Tempo pascal e perdão

Na Quinta-feira Santa pela manhã, quando as dioceses celebram com o bispo a Missa dos santos óleos, termina o tempo da Quaresma e, ao entardecer do mesmo dia, inicia-se o Tríduo Pascal. Com ele, começamos o Tempo Pascal, o período que celebramos fortemente a ressurreição do Senhor.

Mas o que o Tempo Pascal tem a ver com o perdão? Será que a Quaresma não é suficiente para trabalharmos esse tema em nossas vidas? Por que falar sobre o perdão durante as festas pascais? Encontre essas respostas neste post que preparamos. 

Qual o significado do Tempo Pascal?

O Tempo Pascal é um momento privilegiado! Ele nos lembra, durante cinquenta dias, que Jesus Ressuscitou, Ele é a razão de nossa vida, o conteúdo de toda nossa fé, o motivo pelo qual os sacramentos existem e a Igreja é incansável na evangelização!

Dessa forma, a cada domingo, somos conduzidos ao encontro do Senhor vivo e encaminhados para partirmos em missão com a força do Espírito Santo, que se derrama sobre nós em Pentecostes, momento litúrgico que encerra o Tempo Pascal.

É interessante observarmos a liturgia da Palavra neste tempo. Ela é única; os textos são tirados dos quatro Evangelhos, mostrando as aparições do Senhor aos seus discípulos. Essas passagens são lidas apenas no Tempo Pascal, por isso devemos acompanhar com atenção e renovarmos nossas forças junto ao Senhor ressuscitado.

Por fim, a vivência do Tempo Pascal nos impulsiona ao anúncio da boa-nova. Mas qual o conteúdo dessa novidade? O Filho de Deus, que resumiu sua mensagem em apenas dois mandamentos: amar a Deus e ao próximo como a si mesmo. Aqui encontramos o primeiro sinal de que a Páscoa é também a festa da reconciliação entre Deus e a humanidade.

Perdão e Tempo Pascal caminham juntos!

Dom Gil Antônio Moreira, Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, explicou com clareza o motivo pelo qual o Tempo Pascal está tão ligado ao perdão: 

“Páscoa é festa do perdão de Deus a nós, que somos frágeis, mas reconhecemos humildemente nossas faltas e queremos ter oportunidade de recomeçar.

Páscoa é festa do perdão aos irmãos que nos ofenderam e querem se reconciliar conosco para tudo reiniciar, como se nada tivesse acontecido. E isto é possível, pois o Senhor nos ensinou que é preciso perdoar 70 vezes 7.

Páscoa é festa do amor que se instala num coração que sabe perdoar, mesmo quando alguém nos ofende e ainda não se mostra arrependido, pois Páscoa é a festa que germina na mente que não paga o mal com o mal, mas responde o mal com o bem.”

Ou seja, quem experimenta a ressurreição do Senhor em sua vida, sente-se totalmente amado, e quem é amado assim, transborda amor e perdão, duas graças derramadas sobre nós através da Páscoa do Senhor. Amor e perdão são sinais do Ressuscitado em nós.

Quem ama o Senhor, vive uma constante Páscoa

O Tempo Pascal é, portanto, a festa da reconciliação de Deus conosco! E ela acontece de forma concreta, não houve um desejo de Deus em nos amar e perdoar, ao contrário, Ele nos amou e nos perdoou totalmente através de sua paixão, morte e ressurreição.

Esse gesto do Senhor nos garante a nova vida, o novo caminho, a possibilidade de começarmos e recomeçarmos a partir do amor e do perdão, e o Evangelho nos mostra todos os exemplos de vida nova através dos inúmeros testemunhos relatados.

Então, como viver segundo o Tempo Pascal? Veja algumas dicas simples:

#1 Aceitando o amor de Deus em primeira pessoa, ou seja: Deus me amou e me ama. Essa verdade é motivo de alegria, força e ânimo para seguir. O amor do Senhor ressuscitado nos devolve a autoestima, cura nossa vida e nos liberta das escravidões.

#2 Oferecendo o amor de Deus ao outro: a partir do amor do Senhor ressuscitado em mim, sou capaz de amar, perdoar e deixar o outro livre! Não há ressurreição sem libertação plena, logo, o perdão vem como uma decisão consciente de que Deus é maior que toda ofensa que sofremos.

#3 Colocando-se a serviço: os apóstolos tornaram-se ministros da paz após as inúmeras vezes que o Senhor Ressuscitado apareceu para eles. Da mesma forma, à medida que tomamos consciência da presença viva do Senhor, vamos, também, nos tornando anunciadores da paz, transportes de alegria, instrumentos de Deus para a vida do outro.

Parecem simples essas dicas? Na verdade, elas estão presentes na vida de quem crê no ressuscitado. E ao mesmo tempo são sinais de quem acolheu o perdão de Deus na vida e é capaz de testemunhá-la para o outro. 

Autoestima na vida religiosa: vaidade ou necessidade?

O tema da autoestima na vida religiosa é pouco abordado no meio eclesial, embora a autoestima seja um pilar fundamental para o bem-estar e a felicidade de qualquer ser humano.

E o motivo é principalmente a falta de conhecimento sobre a importância desse ato, além de um certo preconceito sobre o assunto. Aliás, preconceito que também é fruto da desinformação.

Logo, é como se existisse um véu de silêncio em torno da questão da autoestima na vida religiosa, como se cuidar da própria imagem e valorizar as qualidades individuais fosse algo incompatível com a fé e vivência da vocação.

Portanto, hoje vamos desmistificar esse tema!

Autoestima: direito de todos, inclusive dos religiosos

Seja você um sacerdote, freira, monge ou qualquer outro membro da vida consagrada, a autoestima é um aspecto fundamental para o seu bem-estar e desenvolvimento pessoal. Logo, cuidar da sua imagem e valorizar suas qualidades não é vaidade, mas sim uma necessidade humana que impacta diretamente na sua missão e na comunidade religiosa como um todo.

Mas, antes de chegarmos neste quesito, é preciso compreender o que de fato é autoestima e por que ela é tão importante em nossa vida!

Autoestima significa ter um conceito positivo de si mesmo, reconhecendo suas qualidades, habilidades e valor como ser humano. Sendo assim, a autoestima nos permite lidar melhor com desafios, ajudar a construir relacionamentos saudáveis e a viver com mais felicidade e plenitude.

Portanto, pessoas com boa autoestima:

  • São mais resilientes e perseverantes;
  • Têm mais disposição para enfrentar desafios;
  • Tomam decisões com mais segurança e assertividade;
  • Conseguem lidar melhor com críticas e frustrações;
  • Têm relacionamentos mais saudáveis e felizes;
  • Sentem-se mais realizados e completos.

Autoestima na vida religiosa: quebrando tabus

Ao abordar a autoestima na vida consagrada, nos deparamos com um paradoxo intrigante. De um lado, a mensagem central do Cristianismo é de amor ao próximo. Afinal, somos ensinados por Jesus a amar e a acolher o outro como a nós mesmos. Mas, de outro lado, muitas vezes, a ênfase recai sobre a humildade e a negação do ego, criando um clima de culpa e vergonha em torno do amor-próprio.

Portanto, é importante ressaltar que a autoestima não se trata de vaidade ou egocentrismo, é importante saber diferenciá-las. A vaidade se caracteriza pela busca excessiva por admiração e reconhecimento, enquanto a autoestima está relacionada ao amor-próprio e à valorização de si mesmo.

Já a humildade, por sua vez, não significa negar suas qualidades ou se diminuir. Ser humilde implica em reconhecer suas fraquezas e limitações, mas também ter consciência de seus pontos fortes e do seu valor como ser humano.

Sendo assim, cuidar da sua imagem e valorizar suas qualidades não significa se colocar acima dos outros ou negar a importância da fé. Ao contrário, ter uma boa autoestima permite que você se reconheça como um ser humano valioso e digno de amor, capaz de contribuir de forma significativa para a comunidade.

Cultivando a autoestima na vida consagrada: benefícios para o indivíduo e para a comunidade

Como vimos, cuidar da autoestima na vida religiosa não é um ato de vaidade, mas sim uma necessidade para o bem-estar individual e para o florescimento da comunidade. Quando religiosos se sentem bem consigo mesmos, isso se reflete em diversos aspectos. Vamos conhecê-los.

Para o indivíduo:

  • Maior senso de propósito e significado na vida religiosa;
  • Mais alegria e entusiasmo na vivência da fé;
  • Maior capacidade de lidar com o estresse e as demandas da vida consagrada;
  • Melhores relações interpessoais com outros religiosos e com a comunidade;
  • Maior disposição para o serviço e para a evangelização.

Para a comunidade:

  • Ambiente mais positivo e acolhedor;
  • Maior colaboração e trabalho em equipe;
  • Maior engajamento na missão evangelizadora;
  • Crescimento espiritual e vocacional;
  • Atração de novos membros para a vida consagrada.

Quebrando o silêncio: a urgente necessidade de abordar a autoestima na vida religiosa

Ignorar a importância da autoestima na vida religiosa é um erro que pode ter graves consequências. Religiosos que não se sentem bem consigo mesmos podem apresentar:

  • Baixa motivação e entusiasmo na vida religiosa;
  • Dificuldades no relacionamento com outros religiosos e com a comunidade;
  • Sensação de vazio e falta de propósito;
  • Propensão à depressão, ansiedade e outros transtornos psicológicos. 

Portanto, é urgente que congregações, dioceses e o meio eclesial como um todo abram espaço para o diálogo sobre a autoestima na vida consagrada. E isso significa:

Promover a formação: investir em cursos, palestras e workshops que abordem o tema da autoestima na vida religiosa sobre o amor-próprio, o autocuidado, desenvolvimento pessoal e inteligência emocional. A temática deve ser apresentada de forma clara e abrangente, a fim de desmistificar tabus e oferecer ferramentas para o desenvolvimento pessoal.

Criar grupos de apoio: espaços seguros onde religiosos possam compartilhar suas experiências, desafios e aprendizados, além de receberem acolhimento e orientação.

Incentivar o autocuidado: estimular práticas que promovam o bem-estar físico, mental e espiritual dos religiosos, como exercícios físicos, alimentação saudável, momentos de lazer e atividades que tragam alegria e satisfação e que promovam o bem-estar físico e mental.

Enfim, ao romper o silêncio e abordar a autoestima na vida religiosa de forma aberta e honesta, a comunidade eclesial estará contribuindo para o bem-estar dos religiosos, para o fortalecimento da fé e para a construção de comunidades mais saudáveis e vibrantes.

Lembre-se: Cuidar da sua autoestima não é um ato de vaidade, mas sim um compromisso com o seu bem-estar e com a sua missão na vida religiosa. Você merece se sentir bem consigo mesmo e florescer na vivência da sua vocação.

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Insônia ou vigília? Descubra as raízes da sua noite em claro

Na vida religiosa, é muito comum noites em claro, em vigília, mas às vezes pode ser que você esteja sofrendo de insônia e nem esteja percebendo.

Mas para ajudá-lo a entender isso, preparamos este conteúdo com informações específicas. Então, leia até o final!

Dia Mundial do Sono: um mergulho na insônia

Em 17 de março, celebramos o Dia Mundial do Sono, um convite à reflexão sobre a importância do descanso para a saúde física e mental e os malefícios da insônia. E, além disso, destacar os problemas de sono em todo o mundo.

Mas por que o sono é tão importante? O sono é essencial para a saúde física e mental de qualquer pessoa, pois quando dormimos, nosso corpo se restaura e nossa mente se consolida. Além disso, o sono também ajuda a melhorar o nosso humor, a concentração e a capacidade de tomar decisões.

E você sabe quantas horas de sono uma pessoa precisa? Isso depende da idade, do estilo de vida e de outros fatores. Mas a maioria dos adultos precisa de sete a oito horas de sono por noite. No entanto, algumas pessoas podem precisar de mais tempo de sono enquanto outras ficam menos horas dormindo.

Por que a insônia é tão ruim?

A insônia pode ser um problema muito sério, pois pode ter um impacto negativo significativo na sua saúde física e mental. Vamos entender isso melhor!

Efeitos da insônia na saúde física:

·         Aumento do risco de doenças cardíacas, derrames e diabetes.

·         Enfraquecimento do sistema imunológico.

·         Aumento do risco de acidentes.

·         Problemas de peso.

·         Dores de cabeça e fadiga.

Efeitos da insônia na saúde mental:

·         Dificuldade de concentração e memória.

·         Irritabilidade e depressão.

·         Ansiedade.

·         Diminuição da produtividade no trabalho.

Vigília ou insônia: Devoção ou distúrbio do sono?

Na vida consagrada, a busca pela quietude e pela conexão com o divino pode ser permeada por desafios, como a insônia. Aliás, em algumas instituições religiosas, a insônia é interpretada como “vigília”, um chamado divino à oração e à intercessão.

E é importante reconhecer a importância da fé e da espiritualidade na vida dos religiosos. No entanto, a insônia frequente pode ter raízes complexas que vão além da esfera espiritual.

Por isso, é importante conhecer alguns fatores que contribuem para a insônia e avaliar se de fato o Senhor está convidando à vigília ou se se trata de insônia.

Fatores que contribuem para a insônia na Vida Consagrada

  • Rotina exigente: longas horas de oração somado às inúmeras horas de trabalho e responsabilidades podem levar o religioso ou religiosa ao esgotamento físico e mental. E, assim, dificultando o relaxamento necessário para uma boa noite de sono.
  • Estresse e ansiedade: preocupações com a comunidade, o futuro e o cumprimento das expectativas religiosas podem gerar ansiedade e estresse na vida consagrada, impactando negativamente o sono.
  • Ambiente inadequado para o sono: ruídos, luminosidade excessiva, temperatura inadequada e desconforto do local de dormir também podem prejudicar a qualidade do sono.
  • Problemas de saúde: Doenças crônicas, como depressão e apneia do sono, podem contribuir muito para a insônia. Por isso, é preciso estar em dia com os cuidados e exames médicos para evitar mais esse problema.

Dicas para melhorar o sono na Vida Consagrada

Não existe uma receita pronta, como a de um bolo que nos indica quais ingredientes e quantidades devemos colocar para fazer um. Porém, os profissionais de saúde nos apontam alguns caminhos para nos ajudar a ter uma boa noite de sono.

# 1. Estabeleça uma rotina regular 

Procure dormir e acordar sempre no mesmo horário, mesmo nos finais de semana, isso ajuda a regular o ritmo circadiano. Aliás, você já ouviu essa expressão? O ritmo circadiano é um relógio biológico interno que regula muitos processos fisiológicos e comportamentais em um ciclo de aproximadamente 24 horas. E ele é influenciado por fatores externos, como a luz do sol, e por fatores internos, como os hormônios. Contudo, o ritmo circadiano não controla apenas o sono, mas uma variedade de funções, incluindo: a temperatura corporal, os níveis de hormônio, a digestão e a pressão arterial.

# 2. Crie um ambiente propício para o sono

Para ter um sono reparador, é importante criar um ambiente propício para o sono. Por isso, mantenha seu quarto escuro, silencioso e fresco, com temperatura entre 16°C e 21°C.

# 3. Evite estimulantes antes de dormir

Evite cafeína pelo menos 6 horas antes de dormir, pois a ciência comprova que ela causa insônia em muitas pessoas. Além disso, procure também não usar telas de computador, celular e televisão pelo menos 1 hora antes de dormir.

# 4. Pratique exercícios físicos e beba muita água

Se tem algo que não tem contraindicação é a atividade física. Afinal, ela é boa para a saúde do corpo e da mente. Então, se você ainda não pratica atividade física, comece a experimentar algumas modalidades até descobrir uma que se adeque melhor às suas necessidades e ao seu gosto pessoal. O importante é mexer o corpo! Contudo, ela deve ser evitada perto da hora de dormir. E, ao longo do dia, hidrate bem seu corpo com água.

Equilíbrio entre fé e ciência

É fundamental buscar o equilíbrio entre a fé e a ciência. Noites em vigília são muito proveitosas espiritualmente falando, no entanto, muitas noites mal dormidas podem trazer sérias consequências para a vida do religioso ou religiosa e comprometer seu trabalho.

Mas é possível ter na oração e na meditação ferramentas valiosas para a conexão com o divino e o relaxamento do corpo para uma boa noite de sono.

Quer experimentar essa ideia? Então conheça o aplicativo Seedtime, o primeiro aplicativo católico de meditação guiada. Basta baixar no celular e começar a usar para ter um momento de relaxamento enquanto ora!

Insônia: se nada ajudar, procure ajuda!

É importante buscar ajuda profissional quando a insônia persiste, a fim de fazer uma avaliação mais profunda, identificar e tratar as causas subjacentes.

Um médico ou psicólogo poderá investigar as causas da insônia e recomendar o tratamento adequado. E se você deseja fazer um acompanhamento com uma equipe preparada para compreender as dores da vida consagrada e atender conforme as suas necessidades particulares, então venha para o Centro Âncora de Revitalização da Vida Consagrada.

Lembre-se: Cuidar da saúde do sono é fundamental para o bem-estar físico, mental e espiritual. Então, não ignore os sinais de insônia e busque o apoio necessário para ter noites de sono reparadoras e mais energia para trabalhar na Vinha do Senhor!

Aproveite para ler:

A revitalização da vida consagrada no Centro Âncora

5 sinais de que a sua vida sacerdotal precisa ser revitalizada

7 tipos de cansaço, qual é o seu?

O cansaço é aquela sensação de fadiga que nos acompanha em diferentes momentos da vida, mas você sabia que existem diversos tipos de cansaço? Sabia que o autoconhecimento pode ser a chave para identificar a causa da sua fadiga e encontrar soluções eficazes?

Então, descubra quais são os 7 tipos de cansaço e aproveite para fazer uma autoanálise. 

Tipos de cansaço: o autoconhecimento é a chave

O cansaço é uma experiência humana comum e pode ter diversas causas, desde fatores físicos até emocionais. Em suas diversas formas, interfere em diversos aspectos da nossa vida, impactando em nosso bem-estar físico, mental, emocional e social. Além disso, o cansaço crônico pode levar a diversas doenças, diminuir a produtividade e nos conduzir ao isolamento social.

Portanto, quando o cansaço se torna persistente e interfere negativamente em diferentes áreas da nossa vida, ele pode ser um sinal de que algo está errado.

Sendo assim, é importante observar seus sintomas, identificar os gatilhos do seu cansaço e buscar ajuda profissional quando necessário. Esses são os primeiros passos para o tratamento.

Ao se conhecer melhor, você será capaz de entender suas necessidades e encontrar as soluções mais eficazes para combater a fadiga e ter uma vida mais plena.

Sinais que indicam que o cansaço deixou de ser normal

Faça uma autoavaliação a partir desses sinais que listamos abaixo.

Cansaço constante e sem melhora, mesmo após descanso: se você se sente cansado constantemente, mesmo após ter dormido bem ou tirado um dia de descanso, isso pode ser um sinal de alerta.

Interferência nas atividades diárias: o cansaço excessivo pode dificultar a realização de tarefas cotidianas, como trabalhar, estudar, realizar tarefas diárias ou se relacionar com outras pessoas.

Dificuldade de concentração e memória: o cansaço pode afetar a capacidade de se concentrar, lembrar de informações e tomar decisões.

Mudanças de humor: o cansaço pode levar a irritabilidade, tristeza, desânimo e apatia.

Problemas de sono: dificuldade para dormir, acordar durante a noite ou dormir muito mais do que o normal podem ser sinais de cansaço.

Dor física: dores musculares, dores de cabeça e outros sintomas físicos podem estar relacionados ao cansaço.

Descobrindo os 7 tipos de cansaço

A partir desta avaliação provavelmente você já conseguiu identificar se o seu cansaço é normal ou se é algo com que você deva se preocupar. Então agora é o momento de identificar quais tipos de cansaço você sofre.

#1. Cansaço físico – o mais comum entre os tipos de cansaço

Aquele corpo que pede descanso o tempo todo, com músculos doloridos e falta de energia para as atividades do dia a dia. E isso pode ser resultado de atividades físicas intensas, sedentarismo, má alimentação ou sono de má qualidade.

Como melhorar esse tipo de cansaço? Com atividade física regular, alimentação balanceada, dormir bem, dar pequenas pausas na rotina para descansar um pouco.

# 2. Cansaço mental – tem se tornado cada vez mais comum entre os tipos de cansaço

A mente confusa, com dificuldade de concentração, problemas de memória e falta de criatividade. E os principais vilões neste caso são: estresse, ansiedade, excesso de trabalho mental e noites mal dormidas.

Portanto, quem pode ajudar quem sofre com este tipo de cansaço é o psicólogo e/ou psiquiatra. Além disso, ajuda muito praticar atividades físicas, ter uma alimentação balanceada, dormir bem e técnicas de relaxamento.

# 3. Cansaço emocional – será que este é um dos tipos de cansaço que você sofre?

A alma abatida, com tristeza, irritabilidade, desânimo e apatia. Estresse, problemas pessoais, luto e traumas podem levar a esse estado.

E para curar este tipo de cansaço é preciso ajuda profissional de um psicólogo ou psiquiatra, praticar atividades físicas, ter uma alimentação balanceada e dormir bem.

Leia também: Psicologia  e espiritualidade: Complementares no tratamento da saúde emocional

# 4. Cansaço sensorial – já ouviu falar neste tipo de cansaço?

Trata-se de uma sobrecarga dos sentidos, com sensibilidade a sons, luzes, cheiros ou texturas, dores de cabeça, tontura e náusea. E aqui, ambientes muito estimulantes e uso excessivo de telas podem ser os causadores.

Logo, a solução para o cansaço sensorial é diminuir a exposição a estímulos sensoriais, fazer pausas regulares em ambientes calmos e escuros, praticar técnicas de relaxamento.

# 5. Cansaço criativo – está entre os que afetam a mente!

Mente bloqueada, sem inspiração e dificuldade para ter novas ideias. E você sabe o que contribui para isso: estresse, excesso de trabalho, falta de descanso e medo do fracasso.

O que fazer neste caso? Pausas regulares, buscar novas inspirações, experimentar novas atividades, ter uma vida social ativa. Nessas horas, uma conversa despretensiosa com um amigo ou amiga pode ajudar!

# 6. Cansaço social – está entre os tipos de cansaço que gera sofrimento

Caracteriza-se por uma introspecção que toma conta, com dificuldade em interagir com outras pessoas, introversão e cansaço após eventos sociais.

E entre as causas desse tipo de cansaço estão: timidez, ansiedade social e estresse. Logo, para resolver isso é necessário expor-se gradualmente a situações sociais, praticar habilidades sociais e buscar ajuda profissional de um psicólogo.

# 7. Cansaço espiritual – atinge grande parte da vida consagrada

Sentimento de vazio existencial, falta de sentido na vida e aquela sensação de desconexão com Deus. O que causa esse tipo de cansaço? Esfriamento da fé, crise existencial, crise vocacional, luto.

Neste caso, é imprescindível buscar ajuda espiritual, meditar, fazer atividade física, cuidar da alimentação e conectar-se com a natureza.

Aproveite para ler: Olhar que cura: o papel da Capela no Centro  Âncora

Tipos de cansaço: busque ajuda no Centro Âncora para não adoecer

Trabalhar para o Reino de Deus é gratificante, mas pode ser exaustivo também. É preciso saber lidar com a rotina de trabalho, atendimentos, oração em comunidade, oração individual, compromissos pessoais etc. 

Enfim, as chances de precisar lidar com pelo menos dois desses tipos de cansaço são grandes!

Por isso mesmo a vida consagrada precisa estar atenta aos sinais do seu corpo e da sua mente para que o cansaço não ganhe proporções ainda maiores causando grande sofrimento.

Aliás, o tratamento precoce pode ajudar a prevenir o desenvolvimento de problemas de saúde mais graves e melhorar a qualidade de vida.

Portanto, se você descobriu neste post que o seu cansaço não é normal, procure o Centro Âncora para buscar a revitalização do seu corpo, da sua mente, da sua alma e da sua vida espiritual.

Atendendo exclusivamente a padres, irmãos e irmãs religiosas, oferecendo atendimento médico com psiquiatras e psicólogos. Além disso, acompanhamento com nutricionista, educador físico e diretor espiritual.

Livre-se dos seus cansaços. Fale conosco AQUI!

Qualidade de vida: fruto de um planejamento na vida religiosa e sacerdotal 

A expressão “qualidade de vida” está muito em alta na sociedade atual, talvez porque nunca se tenha falado e pensado tanto na satisfação do ser humano e se preocupado com suas emoções.

Logo, qualidade de vida é um conceito multidimensional que abrange um conjunto de condições que contribuem para o bem-estar físico, mental, psicológico e social dos indivíduos.

Mas não pense que se trata de algo reservado apenas para os leigos. Longe disso, a vida consagrada, apesar das renúncias na vivência de sua vocação, também deve se preocupar com sua qualidade de vida, afinal isso impacta profundamente no seu serviço.

Vamos entender isso melhor!

Fatores que contribuem para a qualidade de vida

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define qualidade de vida como “a percepção do indivíduo de sua inserção na vida, no contexto da cultura e sistemas de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”.

Ou seja, qualidade de vida é um conceito subjetivo, que depende da percepção de cada indivíduo. No entanto, é possível identificar alguns fatores que contribuem para a qualidade de vida. São eles:

O cuidado com a saúde física é indispensável

Ter um bom estado de saúde física é essencial para uma boa qualidade de vida. Isso inclui estar livre de doenças ou ter um controle sobre elas; ter uma alimentação adequada, ou seja, saudável e com baixo índice calórico; praticar atividade física regularmente também é indispensável, o ideal é ter pelo menos 30 minutos de atividade física moderada na maioria dos dias da semana; e ter boas noites de sono, o que significa dormir de 7 a 8 horas de por noite.

O cuidado com a saúde mental é necessário para ter qualidade de vida

Não adianta cuidar apenas do corpo, é preciso também cuidar da mente. Logo, ter uma boa saúde mental também é importante para uma boa qualidade de vida. Isso inclui cuidar para estar livre de transtornos mentais, como depressão, ansiedade e burnout. Além disso, é importante cuidar da autoestima e ser capaz de lidar com o estresse da rotina. Outra coisa importante, é saber lidar com as próprias emoções, controlando as emoções negativas, o que é possível fazer expressando-as em uma conversa com o diretor espiritual, por exemplo.

Buscar novidades para a própria vida

Há quem pense que a vida sacerdotal ou religiosa precisa ser monótona, sempre com os mesmos afazeres. Mas não é verdade! Existem muitas oportunidades de estudo e aprendizado que servem tanto para a vida pastoral, quanto espiritual e pessoal. Portanto, quando sentir ausência de sabor em sua rotina, procure uma novidade para a sua vida!

Cultivar relações socais para ter qualidade de vida

Ter boas relações sociais também contribui para a qualidade de vida. Logo, isso inclui ter um círculo de amigos e familiares que possam dar apoio e que sejam importantes para você. Portanto, seja dentro da sua congregação religiosa ou na cotidianidade de sua paróquia, procure cultivar amizades sinceras. Pois, já dizia o autor bíblico: “Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro” (Eclesiastes 6,14).

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Qualidade de vida é fruto de planejamento 

O planejamento é uma ferramenta essencial para a vida pessoal e religiosa, para cultivar uma espiritualidade fecunda e saudável. Afinal, é o planejamento que nos possibilita melhor organização e gerenciamento de tempo e de tarefas.

É sabido que a vida sacerdotal e religiosa é carregada de tarefas em prol do serviço ao Reino de Deus. Mas o dia a dia pode se tornar mais leve a partir de um bom planejamento. Neste sentido, é importante definir metas e objetivos para a própria vida, para a vida pastoral e a vida espiritual, e criar um plano para alcançá-los.

Portanto, o planejamento interfere na nossa qualidade de vida, pois nos ajuda na organização das tarefas, a organizar as prioridades e até mesmo a evitar imprevistos. Sendo assim, a rotina e a vida podem se tornar mais leves, produtivas, agradáveis e alegres. 

E sempre é tempo para planejamentos, então, aproveite esse momento para criar um planejamento a fim de alcançar melhor qualidade de vida!

Como perdoar?

Você já parou para pensar sobre a importância do perdão? Escolher perdoar é uma decisão difícil, mas que tem o poder de encerrar ciclos ruins em nossas vidas.

A importância do perdão 

Perdoar pode ser uma das tarefas mais árduas que enfrentamos em nossas vidas. As cicatrizes emocionais deixadas por transgressões passadas muitas vezes parecem insuperáveis, e a simples ideia de perdoar pode parecer inatingível.

No entanto, é importante entender que o perdão não é apenas uma virtude, mas também um processo que pode trazer cura e libertação tanto para quem perdoa quanto para quem é perdoado.

Por isso, perdoar é muito importante porque nos livra da raiva, rancor, tristeza e outros sentimentos desagradáveis.

Ao realizar o ato de perdoar, tem-se uma oportunidade de se libertar das amarras que trazem peso negativo para nossas vidas. 

A dificuldade do perdão 

A dificuldade em perdoar muitas vezes surge da profunda dor e mágoa que carregamos em nossos corações.

Sentimentos como raiva, ressentimento e desejo de vingança podem obscurecer nossa capacidade de enxergar além do dano que nos foi causado. No entanto, é importante reconhecer que o perdão não significa ignorar a gravidade do que aconteceu.

O Caminho psicológico para o perdão

Do ponto de vista psicológico, perdoar envolve um processo de aceitação, compreensão e reconstrução.

Reconhecer e expressar nossas emoções, compreender as motivações por trás das ações que nos feriram e reconstruir nossa autoestima e confiança são passos essenciais no processo de perdão.

A terapia e o aconselhamento podem fornecer um espaço seguro para explorar esses sentimentos e trabalhar em direção à cura interior.

O perdão na perspectiva espiritual 

Do ponto de vista espiritual, o perdão é um princípio fundamental em muitas tradições religiosas, incluindo o cristianismo.

No Catecismo da Igreja Católica, o perdão é descrito como um ato de amor e reconciliação, que reflete a própria natureza de Deus. Jesus Cristo ensinou sobre a importância do perdão, exemplificando-o em sua vida e ministério terreno.

A Palavra de Deus sobre perdão

A Bíblia está repleta de passagens que destacam a importância do perdão e suas profundas ramificações espirituais.

Por exemplo, em Mateus 6,14-15, Jesus diz: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai perdoará as vossas ofensas.”

Por isso, o perdão não apenas nos liberta das correntes do ressentimento, mas também abre as portas para a graça e a misericórdia.

O poder transformador do perdão

Em última análise, o perdão é um ato de amor-próprio e de libertação. Ele nos permite romper as correntes do passado e abraçar um futuro de paz e plenitude.

Ao buscar compreender os fundamentos psicológicos e espirituais do perdão, podemos embarcar em uma jornada de cura e transformação interior, encontrando o verdadeiro significado da liberdade e da reconciliação.

Que possamos, portanto, abrir nossos corações para o poder transformador do perdão, seguindo os ensinamentos do Catecismo e da Palavra de Deus, e, assim, experienciar a verdadeira liberdade que vem através do perdão.

E quais são os benefícios do perdão?

Você já deve ter ouvido a frase “perdoar faz bem”, não é? E ela é verdadeira. E sabe por quê?

Quando dizemos “perdoar faz bem”, estamos destacando o impacto positivo que o perdão pode ter em nossas vidas. O ato de perdoar não só beneficia a pessoa que está sendo perdoada, mas também aquele que oferece o perdão.

Perdoar libera sentimentos negativos, como raiva, ressentimento e mágoa, que podem consumir nossa energia e prejudicar nossa saúde mental e emocional.

Assim, o perdão promove uma sensação de alívio, paz interior e liberdade, permitindo que nos libertemos do peso do passado e sigamos em frente com nossas vidas de forma mais leve e positiva.

Portanto, encare esse processo de frente e lembre-se: buscar ajuda é fundamental. Não é necessário conhecer todas as estradas sozinho; em vez disso, você pode sempre procurar apoio para navegar por elas da maneira mais eficaz.

Workshops do Centro Âncora: o primeiro de 2024 já tem data marcada

“Conhecer-se: o primeiro passo para cristianizar a nossa humanidade” este é o tema do primeiro Workshop de 2024 do Centro Âncora.

O Workshop acontecerá pelo nosso canal no YouTube no dia 19 de março às 19h30. E você não pode perder porque, além de refletir sobre este importante tema, você ainda terá a oportunidade de ficar por dentro das nossas novidades para este ano.

O Frei Sidney Damásio Machado, OFMCap, será o facilitador deste primeiro Workshop. Ele é Doutor e Mestre em Teologia, tem Especialização em Bens Culturais da Igreja. É professor do Studium Theologicum (Curitiba), da Escola Superior de Estudos Franciscanos – ESEF (Madri), Pontifício Ateneo S. Anselmo (Roma). Suas áreas de atuação são: Teologia Espiritual; Arte e Iconografia Cristã; Linguagem Simbólica; Orientação Vocacional; História da Teologia e das Religiões.

Portanto, para participar deste primeiro Workshop, faça sua inscrição em nosso canal e ative as notificações para não perder nenhum evento.

Inscreva-se no canal

Para receber o link exclusivo da transmissão inscreva-se gratuitamente no Workshop de março:

Faça sua inscrição gratuita: Conhecer-se: o primeiro passo para cristianizar a nossa humanidade.

O que é um Workshop Online?

Workshops Online são uma verdadeira oficina de aprendizado imersiva na palma da sua mão.

Num Workshop é possível mergulhar em um universo de conhecimento prático e interativo sem sair de casa! Aprofundar seus conhecimentos em um tema específico de forma prática e dinâmica!

Imagine uma aula super interativa, onde você aprende, troca ideias com outros participantes e se torna protagonista da sua própria jornada de aprendizado. Essa é a essência dos Workshops Online.

E o Centro Âncora está sempre inovando e promovendo Workshops Online além de trazer conteúdos para ajudar a cuidar da saúde do corpo, da mente e da alma da vida sacerdotal e religiosa. 

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Pedir ajuda não é fraqueza

5 sinais que a sua vida sacerdotal precisa ser revitalizada

O que é revitalização da vida consagrada?

Aproveite a Quaresma para perdoar!

A Quaresma é um tempo de profunda oração. Como, então, intensificar essa prática de espiritualidade para se preparar para aprender a perdoar? Vejamos!

A Quaresma oferece uma oportunidade singular para contemplar o perdão e seus significados mais profundos e como este tempo sagrado nos convida a buscar reconciliação interior. 

A essência do perdão

Para viver bem o tempo da Quaresma e intensificar a espiritualidade, é necessário nutrir uma verdadeira vida de oração. Por isso, o perdão é um dos pilares centrais da experiência humana e espiritual.

É um caminho para deixar de lado ressentimentos, mágoas e angústias. Mais do que um simples gesto de reconciliação com os outros, o perdão é um ato de libertação pessoal, uma escolha consciente de deixar para trás o peso do passado e abrir caminho para a cura e a renovação.

Cada pequeno pedido de perdão sincero vem também acompanhado da graça de Deus. Deus está sempre a oferecer-nos inúmeras possibilidades de conversão e de graça. 

Perdoar e se deixar perdoar 

Às vezes, perdoar pode parecer uma tarefa difícil, não é mesmo? Porém, a experiência do perdão transforma as nossas vidas. No entanto, é fundamental compreender que o perdão é a ferramenta mais poderosa que possuímos em nossas mãos frágeis para alcançarmos a serenidade do coração e a paz interior tão almejadas.

Ao deixarmos para trás o ressentimento, a raiva, a violência e o impulso de vingança, estamos dando passos importantes e essenciais para construir uma sociedade onde possamos viver como verdadeiros irmãos e irmãs, transcendendo assim os ciclos de violência que nos circulam.

É importante ressaltar que a vinda de Jesus representa mais do que uma simples promessa de salvação individual. Ele veio para nos oferecer uma vida plena e abundante, permeada pela presença amorosa e transformadora de Deus.

Quando permitimos que Jesus habite em nosso meio, nossa existência se converte em um espaço de fraternidade, justiça, paz e dignidade para todos os seres humanos, independentemente de suas diferenças e origens.

A presença de Jesus é o catalisador que impulsiona a construção de uma comunidade baseada nos valores do amor, da compaixão e da solidariedade, onde cada indivíduo é reconhecido em sua essência divina e valorizado em sua singularidade.

A Quaresma como tempo propício para o perdão 

Durante os quarenta dias da Quaresma, somos convidados a mergulhar profundamente em nós mesmos, confrontar nossas fraquezas e buscar a verdadeira reconciliação com Deus, conosco e com os outros.

Assim, este período de penitência e reflexão oferece um ambiente propício para examinar nossos relacionamentos, reconhecer nossas faltas e buscar o perdão genuíno. Portanto, a Quaresma é, por excelência, o tempo propício à conversão e reconciliação com Deus.

Por que a Quaresma?

Porque é um tempo de despojamento e humildade, no qual somos convidados a seguir os passos de Jesus Cristo, que, por amor, sacrificou-se pela humanidade.

É também um momento para reconhecer nossas próprias imperfeições e a necessidade constante de perdão e transformação.

Cultivando o perdão 

À medida que embarcamos nesse percurso comum rumo à Páscoa, que possamos abraçar plenamente o espírito do perdão. Que possamos abrir nossos corações para a graça redentora do amor divino e permitir que o perdão floresça em nossas vidas.

Por isso, devemos aproveitar este tempo para intensificar nossa vida de oração e nossa espiritualidade, para nos prepararmos da melhor forma para a Páscoa do Senhor.

Que a Quaresma não seja apenas um período de renúncia externa, mas também uma oportunidade para cultivar a paz interior, a reconciliação e a compaixão.

E que tratemos de realizar pequenos gestos de respeito, de escuta, de diálogo, de silêncio, de afeto, de acolhida, de integração, que criam espaços onde se respira a fraternidade.

Pedir ajuda não é fraqueza

Ao longo da história, a fraqueza foi frequentemente, e de maneira equivocada, associada a conceitos negativos como incompetência, incapacidade e vulnerabilidade. Logo, isso levou ao surgimento do estereótipo de que pedir ajuda é um sinal de fraqueza. No entanto, essa ideia é totalmente errônea e hoje vamos ajudar a entender isso. 

Realmente, o que é fraqueza?

A fraqueza, na verdade, é uma característica humana inerente. O que significa que todos nós demonstramos sinais de fraqueza em algum momento da vida e por algum motivo. Logo, podemos ser fracos fisicamente, emocionalmente, mentalmente ou espiritualmente.

Vamos entender isso melhor!

Fraqueza física é a falta de força muscular ou resistência. E ela pode ser causada por fatores genéticos, doenças, lesões ou envelhecimento.

Já a fraqueza emocional é a falta de estabilidade emocional ou resistência ao estresse. Logo, pode ser causada por fatores como traumas, experiências negativas ou transtornos psicológicos, como ansiedade, depressão e burnout.

E a fraqueza mental é a falta de clareza mental ou capacidade de concentração. Ela pode ser causada por fatores como poucas horas de sono devido à insônia, estresse ou até mesmo consumo de drogas ou álcool.

Por outro lado, a fraqueza espiritual é a falta de conexão com algo maior do que você mesmo. E isso pode ser causado por fatores como a perda ou o esfriamento de fé, crises existenciais, crises vocacionais ou falta de propósito na vida.

Contudo, a fraqueza não é algo a ser temido ou rejeitado. Pelo contrário, ela deve ser vista por nós como uma oportunidade de crescimento e desenvolvimento. E quando reconhecemos nossas fraquezas, temos a chance de superá-las.

Pedir ajuda não é fraqueza, é sinal de força e coragem!

Podemos aprender com nossas fraquezas e nos tornarmos pessoas mais fortes. Aliás, pedir ajuda é uma forma de reconhecer nossas fraquezas e buscar o apoio de outras pessoas.

Pessoas que pedem ajuda são, na verdade, pessoas fortes que tiveram a coragem de admitir que precisam de ajuda e deram passos em busca dessa ajuda. Elas são humildes o suficiente para reconhecer que não podem fazer tudo sozinhas.

Ao pedir ajuda, estamos demonstrando que somos capazes de reconhecer nossos limites e que precisamos de apoio para superar um momento de fraqueza. Aliás, pedir ajuda é um sinal de inteligência emocional e de maturidade.

Além disso, pedir ajuda nos motiva a superar desafios e a alcançar nossos objetivos. Quando temos o apoio de outras pessoas, nos sentimos mais confiantes e motivados para seguir em frente.

A fraqueza humana na Bíblia

A Bíblia Sagrada é uma fonte de inspiração e orientação para pessoas de todas as idades e culturas. Ela nos conta a história de homens e mulheres que, assim como nós, passaram por momentos de fraqueza, mas encontraram apoio e superaram seus desafios.

Moisés, por exemplo, foi chamado por Deus para liderar o povo hebreu para fora do Egito. No entanto, ele se sentiu inadequado para a tarefa e tentou recusá-la. Foi somente com o apoio de sua esposa, Zípora, e de seu irmão, Arão, que Moisés encontrou coragem para assumir seu papel.

Davi, outro grande líder bíblico, também enfrentou momentos de fraqueza. Ele foi perseguido pelo rei Saul e teve que se esconder por muitos anos. No entanto, ele sempre encontrou apoio em Deus, que o fortaleceu e o ajudou a superar seus desafios.

Ester, uma jovem judia que foi escolhida para ser rainha da Pérsia, também passou por um momento de fraqueza. Ela foi confrontada com uma situação perigosa, pois seu povo estava ameaçado de ser exterminado. No entanto, ela encontrou apoio em seu primo Mordecai, que a ajudou a tomar uma decisão corajosa que salvou o povo judeu.

E ainda tem Jesus, o próprio filho de Deus, que também enfrentou momentos de fraqueza.  Jesus encontrou apoio em Deus, que o fortaleceu e o ajudou a seguir em frente. Talvez este seja o momento que melhor retrate isso: “Adiantou-se um pouco e, prostrando-se com a face por terra, assim rezou: ‘Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia, não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres’” (Mateus 26,39).

Portanto, se você está passando por dificuldades, não tenha medo de pedir ajuda. É um sinal de força, não de fraqueza.

Esse conteúdo também pode te ajudar: Saúde mental: 5 dicas para um 2024 mais leve!

 Não se esconda, peça ajuda!

Se você é padre, religioso ou religiosa e está passando por um momento de dificuldade, saiba que existem muitas pessoas que podem ajudar a superar essa fase, como psicólogos, psiquiatras, além do seu superior ou diretor espiritual.

E que bom seria poder encontrar essa ajuda num único lugar, não é mesmo?

Pois saiba que você tem tudo isso no Centro Âncora!

O Centro Âncora é um centro de revitalização da vida religiosa, que oferece apoio a padre, religioso ou religiosa que estão passando por dificuldades.

Logo, o Centro Âncora oferece serviços de psicoterapia, atividades físicas, além do apoio com uma nutricionista, porque entendemos a importância que a alimentação tem para a revitalização do corpo e da mente.

Então, se você vem passando por um momento difícil e se sente fraco, não é hora de se esconder, mas sim de buscar ajuda para fortalecer seu corpo, sua mente, sua fé e seu espírito.

Fale com o seu superior e peça para conhecer melhor o Centro Âncora.

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Centro Âncora: Quem é o ancorino?

5 sinais que a sua vida sacerdotal precisa ser revitalizada

A vida sacerdotal é um grande dom de Deus para a Igreja Católica, e essa é uma verdade que não só os leigos precisam recordar, mas principalmente os próprios sacerdotes.

São João Maria Vianney, em suas palavras, expressa a importância de um sacerdote:

“Se não tivéssemos o sacramento da Ordem, não teríamos Nosso Senhor. Quem o colocou no tabernáculo? O padre. Quem foi que recebeu nossa alma à entrada da vida? O padre. Quem a alimenta para lhe dar força de fazer sua peregrinação? O padre.”

Porém, por trás de cada vida sacerdotal, existe a individualidade do ser de cada padre que é, acima de tudo, filho de Deus.

Todo sacerdote deve consagrar-se ao seu chamado pois é através dele que fará a vontade divina. Mas é preciso lembrar que esse chamado necessita da humanidade de cada padre e é através dela que ele exercitará a sua missão.

Portanto, é indispensável ao sacerdote o cuidado com o seu ser de forma integral, pois cada uma das suas atitudes é uma expressão que sintetiza a qualidade de sua vida como um todo: corpo, alma e espírito.

Pensando nisso, para auxiliar essa vocação tão amada por Deus e pela Igreja, trouxemos 5 sinais de que a vida sacerdotal precisa ser revitalizada. Continue lendo e confira!

Falta de ânimo com a vida pastoral

A paróquia a qual um sacerdote pertence é o seu reflexo. É nítido percebermos como a comunidade tem a identidade do padre que a acompanha.

Dessa maneira, quando encontra-se em uma comunidade paroquial a falta de zelo, menosprezo pelo crescimento espiritual, desânimo por parte dos fiéis engajados e etc. Em sua maioria, o sacerdote está vivendo essa realidade em sua vida pessoal.

A vida pastoral precisa estar em constante dinamicidade e necessita de um incansável pastoreio por meio do sacerdote. E sabemos que não é uma tarefa fácil, mas também temos a certeza que Deus derrama a graça necessária para cada um dos seus pastores.

Sendo assim, se há falta de ânimo com a vida pastoral é necessário buscar um olhar que cura, primeiramente para dentro de si mesmo. Pois um padre, como o próprio nome já sugere, tem como primeiro impulso a paternidade, e isso se dá através da vida pastoral.

Uma revitalização, portanto, é a grande solução para esse caso, pois se morre o ânimo para com o pastoreio, morre também a essência do sacerdócio.

Não significa que o sacerdote não se sentirá cansado em algum momento, mas se este sentimento perdurar pode se tornar um problema mais profundo. Por exemplo, a não coerência com seu chamado.

É preciso revitalizar, ou seja, inflar com vida a paternidade desse sacerdote.

Insônia

A Insônia tende a ser um problema com difícil resolução, pois, na vida sacerdotal,  pode ser advinda de outras situações problemáticas, ou simplesmente, de uma vida descompensada em várias áreas: física, psicológica e, certamente, da vida espiritual. 

É certo que o sacerdote, a exemplo do próprio Cristo, é chamado a desgastar-se para gerar vida para a Igreja. Contudo, é o próprio Espírito Santo que o conduz à justa medida.

Portanto, se existe uma insônia advinda de uma vida doada, o próprio Deus há de dar o descanso necessário, pois Ele mesmo disse:

“Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas.Porque meu jugo é suave e meu peso é leve”.

Porém se é algo causado pela má qualidade de vida do sacerdote ou por qualquer inquietação, é preciso adentrar em si mesmo. Em todos os âmbitos que compreende a psicologia e espiritualidade da vida consagrada.

Uma revitalização certamente trará a quietude em todos os momentos do dia, inclusive durante a noite.

Abandono à vida de Oração

Se existe um grande perigo para a vida sacerdotal é a falta de oração. Como disse o Papa Francisco, no discurso aos sacerdotes e membros da Cúria da Arquidiocese de Valência, na Espanha, em 21 setembro 2018:

“O sacerdote é homem de oração. Um sacerdote sem vida de oração não vai muito longe. […] Dessa relação de amizade com Deus se recebe a força e a luz necessária para enfrentar todo apostolado e missão, pois aquele que foi chamado vai se identificando cada vez mais com os sentimentos do Senhor e suas palavras e ações adquirem o sabor puro do amor de Deus”.

Dessa maneira, é urgente que se encontre motivos e meios para o cultivo da vida de oração.

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Sexualidade em perigo

A sexualidade de um sacerdote precisa ser vista e vivenciada sob a ótica do casamento entre Cristo e sua Igreja. O sacerdote é aquele que se entrega à Igreja buscando santificá-la para Deus.

Dessa forma, se a sexualidade na vida sacerdotal está fugindo dessa dimensão para atender a prazeres meramente carnais, pode ser um indício de que sua sexualidade está atendendo a apelos egoístas e não promovendo a vida.

A forma como um sacerdote promove a vida com a sua sexualidade é, acima de tudo, espiritual e precisa estar em acordo com o seu estado de vida.

Irritabilidade

Assim como a insônia, a irritabilidade pode ser advinda de várias realidades, desde a descompensação hormonal à falta de virtude.

Um sacerdote manso e sereno é a prova de uma vida espiritualmente equilibrada na sua vida sacerdotal. Pois toda desordem externa em nossas vidas é prova de uma interior.

Portanto, todo sacerdote, para bem atender ao chamado de Deus, precisa olhar para si mesmo e identificar aquilo que precisa de uma nova vida, ou seja, de revitalização.