa máxima serve para todas as pessoas que projetam metas para sua vida! Agora, parar, refletir e analisar o que passou não é suficiente, é preciso prosseguir rumo aos sonhos, em mais outra metade do ano. Para isso, sugerimos três atitudes: 

1. Organização: não é tarde para começar ou recomeçar nada. Seja qual for a meta, só há êxito quando existe organização. Então, escolha a meta, planeje e aplique na sua rotina.

2. Planejamento realista: não adianta focar em uma meta impossível, nem esperar que ela caia do céu. Por exemplo, quem deseja um cargo público, precisa focar em uma área, na vaga, estudar, ficar atento às oportunidades e ter dinheiro para realizar a prova. 

Logo, a pessoa vai planejar os próximos meses a partir dessa meta! Também, não adianta fazer concurso para cargos fora da sua realidade acadêmica.

3. Execução e avaliação: Todo plano de ação exige uma execução ou vira um “arquivo morto”, ou seja, existe, mas não é usado. Então, faça programações semanais ou mensais, de acordo com suas possibilidades e comprometa-se. Após cada período, avalie pontos positivos e negativos, mas se esforce e procure manter o foco. 

Por fim, não deixe de sonhar! 

O sonho é a motivação para muitas conquistas, logo continue sonhando com seus objetivos; não deixe de planejar, mesmo que as coisas não dêem certo; não se compare aos outros e coloque em prática seu planejamento a partir das pequenas coisas.

E se você chegou até aqui sem meta alguma, então já pode eleger a primeira! Que a segunda metade do ano seja mais próspera.

Cinema brasileiro e a evangelização por meio da arte

Em 19 de junho, comemora-se o dia do cinema brasileiro. Esta data é marcada pelo dia em que o ítalo-brasileiro, Afonso Segreto, que foi o primeiro cinegrafista e diretor do país, registrou as primeiras gravações brasileiras, na cidade de Petrópolis.

O cinema é considerado a sétima arte, uma classificação feita por Ricciotto Canudo, um intelectual italiano que escreveu, em 1923, um documento denominado “Manifesto das Sete Artes” que estabelecia as 7 artes clássicas.

Talvez, de todas as artes, o cinema seja o mais acessível a todos os públicos, uma vez que é mais comum encontrar alguém que já foi ao cinema, se emocionou, aprendeu algo, sorriu, enfim. Como também é mais difícil achar quem não goste dessa arte. 

Principalmente agora que os filmes estão nas telas de casa quase no mesmo tamanho que a tela do cinema! Isso comprova o quanto o cinema é apreciado e como ele acompanhou a evolução tecnológica ao longo do tempo.

Mas que tal conhecer um pouco da história do cinema brasileiro e suas produções cristãs? Acompanhe este post até o fim!

A história do cinema brasileiro

O cinema teve início em dezembro de 1895, na cidade de Paris. No início, o cinema era mudo! Quem não se lembra de Charles Chaplin e o filme “Tempos Modernos” que se consagrou pela novidade e pela coragem de denunciar o trabalho em produção na época!  

Somente na década de 1930 surge o cinema falado. Mas no Brasil a primeira sala de cinema foi aberta ao público, na capital carioca, em 1887, por incentivo dos irmãos italianos Paschoal Segreto e Affonso Segreto.

Porém, somente no início do século XX, São Paulo tem sua primeira sala de cinema, chamada de Bijou Theatre. Esse século marcou o cinema brasileiro com grandeza, mas também com decadência devido à ditadura e ao surgimento das locadoras de filmes.

Passada a tormenta, a sétima arte experimenta, no século XXI, um novo momento. Com a introdução de novas tecnologias (3D, por exemplo), as produções e a quantidades de salas de cinema no país crescem cada vez mais, inclusive com filmes indicados ao Oscar, como: 

  • Cidade de Deus (2002) de Fernando Meirelles; 
  • Carandiru (2003) de Hector Babenco; 
  • Tropa de Elite (2007) de José Padilha;  
  • Enquanto a Noite Não Chega (2009), de Beto Souza e Renato Falcão. 

A Igreja e o cinema brasileiro

Apesar de uma relação conturbada no início devido a falta de censura nas telas ou até divergências políticas, a Igreja hoje vê o cinema como lugar de liberdade de expressão, permitindo uma troca de experiências que reflitam sobre a nossa vida contemporânea.

Logo, o cinema brasileiro, assim como todos as outras expressões dessa arte no mundo, funciona como um veículo que procura despertar no espectador diversas experiências emocionais e também age como mecanismo de conscientização do bem.

Além de que, muitos filmes trazem uma mensagem religiosa implícita que não é logo identificável, porém despertam para o amor e a solidariedade. Isso evangeliza, transforma e conduz para o bem, principalmente na sociedade, lugar onde o evangelho precisa chegar.

Portanto, a ponte entre a mensagem evangélica e a sétima arte é muito bem vista. Quantos filmes comunicam o amor de Deus às pessoas; relatam a vida dos santos; fatos heroicos em tempos difíceis e a vida do próprio Cristo.  

O cinema como um veículo de evangelização

Já passeamos um pouco pela história do cinema brasileiro! Assim como ele cresceu no século XXI com temas variados, não com o mesmo grau de procura, mas o cinema cristão também tem conquistado seu lugar nas telas dos cinemas e nos lares.

Atualmente, com o avanço da tecnologia e o aprimoramento dos meios de comunicação com o fim de evangelizar, a Igreja, as Congregações, grupos de leigos comprometidos com o evangelho têm investido cada vez mais no cinema brasileiro para evangelizar. 

Por exemplo, o filme da Irmã Dulce está presente em muitos canais de streaming, porque é muito procurado; O Milagre de Aparecida é outro que chegou às telas do cinema brasileiro. De fato, a imagem captura a atenção e a mensagem evangeliza o coração.

Portanto, vale a pena incentivar e divulgar o cinema brasileiro com filmes que transmitem a mensagem do evangelho para todas as idades. 

Agora, comemore o dia do cinema brasileiro com filmes cristãos!

  1. O filme “O Milagre das Águas” dirigido por Pe. Ronoaldo Pelaquin, lançado em 1987, conta a história de Nossa Senhora Aparecida através de José, um senhor paraplégico e seu filho, João.
  2. “A travessia da serra que chora”, com direção de Zeca Portella e Vicente Abreu, lançado em 2008, conta a história de uma família quase destruída por consequências da vida. 
  3. “Maria – Mãe do filho de Deus” dirigido por Moacyr Góes, lançado em 2003. Conta a história da filha de uma jovem muito pobre que é confiada momentaneamente ao padre local, interpretado pelo Padre Marcelo Rossi, enquanto sua mãe vai buscar o resultado de alguns exames. 
  4. “Irmã Dulce” foi lançado em 2014, dirigido por Vicente Amorim, conta a história de Irmã Dulce, que em vida foi chamada de “Anjo Bom da Bahia”, indicada ao Nobel da Paz e beatificada pela Igreja.

Por fim, por que não investir em streaming católicos  para alegrar a vida de toda família? Afinal, falar de Deus dentro de casa é um grande desafio, então o cinema vem para ajudar a propagar a boa nova com beleza, arte, profissionalismo e testemunho de fé.

Sagrado Coração de Jesus: Fonte de cura e libertação

O Papa Pio XII explica que o Sagrado Coração de Jesus é “símbolo do tríplice amor com que o divino Redentor ama continuamente o Eterno Pai e todos os homens”, explicou (Encíclica Haurietis Aquas, 27).

Ele também nos diz que, quando Jesus estava na cruz, o seu Sagrado Coração manifestou inúmeros afetos. E são afetos de “amor ardente, de consternação, de misericórdia, de desejo inflamado, de paz serena” (Haurietis Aquas, 33).

Esta Encíclica o Papa Pio XII escreveu em 1956 com a finalidade de apresentar a toda igreja a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Então vamos agora compreender a origem desta devoção.

Sagrado Coração de Jesus, uma devoção Bíblica

É na Palavra de Deus que a devoção ao Sagrado Coração de Jesus tem suas raízes. O apóstolo São João, reconhecendo o amor do Mestre, encosta sua cabeça no peito de Jesus durante a última ceia (cf. Jo 13,23).

Além deste gesto, outro episódio traz fundamento à devoção ao Sagrado Coração de Jesus foi quando Ele disse “tenho compaixão deste povo” (Mt 15,32).

Logo, o Coração de Jesus é também o Coração de Deus Pai. Portanto, também no Antigo Testamento, encontramos fragmentos que expressam o amor do Sagrado Coração por seu povo. 

O livro de Oseias narra: “Quando Israel era criança amei-o; e do Egito chamei meu filho… Ensinei Efraim a andar, tomei-o nos meus braços… cuidava deles. Com vínculos humanos atraí-los-ei, com laços de amor… amá-los-ei generosamente… Serei como o orvalho para Israel, ele florescerá como o lírio e lançará suas raízes qual o Líbano” (Os 11, 1.3-4; 14, 5-6).

Também encontramos uma narração do próprio Deus dialogando com o povo, com palavras de amor terno e copioso. “Pode, acaso, uma mulher esquecer o seu pequenino de sorte que não se apiede do filho de suas entranhas? Ainda que esta se esquecesse, eu não me esquecerei de ti” (Is 49, 14-15).

E de maneira ainda mais poética e encantadora, o autor do livro Cântico dos Cânticos narra os laços de amor mútuo entre Deus e sua nação: “Como lírio entre os espinhos, assim é minha amada entre as donzelas… Eu sou de meu amado e meu amado é meu: o que se apascenta entre os lírios… Põe-me como selo sobre teu coração, como selo sobre teu braço, pois forte como a morte é o amor, duros como o inferno os ciúmes: seus ardores são ardores de fogo e de chamas” (Ct 2, 2; 6, 2; 8, 6).

Revelações sobre o Sagrado Coração de Jesus

Jesus desejou despertar na humanidade uma compreensão maior do Seu Sagrado Coração. E para isso usou de uma religiosa francesa, da Ordem da Visitação, chamada Margarida Maria de Alacoque.

Portanto, no século XVII Jesus apareceu para Santa Margarida. E Ele pediu a ela que a primeira sexta-feira, depois da oitava de Corpus Christi, fosse dedicada a uma festa especial em toda a igreja para honrar o Seu Coração.

Em uma das aparições, Jesus se queixou com a Santa dizendo que o seu Sagrado Coração é alvo de “ingratidões, desprezos, ultrajes, sacrilégios, indiferenças”.

Então, São João Eudes escreveu o primeiro ofício litúrgico em honra do Sagrado Coração de Jesus, cuja festa se celebrou pela primeira vez na França, em 1672. Logo, o Papa Clemente XIII aprovou a Missa em honra do Coração de Jesus e, em 1856, o Papa Pio IX estendeu a Festa para toda a Igreja.

As promessas do Sagrado Coração de Jesus

Ao falar com Santa Margarida Jesus deixou algumas promessas para aqueles que honrarem o seu Coração. Conheça agora!

1. Dar-lhes-ei todas as graças necessárias ao seu estado de vida.

2. Estabelecerei a paz nas famílias.

3. Abençoarei os lares onde for exposta e honrada a imagem do meu Sagrado Coração.

4. Hei de consolá-los em todas as dificuldades.

5. Serei o seu refúgio durante a vida, e em especial durante a morte.

6. Derramarei bênçãos abundantes sobre seus empreendimentos.

7. Os pecadores encontrarão no meu Sagrado Coração, uma fonte e um oceano sem fim de misericórdia.

8. As almas tíbias (vacilantes na fé) tornar-se-ão fervorosas.

9. As almas fervorosas ascenderão rapidamente a um estado de grande perfeição.

10. Darei aos sacerdotes o poder de tocar nos corações mais empedernidos.

11. Aqueles que propagarem esta devoção terão os seus nomes escritos no meu Sagrado Coração, e dele nunca serão apagados.

12. Prometo-vos, no excesso da misericórdia do meu Coração, que o meu Amor Todo Poderoso, concederá, a todos aqueles que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses seguidos, a graça da penitência final; não morrerão no meu desagrado, nem sem receberem os Sacramentos. O meu divino Coração será o seu refúgio de salvação nesse derradeiro momento.

Sagrado Coração de Jesus: fonte de cura e libertação

Logo, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus nos recorda que este Coração transborda de amor, compaixão e misericórdia por todos. Inclusive, ou principalmente, por aqueles que mais necessitam disso, como os dependentes químicos – a quem a congregação Copiosa Redenção se dedica a cuidar da recuperação.

Portanto, o Sagrado Coração de Jesus é fonte de toda cura e libertação para todos aqueles que desejam se libertar da escravidão do vício das drogas.

Além disso, o Sagrado Coração de Jesus é para todo cristão modelo da perfeita caridade e bondade. Portanto, é neste Coração que a Copiosa Redenção encontra o modelo do mais puro amor que cada um de nós deve dedicar a esses doentes. Sim, doentes, porque a dependência química é uma doença e precisa ser tratada como tal.

Outra observação pertinente é que, na ladainha ao Sagrado Coração de Jesus, uma das invocações diz: “Coração de Jesus, paciente e de muita misericórdia, rogai por nós”. De fato, no contato com dependentes químicos, é preciso armar-se de muita paciência e misericórdia, como Cristo acolhia os pecadores de seu tempo.

Sendo assim, a Copiosa Redenção tem o Sagrado Coração de Jesus como o lugar de redenção e procura viver com amor esta devoção.

Reze a Coroinha do Sagrado Coração de Jesus conosco:

Coroinha Do Sagrado Coração De Jesus

I

Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade eu vos digo, pedi

e recebereis; procurai e achareis; batei e vos será aberto”, eu

bato, procuro e peço a graça (…).

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em Vós.

II

Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade eu vos digo, tudo

o que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vos concederá”, ao

Vosso Pai, em Vosso nome, eu peço a graça (…).

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em Vós.

III

Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade eu vos digo,

passará o céu e a terra, mas minhas palavras não

passarão”, apoiado na infalibilidade de Vossas palavras,

eu peço a graça (…)

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em Vós.

Ó Sagrado Coração de Jesus, a quem é impossível não

ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós,

pobres pecadores, e concedei-nos as graças que Vos

pedimos, por meio do Imaculado Coração de Maria,

Vossa e nossa terna Mãe.

São José, amigo do Sagrado Coração de Jesus,

roga por nós.

Salve-Rainha.

A Redenção no Combate à Dependência Química 

A dependência química é um mal que assusta a todos. E desde a sua fundação, a Copiosa Redenção se dedica a levar a redenção para dependentes químicos com tratamento em Comunidades Terapêuticas.

E esse projeto começou quando o seu fundador, Pe. Wilton Moraes Lopes, ao ministrar um retiro, viu uma garota se aproximar de Jesus no Santíssimo Sacramento e depositar um pacote de drogas no altar. Naquele momento, ele sentiu o Senhor falar em seus ouvidos, e depois deste fato, começou a dar os passos iniciais para concretizar aquilo que era da vontade de Deus.

Desde então, um dos trabalhos da Copiosa Redenção diz respeito à dependência química, cuidado da recuperação social e familiar.

Para entender como funciona esse processo de acolhida e tratamento, conversamos com a Irmã Elaine Cristina de Oliveira, que é Diretora de Comunidade Terapêutica Marta e Maria.

Acompanhe!

O que é dependência química?

Hoje ela é considerada um transtorno de saúde mental. Então, quando a pessoa faz uso de alguma substância lícita, como o álcool, ou ilícita, como a maconha, cocaína, crack, isso altera o sistema nervoso central, o que vai prejudicar essa pessoa, porque ela vai estar fora da sua total consciência. E o fato de a pessoa utilizar essas substâncias diariamente, ela estabelece um vínculo com elas, e a partir daí, tudo o que vai fazer, essa substância precisa estar presente. Isso vai determinar que essa pessoa adoeceu. E a dependência química é uma doença comportamental e, claro, de âmbito mental, de saúde mental. Por isso que hoje ela é considerada um transtorno mental

A dependência química tem cura?

Não tem cura, e muitas vezes as pessoas se assustam ao ouvir isso. Mas ela tem tratamento e manutenção. É como o diabetes, que é uma doença que também não tem cura, mas a pessoa consegue viver com ela, fazendo uso de insulina e não consumindo alimentos com açúcar. Enfim, o diabético muda o seu estilo de vida para conviver com a sua doença. E o dependente químico também. Depois que se estabelece essa doença, que é de âmbito mental e que não tem cura, mas tem tratamento. E o tratamento é, muitas vezes, ir para um ambulatório, ser acompanhado, fazer uso de medicação, por vezes passar pelo acolhimento em comunidades terapêuticas, tratamento a longo prazo e depois fazer a manutenção da abstinência. E de que forma? Não fazendo mais o uso, seja do álcool ou de outras drogas; participando de grupos de apoio; fazendo uso de medicação prescrita pelo médico psiquiatra que acompanha essa pessoa; fazendo terapia e manutenção da saúde mental; praticando exercícios físicos; mudando os seus hábitos; deixando de frequentar locais e de estar com pessoas que têm o mesmo problema e que não consegue estabelecer uma vida mais saudável. Então, a dependência química não tem cura, mas tem tratamento, tem manutenção e é possível viver com essa doença, mas para isso é preciso que a pessoa compreenda a partir deste ponto de vista. Muitas vezes, no senso comum, as pessoas trazem a dependência como falta de força de vontade, de sem-vergonhice – na linguagem mais popular – marginalizando a pessoa que faz uso da substância e que adoeceu por isso. Então é importante olhar por este âmbito de saúde, e de saúde mental. E a pessoa que faz uso sofre muito por isso, ela também tem o desejo de parar, também não quer mais fazer aquilo porque entende que faz mal. Mas, com o adoecimento da saúde mental, nem sempre ela vai conseguir sozinha buscar os meios para a manutenção do tratamento. Então é importante acolher essa visão sobre a dependência química e parar de marginalizá-la como algo que depende única e exclusivamente dessa pessoa, como se sem nenhuma rede de apoio ou algum tipo de tratamento, ela conseguisse dar conta.

Qual a faixa etária mais afetada pela dependência química?

Quando pensamos em nível de pesquisa, olhando sempre para os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a faixa etária mais afetada é dos 15 aos 64 anos. O relatório da OMS mostra que houve um aumento de 284 milhões de pessoas nesta faixa etária que estão consumindo álcool e outras drogas. Essa pesquisa é do ano 2022, então mostra como aumentou o consumo de álcool e outras drogas no período pandêmico.

Então, toda esta faixa etária é sempre muito afetada. Começa na adolescência e óbvio que vai ser nocivo e prejudicial na fase jovem/adulto, até mesmo chegando na fase da maioridade. No Brasil, a partir dos 60 anos, é considerado já como pessoa idosa. E hoje também está aumentando, de uma forma assustadora, o uso de drogas pelo público idoso, que compete uma fase da vida onde se está mais sozinho, de aposentadoria; o idoso não conseguem se ressignificar neste momento da vida, os filhos estão distantes, perde seu companheiro. Então este também é um recorte do uso de drogas que está sendo estudado em vista de um melhor atendimento para este público específico também.

Portanto, todas as fases são afetadas e fica difícil determinar uma única faixa etária que mais esteja sendo afetada pela dependência química.

Como funciona o trabalho de recuperação da dependência química nas casas da Copiosa Redenção?

Em nossas comunidades terapêuticas, nós acolhemos o dependente que vem encaminhado, por vezes, pelo CAPS Álcool e Drogas ou pelo Serviço de Saúde. É a Assistência Social que faz o encaminhamento.

Quando chega na comunidade, essas pessoas são avaliadas. Faz-se uma triagem para ver se realmente o modelo de tratamento que nós oferecemos é adequado a essa pessoa que está procurando tratamento. E o tratamento em si, dentro de nossas casas, funciona em etapas, em fases, como chamamos.

Na primeira fase do tratamento, a pessoa vai conhecer o ambiente, as regras e a metodologia da casa. Então ela vai entendendo, nesse primeiro momento do tratamento, que ela tem uma doença, que é a dependência química; o quanto isso afetou a sua vida, a sua saúde e as suas relações, para compreender o quanto elas precisam deste lugar como um espaço de recuperação. Então, a primeira fase do tratamento é justamente para a pessoa compreender que ela precisa dessa ajuda.

A segunda fase do tratamento trabalha mais as questões individuais e históricas da pessoa. Trabalhamos a sua autobiografia, ajudando ela a se buscar novamente na sua própria identidade; a entender na sua vida onde é que ela foi se desorganizando, onde o álcool e as drogas entraram e ocuparam um papel na sua vida e assim adoecendo; o porquê que ela precisou ficar tão alienada todo esse tempo da sua realidade, talvez para mascarar um trauma, algo mais profundo que aconteceu na sua vida, ou pelo próprio funcionamento da sua família, muitas vezes doente. Enfim, a segunda fase ajuda a pessoa a compreender o seu funcionamento, da sua família, de toda dinâmica adoecedora do seu lar. Ela tem essa característica de ajudar a pessoa a se auto compreender, com um método específico, que é a autobiografia, a autoavaliação.

E a terceira fase é a reinserção social. Sabendo e ressignificando tudo isso, nesse processo de tratamento, a reinserção social convida a voltar ao convívio familiar, social, ao trabalho e tentar levar a vida de uma forma saudável, fora desse lugar de proteção que é a comunidade terapêutica. Então a reinserção social também é acompanhada para potencializar e ajudar o dependente químico a se encontrar também diante das dificuldades que a vida o oferece, seja no trabalho, na família, enfim, a lidar consigo mesmo nesse espaço, entendendo que ele ou ela sempre vai estar num processo de recuperação. Que é um processo que não tem fim, que não tem cura, mas tem manutenção. E aí a reinserção social vai justamente ajudar essa pessoa a fazer a manutenção da sua sobriedade, a ter um estilo de vida mais saudável, a conviver com a sua própria identidade; isso tudo é saudável porque ela nem sempre foi doente. Ajuda a pessoa a se conectar a essa nova forma de viver sem a droga e sem o álcool.

Quem são os profissionais que compõem as equipes de tratamento?

Nós contamos com uma equipe mínima de psicólogo, psiquiatra, assistente social, administrativo e educador social. E tem as Irmãs, que também desempenham esse papel de educadora social, ou de coordenadora, de diretora.

E o nosso programa tem um tempo mínimo de 9 meses e tempo máximo de 12 meses.  A partir de 12 meses não se mantém em acolhimento, em comunidade terapêutica, porque hoje temos uma legislação sobre a saúde mental que diz que o acolhido por mais de 12 meses em uma instituição está sendo institucionalizado. Então esse é um cuidado que precisamos ter.

A quem o trabalho de recuperação da Copiosa Redenção é destinado?

Atendemos pessoas de 18 a 59 anos de idade com dependência química. Nós também avaliamos a condição da pessoa porque, por vezes, a dependência química interage com outras comorbidades de saúde mental. Então é necessário sempre uma avaliação para entender se dentro dessas comorbidades de saúde mental a pessoa tem condições para o tipo de tratamento que nós oferecemos, que é a longo prazo, e que, às vezes, não atende todas as necessidades, se houver uma comorbidade mais grave. 

Qual o papel da família no processo de recuperação?

É fundamental! Embora muitas vezes a família chegue até nós muito fragilizada, vulnerável, cansada, o seu papel é muito importante em todo o processo. O dependente químico precisa de ajuda do espaço técnico e profissional dentro de uma instituição, seja o CAPS, o hospital para fazer uma desintoxicação ou a comunidade terapêutica, mas ele precisa também de uma rede de apoio. E a rede de apoio mais próxima da pessoa geralmente é a família. Então a família tem o papel de motivar, de acolher. E ela também precisa entender esse processo que é o adoecimento, porque a família também adoece diante dessa realidade da dependência química, ela também fica fragilizada e acaba sendo um fator de risco para o dependente. E quando a família não entende a dependência como uma doença, ela facilita o dinheiro ou coisas que acabam promovendo o uso do álcool e da droga. Além disso, às vezes, o funcionamento da família está tão adoecido que precisa de um cuidado, de um olhar, de uma atenção. Então a família precisa estar envolvida no processo de recuperação. Nos nossos espaços de comunidade terapêutica, nós também trabalhamos com a família, atendendo, levando formação; abrimos espaço para que a família também possa ser escutada e para que ela tenha um espaço de fala, de compreensão e de entender tudo o que está acontecendo.

Qual a importância da espiritualidade no processo de recuperação da dependência química?

É interessante a gente sempre pensar que o ser humano tem várias partes dentro de si: o espiritual, o físico, o mental. E é preciso cuidar de cada uma dessas partes. Então a espiritualidade, dentro do processo de recuperação, ajuda a pessoa a se ressignificar como um ser humano, como um filho de Deus, como alguém que também tem um poder superior que olha e zela por ele. Então, dentro das nossas comunidades, nós oferecemos espaço de espiritualidade. Mas eu gosto sempre de pontuar que espiritualidade é diferente de religiosidade, nós não oferecemos doutrina, não catequizamos as pessoas. Mas oferecemos momentos em que ela possa se conectar com esse ser superior. E isso pode acontecer através de uma música, de um momento de partilha, de leitura, e pode sim ser através da Missa. Enfim, tem essa oferta para que a pessoa possa transcender, porque a espiritualidade tem uma potência na recuperação. E é muito interessante o retorno que nós temos das acolhidas, quando perguntamos sobre o seu processo dentro da comunidade. Algumas dizem: “me devolveu a sanidade”; “me devolveu a espiritualidade”; “aqui eu pude me reencontrar com Deus”; “aqui eu pude fazer as pazes comigo”. Então a espiritualidade é um ponto importante a ser trabalhado dentro de um processo de recuperação da dependência química.

Enfim…

Quer ter uma prova de que é possível ser liberto das drogas? Então veja essa playlist com testemunho de homens e mulheres que disseram não às drogas e se permitiram uma vida nova.

Assista aqui: Sou um jovem liberto das drogas!

Dia mundial do meio ambiente: Dicas do Papa Francisco para o cuidado com a Criação

O Dia Mundial do Meio Ambiente não pode ser apenas um tributo à natureza. Mas um momento de comprometer a humanidade, ou melhor, não apenas uma parcela de pessoas que se preocupam com o futuro do planeta, mas todos com a preservação da natureza.

Assim como fizeram os países que assinaram um acordo histórico de biodiversidade da ONU. O acordo tem por finalidade conservar 30% das áreas de terra e da água disponíveis no planeta até 2030, porque se não cuidarmos do planeta, não teremos casa no futuro!

E o Papa Francisco nos ajuda nesta educação da consciência a respeito desse assunto, através da Carta Encíclica Laudato Si. Segundo ele, a Igreja sempre esteve atenta às mudanças climáticas e à preservação da natureza.

Mas também ele contou com as orientações de diversos estudiosos sobre esse assunto. Contudo, não é apenas a ciência que resolve todos os problemas, é preciso sensibilidade, humanidade, e ele cita São Francisco como belo modelo para cuidar da natureza: 

“Acho que Francisco é o exemplo por excelência do cuidado pelo que é frágil e por uma ecologia integral, vivida com alegria e autenticidade.”  (LS 10)

Então, vamos nos sensibilizar, mas também acolher a proposta educadora do Santo Padre sobre um tema fundamental de quem depende a existência das futuras gerações.

O Dia Mundial do Meio Ambiente – quando e por quê?

Embora a primeira celebração mundial do Meio Ambiente tenha acontecido em 5 de junho de 1974, a data tem sua origem dois anos antes, em 1972, quando a ONU a designou como Dia Mundial do Meio Ambiente, na Conferência em Estocolmo – Suécia.

Justamente este ano (2023) é o 50º aniversário da comemoração. E tem como tema “Combate à poluição plástica” para alertar sobre a crescente produção e descarte indevido de embalagens plásticas que afetam o meio ambiente como um todo, eis o porquê!

E a Costa do Marfim e os Países Baixos são anfitriões da celebração neste ano. Em todo mundo acontecem eventos para conscientizar a população sobre a importância da preservação e uso sustentável do meio ambiente em equilíbrio com as necessidades humanas e combate à pobreza. Eis mais uma motivação para esta comemoração!

Segundo a ONU, mais de 400 milhões de toneladas de plástico são produzidas a cada ano em todo o mundo e menos de 10% é reciclado. Os microplásticos, pequenas partículas de plástico de até 5 mm de diâmetro, acabam em alimentos, água e ar. O plástico descartado ou queimado prejudica a saúde humana, a biodiversidade e polui todos os ecossistemas.

O Papa Francisco e o Dia Mundial do Meio Ambiente

“O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar. O Criador não nos abandona, nunca recua no seu projecto de amor, nem Se arrepende de nos ter criado.” (LS 14)

O trato com o Meio Ambiente é um assunto recorrente e urgente! Para tanto, muitos Papas já falaram sobre esse assunto e não seria diferente com o Papa Francisco. Por isso, em 2015, ele lançou a encíclica Laudato Si que significa “Louvado sejas”, uma citação do Cântico das Criaturas de São Francisco de Assis.

Primeiramente, o documento trata do cuidado com o meio ambiente e com todas as pessoas, bem como de questões mais amplas da relação entre Deus, os seres humanos e a Terra. O subtítulo da encíclica, “Sobre o Cuidado da Casa Comum”, reforça esses temas citados. 

E as mudanças climáticas? Elas são um dos temas mais fortes associados à Laudato Si. Mesmo porque a encíclica fala em detalhes sobre a necessidade ética e moral que todos têm de enfrentá-las, porque a ameaça da crise climática se tornou mais grave desde a publicação da carta.

Por isso, de forma resumida, vamos apresentar alguns tópicos da Laudato Si, a partir dos seus seis capítulos, que nos ajudarão a refletir sobre ações concretas em benefício do Dia Mundial do Meio Ambiente.

1. Casa Comum

Já no título do documento, o Papa Francisco apresenta uma ideia forte, chama o planeta de Casa Comum. Ele diz: “recordava-nos que a nossa casa comum se pode comparar ora a uma irmã, com quem partilhamos a existência, ora a uma boa mãe, que nos acolhe nos seus braços” (LS, 1). 

No planeta, habitam os seres humanos e todo o conjunto da criação em profunda relação com o ser humano: “O nosso corpo é constituído pelos elementos do planeta; o seu ar permite-nos respirar, e a sua água vivifica-nos e restaura-nos” (LS, 2). 

Portanto, cuidar do planeta é cuidar da casa que abriga nossa existência. Essa é a ideia do Dia Mundial do Meio Ambiente, logo olhemos todo o ecossistema, com sua fauna e flora, como o lugar que precisa de nossa atenção e ação concreta.

2. “O Evangelho da Criação” 

O capítulo dois traz a história da criação do livro do Gênesis, quando Deus presenteia o homem com a terra e tudo o que nela contém, mas orienta sobre o cultivo responsável e a proteção à natureza.

Mas esse presente é mal interpretado e o homem passa a dominar a natureza, manipulá-la e se afasta da relação harmônica com ela. Essa relação precisa de uma nova orientação a fim de que a própria natureza não pareça inimiga do homem que a violou. 

3. “A Raiz Humana da Crise Ecológica” 

O capítulo três explora tendências sociais e ideologias que causaram problemas ambientais. Estes incluem o uso irrefletido da tecnologia, um impulso para manipular e controlar a natureza, uma visão dos seres humanos como separados do meio ambiente, teorias econômicas de foco estreito e relativismo moral.

Logo, é preciso refletir sobre os limites do progresso para que o Dia Mundial do Meio Ambiente produza mudanças de comportamentos, começando pelos responsáveis pelas nações.

4. “Uma Ecologia Integral” 

O quarto capítulo apresenta a principal solução da encíclica para os problemas sociais e ambientais em curso. A ecologia integral afirma que os humanos são parte de um mundo mais amplo e exige “soluções integrais que considerem as interações dos sistemas naturais entre si e com os sistemas sociais” (LS 139). 

Embora o estudo dos ecossistemas esteja bem presente na ciência da ecologia, a ecologia integral expande esse conceito para incluir as dimensões éticas e espirituais de como os seres humanos devem se relacionar uns com os outros e com o mundo natural – com base na cultura, família, comunidade, virtude, religião e respeito pelo bem comum.

5. “Algumas Linhas de Orientação e Ação” 

O quinto capítulo aplica o conceito de ecologia integral à vida política. Pede acordos internacionais para proteger o meio ambiente e ajudar os países de baixa renda; novas políticas nacionais e locais; tomadas de decisão inclusivas e transparentes; e uma economia orientada para o bem de todos.

Há neste capítulo uma grande responsabilidade dos governantes no investimento educacional sobre o meio ambiente. Não basta falar sobre o assunto entre paredes, é preciso que chegue nas escolas, nos lares, no lazer e alcance todas as faixas etárias.

6. “Educação e Espiritualidade Ecológicas” 

Por fim, esse tema conclui a encíclica com aplicações à vida pessoal; recomenda um estilo de vida focado menos no consumismo e mais em valores atemporais e duradouros; propõe educação ambiental, alegria no ambiente de cada um, amor cívico, recepção dos sacramentos.

E principalmente uma “conversão ecológica” na qual o encontro com Jesus leva a uma comunhão mais profunda com Deus, com as outras pessoas e com o mundo natural.

A Laudato Si é um código de ética ambiental

De fato, o Dia Mundial do Meio Ambiente deseja fomentar o trabalho generoso em benefício do planeta e uma comunhão de atitudes pessoais e comunitárias entre os seres humanos em vista do futuro de todos.

E sem dúvida, a Laudato Si nos ajuda a compreender isso. Após várias reflexões, o Papa Francisco termina com a oração pela nossa terra! No entanto, uma oração comprometida com a mudança de atitudes, com a valorização do planeta e com o bem-estar uns dos outros.