Qual o significado do hábito religioso?

Ao longo dos milênios, o hábito religioso permeou a história da humanidade, moldando culturas, crenças e valores. E desde os primórdios das civilizações, a busca por significado e conexão com algo maior, tem moldado diversas práticas e tradições que continuarão a influenciar a vida de milhões de pessoas em todo o mundo.

Mas qual o verdadeiro significado do hábito no contexto da vida religiosa? E o que o torna tão relevante? Neste blog post, embarcaremos em uma jornada para desvendar o mistério do hábito religioso, explorando seus diversos aspectos e seu impacto na vida religiosa.

E, então, você está preparado? Não deixe de ler até o fim!

Aspectos fundamentais do hábito religioso

No cerne da experiência religiosa, encontramos fé e crença, elementos que servem como base para a construção de uma visão de mundo e um modo de vida. Logo, através de ritos e práticas, a fé se manifesta de forma tangível, conectando o indivíduo com o transcendente e com a sua comunidade religiosa.

É justamente o senso de comunidade e pertencimento, um aspecto fundamental do hábito religioso. E no ambiente religioso, compartilhar com outros indivíduos crenças, valores e até mesmo o uso do hábito gera laços de apoio mútuo, conforto e identidade. Dessa forma, através da fé, as pessoas encontram um grupo com o qual se identificam e se sentem acolhidas.

Portanto, na busca por significado e propósito, a religião oferece respostas a questionamentos existenciais sobre a vida, a morte, o universo e nosso lugar nele. Logo, a religião fornece um norte, uma estrutura que ajuda a vida consagrada a navegar pelas complexidades da vida e encontrar sentido em suas experiências.

O hábito religioso na vida religiosa

A veste religiosa transcende a mera vestimenta; representa um sinal visível da profunda jornada espiritual empreendida por homens e mulheres que dedicam suas vidas à fé.

Logo, na vida religiosa, o hábito assume um papel multifacetado, entrelaçando-se com os pilares da vida consagrada: fé, comunidade e transformação. Vamos entender isso melhor!

#Um sinal de consagração e fé

O hábito religioso é, antes de tudo, um símbolo de consagração, uma marca externa que proclama a entrega total de si mesmo a Deus (cf. Código de Direito Canônico 669). Sendo assim, ao vestir o hábito, o religioso ou religiosa se despoja da identidade secular e abraça uma nova vida, pautada pelos valores evangélicos e pela obediência aos votos de pobreza, castidade e obediência.

#Hábito religioso: comunhão e identidade

Mais do que um mero símbolo individual, o hábito religioso também representa a comunhão com a comunidade à qual o religioso pertence. Logo, ele é considerado como um emblema da identidade de um determinado instituto religioso, unindo seus membros sob um mesmo ideal e missão.

#Testemunho de pobreza

O hábito religioso, em sua simplicidade e modéstia, torna-se um testemunho vivo da pobreza evangélica, um lembrete constante do desapego aos bens materiais e da adesão a uma vida austera e despojada. É um chamado à humildade, à compaixão e à solidariedade com os mais necessitados.

#Diversidade e tradição no hábito religioso

A Igreja Católica reconhece a riqueza da diversidade no que se refere ao hábito religioso das diferentes Ordens e Congregações religiosas. E cada hábito possui suas cores, seus simbolismos e sua história, que refletem a espiritualidade e a tradição específica de cada instituto.

Além disso, dentro do mesmo Instituto ou Congregação, as cores do hábito religioso podem mudar a fim de identificar a etapa de formação em que o religioso ou religiosa se encontra.

#Hábito religioso: adaptação e discernimento

Embora o uso do hábito seja obrigatório para religiosos e religiosas dentro da maioria das Ordens e Congregações religiosas, a Igreja também reconhece a importância da adaptação em situações excepcionais.

Neste sentido, a Igreja afirma: “O hábito religioso, como sinal de consagração, seja simples e modesto, simultaneamente pobre e condigno”. Além disso, “consentâneo com as exigências da saúde e acomodado às condições de tempo e lugar e às necessidades do ministério. O hábito, masculino ou feminino, que não estiver em harmonia com estas normas, deve ser mudado” (Decreto Perfectae Caritatis, sobre a conveniente renovação da vida religiosa).

 Logo, o discernimento e o bom senso devem nortear as decisões sobre o uso do hábito em cada contexto.

#Hábito religioso: um selo de identidade

O hábito religioso também se torna um selo de identidade, um símbolo que o distingue no mundo secular e o conecta a uma comunidade de fé. É um lembrete constante da vocação à qual ele foi chamado e da missão que deve cumprir no mundo.

Hábito religioso: mais do que aparência

É fundamental ressaltar que o hábito religioso não possui um valor mágico ou intrínseco. Sua importância reside no testemunho de vida que o acompanha. Ou seja, o verdadeiro significado do hábito reside na coerência entre a vestimenta externa e a vida interior do religioso, marcada pela fé, pelo compromisso com os valores evangélicos e pela entrega à missão da comunidade.

O hábito religioso não apenas simboliza a consagração, mas também funciona como um lembrete constante da jornada de transformação pela qual o religioso ou religiosa passa. E ao vestir o hábito, ele ou ela se compromete a perseguir a santidade, a desenvolver suas virtudes e a buscar uma vida cada vez mais próxima de Deus.

O Concílio de Trento afirma: “Embora o hábito não faça o monge, é necessário que os clérigos sempre usem uma veste adequada à sua própria Ordem”. Ou seja, ainda que o hábito religioso não seja a causa da vida religiosa, ele ajuda o religioso ou religiosa a tornarem-se quem são na vida da Igreja.

Enfim…

As normas sobre o uso do hábito religioso podem variar de acordo com cada instituto religioso.

E o mais importante é que o hábito seja usado com discernimento, respeito e coerência com a vida religiosa.

Santa Marta ensina-nos a cuidar, rezar e amar

Certamente você conhece essa passagem bíblica na qual Jesus chama atenção de Santa Marta:

“Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada.”  (Lucas 10,41-42)

Contudo, temos o costume de ver o Evangelho de Lucas, em que Cristo adverte Marta sobre suas preocupações, apenas sob a lógica da dispersão. Porém, bem além da correção, Santa Marta é testemunha de quem busca viver um tripé evangélico do cuidado, da oração e do amor. 

Santa Marta e o cuidado com o lar

Imaginemos Santa Marta observando sua casa e sabendo que Jesus nela se encontra. Todos nós temos a sadia tendência  de desejar receber bem aqueles que amamos. E com Marta não foi diferente! Este cuidado expresso por ela nos recorda a importância do zelo com a casa familiar. Mas este cuidado doméstico também é oração e evangelização. Santa Marta expressa no interior deste evangelho o que o salmista afirma ao dizer: “o zelo por tua casa me consome” (Salmo 69,9). 

Portanto, neste primeiro momento, não podemos olhar para Marta como quem despreza o Cristo que a visita, mas como aquela que se consome pelo cuidado. Assim, o convite de Jesus, ao dizer que ela se preocupa com tantas coisas, é para que Santa Marta busque o justo equilíbrio através do essencial: a oração.

É necessário ao menos uma coisa…

Jesus fala a Marta de duas coisas: gerenciamento de tempo e concentração. Marta sabe cuidar do lar para amar os que por ele passam. Contudo, precisa aprender a dividir bem seu tempo para estar com os que ama, como, também, na oração, aprender a concentrar-se no Amado. 

Em Amoris Laetitia, o Papa Francisco afirma que se concentrar em Cristo é permitir que Ele unifique e ilumine toda a vida comum. E a união com Jesus na oração é a prova do equilíbrio cristão entre os afazeres do cotidiano que não deixam de ser missão e o cultivo da vida interior. Sendo assim, ao exortar Santa Marta de que apenas uma coisa lhe é necessária, Jesus a convida a estabelecer o ponto de partida da vida cristã que é a oração. E a partir deste ponto, exercer o cuidado e o serviço alcançado pela graça.

Conheça a Exortação Apostólica Amoris Laetitia sobre o amor na família

O que podemos aprender com Santa Marta

Com Marta, recebemos a certeza de que o Amor jamais nos será tirado. Sejam quais forem nossos esforços ou não, a boa parte jamais será privada da vida dos filhos de Deus. 

Além disso, o amor é também a feliz consequência de quem cuida e encontra com Cristo na oração. Em Jesus, o amor também é o remédio que pacifica todas as inquietações humanas. E é encontrando com o Amor que nossas preocupações se tornam esclarecidas e acalmadas.

Santa Marta está inquieta e preocupada, e aqui vemos outro lado deste evangelho: a preocupação nos dispersa. Talvez, junto ao cuidado do lar, estivesse também uma mulher querendo distrair-se diante de tantos problemas… E Jesus não a acusa ou culpa sua postura, mas aponta-lhe dois caminhos: a oração como necessidade, e o amor como conforto.

Santa Marta nos ensina a cuidar, rezar e amar e mostra-nos a determinação para encontrar o justo equilíbrio. Além disso, nos ensina o abandono na oração que gera um amor confortante capaz de fortalecer e pacificar o coração humano de todas as lutas e preocupações.

E, então, essa reflexão mudou algo em você? Então, compartilhe este texto para que mais pessoas façam essa experiência de mudança de mentalidade vivendo o tripé evangélico do cuidado, da oração e do amor que Jesus ensinou a Santa Marta. 

Reze esta oração à Santa Marta!

Ó gloriosa Santa Marta, entrego-me confiante em vossas mãos, esperando o vosso amparo. Acolhei-me sob a vossa proteção, consolai-me nos meus sofrimentos. 

Pela felicidade que tivestes em hospedar em vossa casa o Divino Salvador do mundo, consolai – me em minhas penas. Intercedei hoje e sempre por mim e por minha família, para que tenhamos o auxílio de Deus Todo-Poderoso nas dificuldades da nossa vida.

Suplico-vos, gloriosa santa, que em vossa grande bondade, me consigas especialmente a graça que ardentemente vos peço e que tanto preciso (fazer seu pedido).

Rogo-vos que me ajudeis a vencer todos os obstáculos que se apresentarem no meu caminho, com a mesma sinceridade e fortaleza que vós tivestes ao transpassar o dragão que tendes em vossos pés.

Santa Marta, rogai por nós. Amém.

Conheça os santos patronos da Copiosa Redenção

Toda Congregação religiosa possui seus santos patronos. E com a Copiosa Redenção, não é diferente. Nossos santos patronos, que são um auxílio espiritual para a vivência da nossa vocação, são: Maria Mãe da Divina Graça, São José, Santo Afonso Maria de Ligório, Santa Teresinha do Menino Jesus e o Beato Gennaro Maria Sarnelli.

Cada um desses santos possui características e virtudes que se entrelaçam com o carisma da congregação, inspirando e guiando cada irmã e irmão religioso na sua missão de evangelizar e promover a redenção. Ou seja, a escolha dos santos patronos da Copiosa Redenção não foi aleatória, mas possui uma história inspiradora.

O que são Santos Patronos?

No universo da fé católica, os santos patronos, também chamados de “santos padroeiros”, ocupam um lugar especial. Assim, eles são figuras sagradas, reconhecidas por sua santidade e virtudes exemplares, que são escolhidos para proteger e inspirar pessoas, profissões, grupos específicos ou até mesmo lugares.

Neste sentido, Nossa Senhora Aparecida é a Padroeira do Brasil; São Francisco de Assis é o Padroeiro dos animais e da ecologia, enfim, essa lista é infindável!

Logo, a tradição de venerar santos padroeiros remonta aos primeiros séculos do cristianismo. As comunidades cristãs, em busca de proteção e intercessão divina, elegem santos patronos que representam valores e características que lhes são importantes. E com o tempo, essa prática se consolidou e se tornou uma parte fundamental da fé católica.

Portanto, ter um santo padroeiro significa ter um guia espiritual, um modelo de fé e um intercessor junto a Deus, que nos ajuda com sua intercessão em nossas necessidades e desafios.

O Carisma da Copiosa Redenção

Mas antes de falarmos sobre a inspiração que os santos patronos exercem sobre os religiosos e religiosas da Copiosa Redenção, cabe um breve resgate sobre nossa história e Carisma.

A Copiosa Redenção foi fundada em 1989 pelo Padre Wilton Moraes, que já vive sua Páscoa Eterna. E a sua missão principal, ou seja, seu carisma, é acolher e acompanhar pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente aquelas que lutam contra o vício em drogas e outras dependências.

Logo, o carisma da Copiosa, como um dom que nos foi concedido por Deus para a nossa vivência, tem como centro de vida a Adoração ao Santíssimo Sacramento. Portanto, é na Adoração a Jesus Sacramentado que cada irmão e irmã da Copiosa Redenção busca fortalecer sua união com o Cristo Redentor e receber força para sua missão. Aliás, esse pilar do Carisma surgiu a partir da devoção do nosso fundador a um dos nossos santos patronos. Descubra!

Santos Patronos da Copiosa: Maria Mãe da Divina Graça – um amor maternal e protetor

A devoção a esse título mariano dentro da Copiosa, se deu a pedido do então Bispo da Diocese de Ponta Grossa, no Paraná, Dom Geraldo Pellanda, onde a Congregação foi fundada.

Ele pediu para que trouxéssemos junto ao nosso título o nome de Maria Mãe da Divina Graça, o que foi expressamente e amavelmente acolhido pelo nosso fundador, Pe. Wilton. Sendo assim, a Copiosa foi fundada com o nome de Congregação das Irmãs da Copiosa Redenção Filhas de Maria Mãe da Divina Graça.

Portanto, a devoção à Maria Mãe da Divina Graça representa a devoção mariana que permeia a Copiosa Redenção entre os seus santos padroeiros.

Desse modo, Maria, a mãe de Jesus Cristo, para cada Irmã e Irmão religioso é modelo de amor, compaixão e intercessão na missão com os dependentes químicos que a Congregação acompanha.

A congregação recorre a Maria Mãe da Divina Graça como guia e protetora, buscando em sua graça a força para viver o Evangelho e levar a mensagem de redenção ao mundo.

São José, pai adotivo de Jesus é também um dos nossos santos patronos

Dentro da Copiosa Redenção, São José é o Patrono das Vocações e da Providência. Logo, o pai adotivo de Jesus é para nós exemplo de fidelidade e obediência à vontade de Deus.

Como operário, artesão e carpinteiro, ele adotou por livre e espontânea vontade o papel de ser pai de Cristo, nosso Senhor, perante a Lei dos patriarcas. E assim proveu todas as necessidades materiais do Filho de Deus feito homem.

Por isso, a ele rogamos para que nos alcance a providência divina junto às nossas casas pastorais e de recuperação.

E como foi que São José tornou-se um dos nossos santos protetores? Essa devoção veio com uma de nossas primeiras Irmãs religiosas: a Irmã Maria Motta – nossa co-fundadora.

Mais um dos nossos santos patronos: Santo Afonso Maria de Ligório

Para falarmos sobre como Santo Afonso, bispo e doutor da Igreja, nos inspira como um dos nossos padroeiros, voltemos um instante à história da Copiosa Redenção.

Padre Wilton, nosso fundador, foi um sacerdote Redentorista que recebeu de Deus a missão de fundar a Copiosa Redenção. Dessa forma, a Copiosa Redenção faz parte da grande família Redentorista, algo que fica muito explícito já no seu próprio nome.

Logo, o fundador dos Redentoristas, ou melhor, da Congregação do Santíssimo Redentor, é ninguém mais do que Santo Afonso Maria de Ligório!

A exemplo de Jesus Cristo, Santo Afonso anunciava a Boa Nova do Reino de Deus e Redenção aos pobres e àqueles que vivem à margem da sociedade do seu tempo. E ao fundar os Redentoristas ele expressou que todo sacerdote deveria ser memória viva do Redentor. Mas o que significa isso? Que cada redentorista deveria ser no hoje o mesmo agir do Santíssimo Redentor.

E para a Copiosa Redenção, tendo Santo Afonso como um de seus santos padroeiros, significa colocar esse seu ensinamento em prática. E fazer acontecer a Copiosa Redenção na vida daqueles que se encontram em processo de destruição por meio das drogas.

Santa Teresinha do Menino Jesus também é nossa padroeira

Santa Teresinha do Menino Jesus, carmelita francesa, é conhecida por sua “pequena via do amor”, que consiste em amar a Deus nas pequenas coisas do dia a dia. E assim, sua simplicidade, humildade e confiança na misericórdia divina inspiram os membros da Copiosa Redenção a viver com amor e simplicidade a entrega total a Deus.

Além disso, a Igreja declarou Santa Teresinha Padroeira das Missões, e na Copiosa Redenção ela é invocada como patrona da formação. E o motivo é simples: Pe. Wilton era muito devoto dessa santa que está entre os nossos padroeiros. Ao se deparar com uma fotografia real de Teresinha sorrindo, ele testemunhou: “Esse sorriso nunca se afastou de mim”.

E ao longo do seu sacerdócio, amadurecendo sua amizade com Santa Teresinha, ele reconhecia o amparo e proteção dela em sua vocação. Portanto, com ela, ele afirmava que descobriu que “a santidade é um caminho de amor, é uma resposta de amor”.

E assim confiou à intercessão de Santa Teresinha também a formação dos religiosos e religiosas da Copiosa Redenção.

Beato Gennaro Maria Sarnelli

Gennaro Maria Sarnelli era sacerdote contemporâneo de Santo Afonso Maria de Ligório. Logo, acompanhou e defendeu a fundação da Congregação dos Missionários do Santíssimo Redentor (Redentoristas), na qual ingressou em 1733.

E assim ele deixou um legado de 30 escritos, entre meditações, teologia mística, direção espiritual, leis, pedagogia, temas morais e pastorais. 

Devido a seus trabalhos sociais em defesa da mulher, é considerado um dos mais importantes autores que tratou deste assunto na Europa, na primeira metade do século dezoito. E ele se tornou Patrono do Carisma da Recuperação, justamente em virtude do trabalho que realizava com as mulheres prostituídas.

No dia 12 de maio de 1996, o Papa João Paulo II o beatificou e sua festa litúrgica é celebrada no dia 30 de junho.

Una-se aos santos patronos da Copiosa Redenção

Crescer na amizade com os nossos santos patronos pode ser inspirador também para a sua vida. Que tal começar com esta oração?!

Ó santos patronos da Copiosa Redenção, Santa Teresinha, Santo Afonso de Ligório, São José, beato Gennaro Maria Sarnelli e Santa Maria Mãe da Divina Graça. Intercedei por nós e ajudai-nos a viver com fidelidade a Cristo, levando a todos a sua mensagem de amor e redenção. Inspirai-nos com vosso amor, vossa fé, vossa esperança e perseverança. Pedimos também vossa intercessão pelas vocações da congregação Copiosa Redenção e por todos aqueles que são alcançados pelo trabalho pastoral e evangelizador. Amém.

Sou casado(a), posso me consagrar?

O chamado à santidade brota no coração de cada fiel, não apenas dos religiosos, mas também dos casados, impulsionando-os a buscar uma relação cada vez mais profunda com Deus. Logo, para muitos casais católicos, surge a dúvida: mesmo sendo casado(a), existe algo além do matrimônio que possa viver na Igreja? E a resposta é um sim convicto!

A vocação à consagração leiga se apresenta como um caminho de entrega radical a Deus, vivido no seio do matrimônio, elevando-o a um patamar ainda mais sublime.

Casado(a): a beleza e a sacralidade do matrimônio

O matrimônio, instituído por Deus e elevado por Cristo à dignidade de sacramento, é um mistério de amor e união entre um homem e uma mulher. Nele, os cônjuges se tornam um só corpo e um só espírito, imagem viva do amor de Deus pela humanidade.

Ou seja, o matrimônio, em si mesmo, é um dom divino que une homem e mulher em uma só carne, refletindo a união de Cristo com a Igreja. É um dom divino que permite viver o amor de Deus de forma concreta e fecunda. Através do sacramento do matrimônio, o casal se torna um só corpo em Cristo, imagem e semelhança da Santíssima Trindade.

É um chamado à santidade mútua, um caminho de crescimento espiritual trilhado a dois e de entrega generosa ao outro.

Sendo assim, na vivência fiel do matrimônio, o homem e a mulher se tornam instrumento de Deus para a construção de um lar santo. E um lar onde o amor, o perdão e a misericórdia devem se fazer presentes.

A vocação à consagração leiga: o chamado a um amor ainda mais profundo

Para aqueles casais que vivem o sacramento do matrimônio e que sentem um chamado interior a uma entrega ainda mais profunda a Deus, a consagração leiga se apresenta como uma vocação específica.

Trata-se de uma doação total de si a Deus, vivida no estado de vida laical, sem a necessidade de romper os laços conjugais. E através da profissão dos conselhos evangélicos – pobreza, castidade e obediência – os casais consagrados se colocam à disposição de Deus para servir à Igreja e ao próximo, buscando a santidade no seio da família e na comunidade.

Portanto, viver o matrimônio com amor, fidelidade e abertura à vida é um caminho de santidade que pode levar o homem e a mulher casado(a) à consagração leiga. Através da entrega mútua, do serviço um ao outro e da busca pela vontade de Deus, o casal se torna um sinal do amor de Deus no mundo.

Mas como se vive a consagração leiga dentro do matrimônio?

Pobreza: A pobreza na vida do homem e da mulher casado(a) e consagrado não significa viver na miséria ou abrir mão de todos os bens materiais. Mas significa usar os bens com responsabilidade e generosidade, buscando sempre o Reino de Deus em primeiro lugar.

Castidade: A castidade no matrimônio significa viver o amor conjugal de forma pura e santa, buscando sempre a união plena com o cônjuge e a abertura à vida.

Obediência: A obediência na vida leiga consagrada significa viver a vontade de Deus, buscando sempre seguir os ensinamentos de Jesus Cristo e da Igreja.

Casado(a) e consagrado em comunidade: vivendo a fé em união com irmãos e irmãs

A vivência da consagração leiga se enriquece ainda mais quando inserida em uma Congregação Religiosa ou Comunidade de Vida.

Logo, nesses ambientes, os casais consagrados encontram um recinto de apoio mútuo, formação espiritual e partilha de experiências, em que podem crescer juntos na fé e no amor a Deus. A vida em comunidade para o homem e a mulher casado(a) se torna um testemunho concreto da unidade e do amor que o Senhor deseja para todos os seus filhos.

Um chamado para todos os estados de vida

É importante ressaltar que a consagração leiga não se resume à vivência em comunidade. Portanto, muitos homens e mulheres casados(as) e consagrados vivem sua vocação no seio da família, santificando seu matrimônio e irradiando a luz de Cristo no mundo.

A vocação à santidade é universal e a consagração leiga se apresenta como um caminho fecundo para que os casais, unidos pelo amor sacramental, respondam ao chamado de Deus a uma vida plena de entrega e amor.

Casado(a) e consagrado: um discernimento cuidadoso e acompanhamento espiritual

Para discernir se a consagração leiga é o caminho certo para o homem e mulher que são casados, é fundamental um processo de discernimento cuidadoso, acompanhado por um diretor espiritual experiente.

Logo, através da oração, do estudo da Sagrada Escritura e da reflexão sobre a própria história de vida, o casado(a) poderá discernir se essa vocação se ajusta à sua realidade e à vontade de Deus.

Afinal, a consagração leiga é um dom precioso que a Igreja oferece aos casais unidos pelo sacramento do matrimônio que desejam viver sua fé de forma radical, santificando seu matrimônio e se colocando a serviço do Reino de Deus.

Então, se você e seu cônjuge sentem um chamado interior a essa vocação, não hesitem em buscar orientação e aprofundar o discernimento. A vida consagrada pode ser um caminho de realização pessoal, conjugal e espiritual, conduzindo-os a uma união ainda mais profunda com Deus e com o próximo.

Enfim… um chamado para amar e servir

A consagração leiga do homem e da mulher casado(a) é um chamado a amar e servir a Deus e ao próximo. É um caminho de santidade que pode ser vivido por qualquer casal que deseje aprofundar sua fé e viver uma vida mais plena em Deus.

Portanto, se você é casado(s) e com o seu cônjuge sente um chamado à consagração leiga, procure um sacerdote ou um casal leigo consagrado para conversar e discernir sobre esse chamado. A Igreja está à disposição para ajudar os casais que desejam viver uma vida ainda mais próxima de Deus e da comunidade.

Lembre-se: a consagração leiga não é um caminho para quem busca “fugir” do matrimônio ou das responsabilidades da vida familiar. Pelo contrário, é um caminho para viver o matrimônio de forma ainda mais plena e profunda, colocando Deus no centro da relação e buscando sempre a santidade.

Aproveite para ler: 5 conselhos bíblicos para encontrar amizades verdadeiras

Como ser um leigo consagrado na Copiosa Redenção?

Poucos sabem, mas a vocação do leigo consagrado também faz parte da Copiosa Redenção. Aliás, a presença do leigo consagrado sempre foi ativa e contribuiu de várias formas para o desenvolvimento da Congregação.

Então, se isso é novidade para você ou se você pensa em ser um leigo consagrado, este conteúdo é para você!

Leigo consagrado: um chamado à santidade no coração do mundo

Na Igreja Católica, floresce uma vocação singular: o leigo consagrado. Homens e mulheres que, sem serem ordenados sacerdotes ou religiosos, decidem dedicar suas vidas a Deus de maneira radical. Seguindo os Conselhos Evangélicos de: Pobreza, Castidade e Obediência, segundo o seu estado de vida. 

E no seio do mundo, o leigo consagrado é chamado a ser um testemunho vivo de Cristo, a ser fermento no mundo, testemunhando o Evangelho através de sua vida e ações.

Neste sentido, atua em diversos campos da sociedade e contribui para a construção de um mundo mais justo e fraterno, seja na educação, na saúde, no trabalho social, artes ou qualquer outra área.

Existe diferença entre o leigo consagrado e a vida religiosa?

Embora ambos sigam os mesmos conselhos evangélicos, o leigo consagrado se distingue dos religiosos por alguns aspectos. E são eles:

Vida no mundo: os leigos consagrados vivem no mundo, inseridos na sociedade e em suas profissões seculares. Já os religiosos geralmente vivem em comunidades mais reservadas, como mosteiros ou conventos.

Vínculo institucional: os leigos consagrados se vinculam a uma associação pública de fiéis (instituto secular), uma ordem ou congregação religiosa, com o fim de exercer seu serviço e contribuição na Igreja dentro do seu estado de vida, e auxiliando também o Instituto a comprir com êxito sua missão. Enquanto os religiosos fazem parte de uma ordem ou congregação religiosa, com um estado de vida e carisma específico. 

Vocação específica: cada instituto possui uma vocação específica que direciona o apostolado dos seus membros, como a educação, a saúde, o cuidado com os mais pobres ou a evangelização. As ordens e congregações religiosas também possuem carismas próprios, mas com um foco mais amplo.

Como surgiu o leigo consagrado na Copiosa Redenção

Na história da Copiosa Redenção, a vivência dos leigos é anterior ao surgimento das Irmãs. Porém, a primeira consagração se deu a partir do ano de 2004.

Em 1987, Padre Wilton Moraes Lopes sentiu-se tocado pela ação de Deus. Foi ao ministrar um retiro para um grupo de jovens, na cidade de Vitória/ES, que esse sacerdote redentorista viu uma garota se aproximar de Jesus no Santíssimo Sacramento e depositar um pacote de drogas no altar. Naquele momento, aquele que seria o fundador da Copiosa Redenção, sentiu o Senhor falar em seus ouvidos para que trabalhasse com os dependentes químicos.

Logo, ele começou a dar os passos iniciais para concretizar aquilo que era da vontade de Deus. E para a realização deste apelo do Senhor, Padre Wilton convidou a senhora Maria Moreira da Mota, viúva e com seus 56 anos de idade. E ela se tornou a primeira leiga consagrada da congregação, originando-se assim o Instituto Secular Servas de Maria da Copiosa Redenção.

Um ano depois, Padre Wilton convida também Ione Strozzi e Ruth Marina da Silveira para se juntarem a este projeto de amor e redenção.

O papel do leigo consagrado na Copiosa Redenção

Dentro da Copiosa Redenção, o leigo consagrado é chamado a ser intercessor e servidor de Cristo Redentor, que é fonte de copiosa redenção.

Logo, o leigo consagrado na Copiosa Redenção compromete-se em interceder principalmente pelos dependentes químicos em cada Adoração. Além disso, é chamado a ser presença disponível nos serviços que se fazem necessários nas comunidades da Congregação e na Igreja de modo geral, como por exemplo, os grupos de apoio aos dependentes das drogas e suas famílias.

É chamado também a trabalhar preventivamente junto às famílias de sua comunidade, especialmente àquelas que oferecem riscos potenciais na dependência das drogas. Isso diante de evidências de desestabilização familiar como, por exemplo, a de membros próximos já vivenciando a dependência das drogas.

A espiritualidade do leigo consagrado da Copiosa Redenção

O objetivo do leigo consagrado na Copiosa Redenção é configurar-se com Cristo através do Carisma próprio da Congregação. Ou seja, o cuidado com o dependente químico e a Adoração, intercedendo pela sua recuperação.

E sobre isso o nosso fundador afirmou: “O Carisma da Copiosa Redenção não está no sucesso do fazer, mas na perseverança de uma oração que não cessa, de uma fome sempre presente, de uma sede sempre infinita de trazer os nossos irmãos e irmãs marginalizados e destruídos pelas drogas para a fonte da Copiosa Redenção”.

Desta forma, o leigo consagrado é chamado a algumas práticas de vida e espirituais:

● Participar da Santa Missa diária e se não for possível, dominical;

● Receber tanto quanto possa o Sacramento da Eucaristia;

● Fazer uma hora de Adoração semanal ao Santíssimo Sacramento;

● Oração diária do Santo Terço Mariano;

● Rezar a Liturgia das Horas;

● Praticar a Lectio Divina;

● Fazer confissão sacramental pelo menos uma vez por mês;

● Participar de Retiros espirituais e bem como de Retiro formativo;

● Devoções: a Maria Santíssima sob o título de Maria, Mãe da Divina Graça; a São José; às Almas Benditas do Purgatório; a São Pe. Pio de Pietrelcina (Padroeiro do Leigo consagrado da Copiosa Redenção); a Santa Teresinha do Menino Jesus; e a Santo Afonso Maria de Ligório.

● Ter fidelidade ao carisma da Copiosa Redenção;

● Participação efetiva do seu grupo de partilha e estudo;

● Fazer uso contínuo da cruz, símbolo de consagração do leigo.

Critérios para ser um leigo consagrado da Copiosa Redenção

Antes de tudo, a pessoa deve sentir o chamado de Deus para participar desta Obra. Este é o primeiro passo para confirmar a vocação de leigo consagrado na Copiosa Redenção.

Mas isso não é tudo! É preciso ter mais de 18 anos, sentir uma identificação com o carisma da Congregação; ter vida sacramental; ter comprometimento com a Igreja católica e obediência ao Papa.

Além disso, ter amor à Igreja, espírito de obediência, oração, humildade e coerência de vida.

Cumprindo esses requisitos, o candidato faz um acompanhamento vocacional de 2 a 3 anos para o discernimento da sua vocação. E durante seu acompanhamento, o leigo deve acompanhar as formações propostas pela equipe de formação, além do estudo pessoal aprofundando o Carisma da Congregação.

Logo, terminado o período formativo, o leigo, após avaliação da equipe de coordenação, faz sua consagração na Copiosa Redenção fazendo suas promessas de pobreza, obediência e castidade, segundo seu estado de vida.

Então, o leigo consagrado é inserido em um grupo composto por outros leigos na sua região ou em outra localidade próxima. Sendo que cada grupo local se reúne pelo menos uma vez ao mês, para tratar de assuntos específicos do grupo, reflexão de temas propostos pela equipe formativa e de temas relacionados ao Carisma e Espiritualidade da Copiosa Redenção.

Os encontros são realizados de forma presencial, porém, se houver impossibilidade, o leigo consagrado pode acompanhar o encontro online. Contudo, deve haver da parte do leigo o compromisso e a responsabilidade na participação assídua e ativa nos grupos.

E, então, ficou interessado em fazer o acompanhamento vocacional para ser um leigo consagrado na Copiosa Redenção? Fale conosco AQUI!

5 conselhos bíblicos para encontrar amizades verdadeiras

Se até Jesus procurou amizades verdadeiras para andarem com Ele, imagina nós que temos a necessidade de conviver com outras pessoas e que fomos criados para estar em comunidade! Portanto, é comum estarmos sempre em busca de boas amizades. Além disso, amizades verdadeiras são um tesouro, e quem encontra um amigo é uma pessoa abençoada. 

Deus nos ensinava sobre a preciosidade da amizade já no Antigo Testamento ao dizer: “amigo fiel é proteção poderosa, e quem o encontrar, terá encontrado um tesouro. Amigo fiel não tem preço, e o seu valor é incalculável. Amigo fiel é remédio que cura, e os que temem ao Senhor o encontrarão” (Eclo 6,14-16).

Porém, fique alerta, pois nem todas as relações servem como uma boa amizade aos olhos de Deus. Precisamos ser sensatos e andar com pessoas que nos levam para o Céu, que nos inspiram atitudes santas. Logo, em um mundo de tantas enganações, precisamos escolher com sabedoria com quem andamos. 

Portanto, é na Bíblia, a Palavra de Deus, que achamos sábios conselhos que nos ajudam a avaliar e encontrar amizades verdadeiras. 

Reunimos 5 passagens que falam sobre isso. Continue a leitura!  

Para encontrar amizades verdadeiras é preciso ser leal

No livro de João, Jesus afirma que “não há maior amor do que dar a vida pelo amigo” (Jo 15,13). Portanto, a lealdade e a sinceridade são valores inegociáveis em uma amizade cristã. 

Um bom amigo não nos abandona em meio ao caos e às dificuldades. Ao contrário, amizades verdadeiras amam e doam sua vida pelo bem do outro, faz pelo amigo o que faria por si mesmo. Afinal de contas, é isso que Jesus nos pede: amai uns aos outros como Eu os amei (cf. Jo 13,34).

Uma amizade verdadeira faz o outro crescer 

“Perfume e incenso trazem alegria ao coração; do conselho sincero do homem nasce uma bela amizade” (Pr 27,9).

Muitos santos foram e tiveram bons amigos, como as amizades entre São Basílio e São Gregório ou São Francisco de Assis e Santa Clara. E certamente essas amizades foram o combustível que fizeram com que eles crescessem e seguissem firmemente o caminho do céu, alcançando a santidade. 

Portanto, amigos verdadeiros precisam instigar o melhor de nós, ser bons conselheiros e nos inspirar a sermos santos. 

Então, quando estiver fazendo uma nova amizade, ou avaliando as que já tem, observe quais os impulsos que ela os leva a ter, quais os conselhos esse amigo dá e se quando estão juntos, vocês seguem os princípios de Deus.

Amizades verdadeiras: reze um pelo outro 

A oração é a base de qualquer relacionamento, inclusive, e especialmente, a amizade. Afinal, a oração é um sinal de amor e generosidade, quando rezamos pelo outro, inclusive nós somos agraciados, mesmo sem esperar nada em troca.

“Depois que Jó orou por seus amigos, o Senhor o tornou novamente próspero e lhe deu em dobro tudo o que tinha antes” (Jó 42,10).

Portanto, para encontrar amizades verdadeiras esteja em oração. Reze a Deus por uma boa amizade e também reze pelos seus amigos, por aqueles que já tem e pelos que o Senhor está preparando. 

Amigos são amigos em todos os momentos

“Não é na prosperidade que se reconhece um amigo. Na prosperidade, até os inimigos são amigos, mas, na adversidade, até os amigos se afastam” (Eclo 12,8).

Observe quem está contigo, onde e quando. É nas adversidades que reconhecemos quem verdadeiramente gosta de nós e quer o nosso bem. 

E não se esqueça de ser amigo nas dificuldades. É comum reclamarmos que estamos sozinhos… Mas quando alguém precisa de nós, somos egoístas e ficamos fechados em nossas próprias preocupações. Portanto, sejamos nós aqueles que levam os outros para o céu!

E, por fim, em amizades verdadeiras não há abandono 

“Não abandones um velho amigo, pois o novo não o valerá. Vinho novo, amigo novo; é quando envelhece que o beberás com gosto” (Eclo 9,14-15).

Faça novos amigos, se empolgue com as alegrias de conhecer pessoas novas e diferentes, mas não se esqueça dos amigos verdadeiros que Deus já colocou em sua vida. 

E o óbvio: pessoas não são descartáveis e relacionamentos foram feitos para crescer e multiplicar. 

Lembre-se que, como diz Santa Teresa, as verdadeiras amizades são aquelas que “desejam ardentemente que o amigo tenha amor a Deus”. Portanto, baseie-se nesse princípio para encontrar bons amigos. 

Enfim, peça a Deus que, além de ter grandes e boas amizades, você também seja um bom amigo, alguém que leva o outro rumo à santidade. 

Santos Juninos: tradição, espiritualidade e evangelização

No Brasil, este mês é marcado pelas festas de três grandes santos juninos: Antônio de Pádua, João Batista e Pedro apóstolo. A tradição ganha os lares, o que faz dessa época uma oportunidade para reavivar a espiritualidade nos corações e evangelizar. 

Logo, no Nordeste do país, onde as comemorações têm mais força, bandeirolas coloridas já começam a ser penduradas pelas ruas no fim de maio, indicando que o mês dos Santos Juninos está chegando. 

E os festejos juninos estão entre as celebrações brasileiras mais populares, regado a comidas feitas à base de milho, fogos de artifício, novenas e brincadeiras. Por isso, separamos alguns destaques sobre a devoção aos grandes santos de junho.

Santos Juninos: Santo Antônio de Pádua (ou de Lisboa) – 13 de junho

Nascido por volta do ano de 1195, em Lisboa, em Portugal, Santo Antônio tinha o nome de batismo de Fernando Bulhões. Foi ordenado padre entre os Cônegos Regulares de Santo Agostinho e chegou a encontrar São Francisco de Assis e se transferiu para a Ordem dos Frades Menores.

Entre os brasileiros, é conhecido como o “fazedor de milagres”, o “santo dos pobres” e, principalmente, como o “santo casamenteiro“. Na história do Santo, se destacam o estudo da doutrina e o anúncio da Palavra nos grandes sermões que fazia. 

O “pãozinho de Santo Antônio”, distribuído em algumas igrejas e guardado em casa, para que não falte comida, também deve lembrar da necessidade do “Pão Espiritual”, a Eucaristia.

O “Martelo dos Hereges” morreu em Pádua, na Itália, no dia 13 de junho de 1231 e, menos de um ano depois, foi canonizado. Como preparação para sua festa, os devotos têm o costume de rezar a Trezena de Santo Antônio.

Santos Juninos:  24 de junho – São João Batista, o santo mais junino

Além do próprio Jesus e da Virgem Maria, João Batista é o único santo que tem o nascimento celebrado na liturgia da Igreja. É o Santo Junino mais conhecido e que, em boa parte dos casos, tem a maior festa.

Geralmente, as comemorações da data começam na véspera, na noite do dia 23, em torno da fogueira. A sabedoria popular narra que essas são acesas para lembrar uma fogueira feita por Santa Isabel, para anunciar à Maria o nascimento do filho.

Com um nome que significa “Deus dá a graça”, João teve a missão de preparar os caminhos do Senhor e os corações dos homens. Seu nascimento foi motivo de muita alegria para os pais que já tinham idade avançada, Zacarias e Isabel.

Nesta época, as quermesses e quadrilhas juninas podem ser uma forma de recordar a alegria desse nascimento. Os fogos, lançados no escuro, podem nos lembrar da missão que temos de levar a luz de Cristo a todos os lugares. E, claro, a participação na Santa Missa em honra à essa solenidade não pode ficar de fora.

Santos Juninos: 29 de junho – São Pedro

O dia de São Pedro e São Paulo marca o fim dos festejos juninos. Mas a festa segue até o último minuto, com fogueiras, comidas típicas, danças e procissões. Especialmente no Nordeste, os agricultores aproveitam a data para pedir chuva e uma boa colheita àquele que carrega a chave do Reino dos Céus.

Para os católicos, a solenidade é um convite a conhecer Cristo mais de perto e a professar, com fé, as mesmas palavras do primeiro Papa para Jesus: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16,16).

Pedro também é um exemplo de que não é apenas possível, mas necessário, levantar após uma queda na caminhada com Deus. Afinal, aquele que negou Cristo, após se arrepender, honrou a missão de guiar a Igreja primitiva até o seu martírio.

No período junino, também acontece, em algumas cidades, a procissão de São Pedro e Bom Jesus dos Navegantes, geralmente em barcos que navegam por rios ou mares. 

Nessa ocasião, devemos lembrar do chamado à evangelização, a sair da comodidade e lançar as redes em águas mais profundas. “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens” (Mt 4,19).

As festividades de São João no Brasil 

O toque da sanfona indica que é São João no Brasil. Nos lares, uma boa música tocando, um bolo de milho na mesa ou uma imagem dos Santos Juninos já são suficientes para lembrar que chegou a época dessa festa tão popular. 

Que aproveitemos as fogueiras acesas em homenagem aos santos para reacender a chama do verdadeiro Amor em nossos corações. Um Amor que deve ser anunciado com a humildade de Santo Antônio, com a firmeza de São João Batista e o ânimo de São Pedro. 

Dias dos namorados e Santo Antônio: qual a relação?

O dia dos namorados é uma data bem movimentada em todo o mundo. Porém, ela tem comemorações diferentes: 05 de fevereiro e 12 de junho. Além de contar com dois fortes intercessores: São Valentim e Santo Antônio. Conheça essa história!

Como surgiu o dia dos namorados

A origem do dia dos namorados é bem interessante e mais ainda que essa história está ligada à fé. Tudo começou no século III quando um bispo chamado Valentim realizou casamentos escondidos do Imperador Cláudio II, que queria os jovens na guerra.

Quando o Imperador descobriu, mandou executá-lo. Então, no século 7, o Papa Gelásio canonizou o padre Valentim e instituiu a data em 05 de fevereiro como o dia dos apaixonados em sua homenagem. Ou seja, o dia dos namorados é celebrado nesta data na maioria dos países.

Já no Brasil, a história é outra: O publicitário João Doria levou a data para o meio do ano porque precisava de um motivo especial para aumentar as vendas de uma loja que ele representava. A campanha conquistou o público e alavancou as vendas do comércio. 

Além disso, a solução de mudar para junho o dia dos namorados fez uma parceria perfeita com o dia de Santo Antônio, considerado o santo casamenteiro, comemorado no dia 13 de junho no calendário litúrgico. Vamos explicar o porquê dessa fama!  

Santo Antônio e o dia dos namorados

Santo Antônio foi um frade franciscano, do final do século XII, nascido em Portugal, mas viveu a maior parte de sua vida em Pádua, na Itália. Apesar de não falar especificamente sobre casamentos nos seus sermões, o santo fez mais do que pregar com relação a isso. 

Uma jovem pobre de Nápoles se ajoelhou aos pés da imagem do santo pedindo ajuda para conseguir um dote para casar. Diz a história que ela recebeu um bilhete indicando um comerciante para ajudá-la.

Mas que surpresa teve o comerciante: o bilhete dizia que ele desse a moça o peso do papel em moeda! Isso parecia bem simples, mas o peso chegou a 400 escudos de prata. E nessa hora, o comerciante se recordou que devia uma ajuda a Santo Antônio. Com o valor do dote conseguido, a moça casou-se.

Ainda existem outras histórias envolvendo o santo e casamentos. Por exemplo, uma jovem arremessou a imagem do santo pela janela com desgosto por não ser atendida em suas súplicas constantes. Mas a imagem atingiu um jovem que passava. Resultado: casaram-se.

Portanto, Santo Antônio conquistou a fama de casamenteiro! E são muitas as jovens que recorrem a ele através de novenas, trezenas, promessas e até fazem a imagem sofrer para alcançar um casamento. E o dia dos namorados conta, então, com esse bom intercessor.

Como celebrar sem comercializar!

Estar em um relacionamento é uma oportunidade de amadurecer. E se o namoro for cristão, então, é uma graça, porque há a presença de Deus para ensinar como viver e fazer cada coisa. Sendo assim, Jesus é a referência para todo relacionamento. 

E a gente comprova isso através do diálogo que Ele manteve com todos que se aproximaram. Ele era Deus, porém nunca se impunha, mas sempre dialogava. Foi assim com os apóstolos quando lhes perguntou: 

“E para vós, quem sou eu?” Da mesma forma com o cego: “Que queres que eu faça?” ou para Madalena: “Mulher, por que choras?”. Dessa forma, Ele nos ensina que o melhor do relacionamento é dialogar, conversar, saber do outro, ou seja, conviver, estar perto.

Por isso que o dia dos namorados não se limita ao comércio. Talvez o maior presente no mundo digital seja dar atenção consciente ao outro, sem interferências ou até mesmo presentes materiais. Sem esquecer, é claro, a comunhão com Deus.

Que tal esse subsídio: Livro sobre a Divina Providência é novo subsídio para a Pastoral do Dízimo – Dominus Comunicação

Conheça as características fundamentais de um namoro católico

O desejo de se relacionar é algo natural ao ser humano. Isso é parte do plano do Deus criador ao fazer o homem e a mulher seres complementares.  É certo e sadio o momento em que os jovens sentem uma curiosidade de relacionar-se com o sexo oposto, de descobrir a diversidade da obra de Deus, de conhecer melhor uma pessoa que não é igual a si, mas que o completa. 

O relacionamento é enriquecedor, é uma fonte de formação e edificação para o crescimento pessoal. 

O namoro

O namoro deve ser uma experiência que proporcione o    conhecimento sobre o outro. Entretanto, deve-se estar atento para não cair  em situações que não irão edificar ou contribuir para o crescimento dos dois. O meio social no qual estamos inseridos hoje pode nos influenciar negativamente, conduzindo-nos para comportamentos marcados pela sensualidade. Os veículos de comunicação estimulam , muitas vezes,  que jovens e adultos podem usar de outras pessoas como um objeto de prazer ou como um meio de satisfazer as próprias carências. Doutrinam, erroneamente, que não precisamos ter sentimentos pelo outros ou que não precisamos respeitar o sentimento alheio. .

O namoro católico  deve ser dedicado a esse conhecer um do outro, a fim de descobrir os sonhos pessoais, as lutas passadas e gostos que cada um cultiva, identificar afinidades. Namorar é ter amizade com seu par, abraçar, beijar, contudo, sem partir para a relação sexual, a qual faz parte da vida matrimonial, pois exige um compromisso responsável e perene pelo outro. . Um namoro assim pode oferecer  um futuro promissor que pode chegar ao noivado, uma etapa importante para o casamento.

No noivado, os jovens vivem um maior envolvimento entre a família de ambos, aqui os sonhos e etapas que demandam tempo devem ser planejadas, além da organização do casamento onde, abre-se um novo horizonte. Duas vidas distintas se tornarão uma única e feliz história de amor, que se realiza na doação de um ao outro até a morte.

Tudo tem seu tempo

Namorar não é escolher a primeira pessoa com que se deparou para tentar começar um relacionamento. É necessário esperar o tempo de Deus.  Se Ele te deu a vocação ao matrimônio, vai  realizar algo em sua vida por intermédio desse sacramento  com a pessoa certa, na hora certa. Por isso, espere o tempo de Deus e peça a Ele que prepare a pessoa certa para você. 

Busque sempre trilhar primeiro um caminho de amizade, para depois,  aos poucos, ir construindo um namoro. Namorar vai  muito além de estar ao lado do outro para compartilhar momentos felizes. O verdadeiro namoro cristão, o namoro católico,  nos leva para mais perto de Deus, motiva o casal a juntos estarem  a serviço da igreja e dos seus irmãos. 

Oração e relacionamento

Quando o casal está unido em oração, Deus auxilia a enfrentar situações difíceis de tentação. Ele auxilia para uma cura interior, que nos leva a escutar as Palavras do Senhor e nos fortalece nas situações difíceis.  

Você precisa de acompanhamento para tirar dúvidas sobre relacionamento? Procure um de nossos sacerdotes ou irmãs.

Conheça a devoção dos Corações de Jesus e de Maria 

Os Corações de Jesus e Maria são muito conhecidos, amados e venerados na Igreja e no mundo. Em junho, especialmente, são dedicados dois dias específicos em honra ao Sagrado Coração de Jesus (na sexta-feira) e logo após ao Imaculado Coração de Maria (no sábado seguinte).

Essa devoção é bastante antiga e também muito popular. Inclusive, Nossa Senhora em Fátima disse, através da aparição, que os Corações de Jesus e de Maria são o remédio para os males do nosso tempo. 

Portanto, devido à importância que essas devoções possuem, queremos  apresentar mais detalhes para você poder vivê-las em sua vida e ter um encontro real e verdadeiro com o amor de Deus e da Virgem Maria.

As devoções dos Corações de Jesus e de Maria são uma única solenidade?

Antes de tudo é importante dizer que, embora a devoção ao Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria sejam celebradas em datas diferentes, elas podem ser consideradas uma só.

Uma acontece na sexta-feira seguinte à semana de Corpus Christi – a solenidade do Sagrado Coração de Jesus; e no sábado, a solenidade do Imaculado Coração de Maria. Portanto neste ano serão nos dias 07 e 08 de junho. 

Estando tão próxima uma da outra, percebemos a união entre o coração de Mãe e do Filho que bate no mesmo ritmo, amando na mesma sintonia. Realmente, o amor do Coração do Filho é compartilhado pelo amor do Coração da Mãe.

Devoção ao Coração de Jesus 

Quando celebramos o Sagrado Coração de Jesus, adoramos Seu amor misericordioso por nós. Assim como explicou o Papa Pio XII, o Coração de Cristo é “símbolo do tríplice amor com que o divino Redentor ama continuamente o Eterno Pai e todos os homens”. 

A revelação desse Coração se deu através de uma religiosa, Santa Margarida Maria Alacoque, em 1673, durante uma celebração Eucarística. Deus comunicou-se com ela dizendo:

“Meu Divino Coração é tão apaixonado de amor pelos homens que, não podendo conter em si as chamas da sua ardente caridade, precisa da tua ajuda para difundi-las. Por isso, escolhi você para este grande desígnio”. 

Embora Margarida tenha vivenciado algo tão forte, a data só foi reconhecida muitos e muitos anos depois, em 1889, por Pio IX. Desde então, passou a ser celebrada sempre na primeira sexta-feira do mês após o Corpus Christi

O Papa Francisco também nos recorda de sempre procurar colo e conforto no Coração amoroso de Deus: “o Coração humano e divino de Jesus  é a fonte onde sempre podemos haurir a misericórdia, o perdão, a ternura de Deus”.

Devoção ao Imaculado Coração de Maria 

A devoção ao Imaculado Coração de Maria é mais recente e possui um propósito reparador. Ou seja, é uma devoção capaz de tratar as feridas causadas pela humanidade ao coração da Virgem Maria, concedendo salvação para essas almas. 

Tudo começou na segunda aparição de Nossa Senhora, em Fátima, no dia 13 de junho de 1917. Nessa aparição, a Virgem mostrou-lhes um coração ferido, envolto em espinhos, e disse que Jesus queria estabelecer no mundo a devoção ao seu Imaculado Coração. 

Sete anos depois, em uma nova aparição, Nossa Senhora revelou para Lúcia a ação reparadora que consiste em confessar-se, rezar o terço e receber a comunhão. Isso sempre nos 5 primeiros sábados de cada mês seguidos.

Milagres infinitos são concedidos aos devotos

Se alcançamos graças quando recorremos aos santos de nossa devoção, imaginemos o que acontece quando suplicamos aos Corações de Jesus e Maria?! Não há como medir, apenas acreditar que o milagre acontece sem demora.

Já que esses dois corações estão perfeitamente unidos à vontade do Pai e amam a natureza humana de forma incondicional. Se pedimos à Mãe, por exemplo, dificilmente o Filho recusa. Logo, somos contemplados com inúmeras graças.

Sendo assim, façamos o caminho da oração ao Coração de Jesus e Maria para alcançarmos o milagre tão desejado e, sobretudo, ofereçamos a conversão de nosso coração em consolo a todos os atos desagradáveis que esses dois corações sofrem constantemente.

Oração de devoção aos Corações de Jesus e de Maria 

Santíssimos corações de Jesus e de Maria,

unidos no amor perfeito,

como nos olhais com carinho e misericórdia,

consagramos nossos corações,

nossas vidas e nossas famílias a Vós.

Conhecemos que o belo exemplo de Vosso lar em Nazaré

foi um modelo para cada uma de nossas famílias.

Esperamos obter, com Vossa ajuda, 

a união e o amor forte e perdurável que Vós nos destes.

Que nosso lar seja cheio de alegria.

Que o afeto sincero, a paciência, a tolerância e o respeito mútuo

sejam dados livremente a todos.

Que nossas orações incluam as necessidades dos outros,

não somente as nossas,

e que sempre estejamos próximos dos sacramentos.

Abençoai todos os presentes e também os ausentes,

tantos os vivos como os falecidos;

que a paz esteja conosco, e, quando formos provados,

concedei a resignação cristã à vontade de Deus.

Mantende nossas famílias perto de Vosso Coração;

que Vossa proteção especial esteja sempre conosco.

Sagrados Corações de Jesus e de Maria, escutai nossa oração.

Amém.​