A Via Sacra é uma das mais antigas formas de se meditar a Paixão de Cristo. A expressão vem do latim e significa “caminho sagrado”: literalmente falando, nada mais é que o trajeto percorrido por Nosso Senhor com a Cruz às costas, desde o pretório de Pilatos, onde foi condenado à morte, até o Calvário, onde foi crucificado.
Segundo uma piedosa tradição, ninguém menos que a Virgem Maria teria dado início a este santo exercício: após a morte de seu divino Filho, seja sozinha, seja em companhia das santas mulheres, ela teria refeito constantemente a via crucis, isto é, o “caminho da Cruz”.
Seguindo o exemplo de Nossa Senhora, os fiéis da Palestina — e, no correr dos anos, numerosos peregrinos de todos os lugares do mundo — procuraram visitar aqueles santos lugares, cobertos pelo suor e pelo sangue de Jesus Cristo; e a Igreja, a fim de encorajar-lhes a piedade, abriu a esses peregrinos seus tesouros de bênçãos espirituais.
Via Sacra e indulgências plenárias
Como, porém, nem todos podem ir à Terra Santa, a Santa Sé autorizou que fossem erigidas, nas igrejas e nas capelas de todo o mundo, cruzes, pinturas ou baixos-relevos representando as tocantes cenas que se passaram na estrada verdadeira ao Calvário, em Jerusalém.
Ao permitir a construção dessas “estações”, como são chamadas, os Pontífices Romanos, que compreendiam toda a excelência e eficácia desta devoção, se dignaram também enriquecê-las de todas as indulgências que advinham de uma visita de verdade à Terra Santa.
Originalmente a Via Sacra é composta por 14 estações, no entanto o Papa João Paulo II foi quem sugeriu que fosse criada a XV estação para recordar a ressurreição de Jesus, a oração desse última estação é opcional aos fiéis.
Ainda hoje, segundo o Manual das Indulgências, “concede-se indulgência plenária ao fiel que fizer o exercício da via-sacra, piedosamente”, levando-se em conta o seguinte (conc. 63):
“O piedoso exercício deve-se realizar diante das estações da via-sacra, legitimamente eretas.
Requerem-se catorze cruzes para erigir a via-sacra; junto com as cruzes, costuma-se colocar outras tantas imagens ou quadros que representam as estações de Jerusalém.
Conforme o costume mais comum, o piedoso exercício consta de catorze leituras devotas, a que se acrescentam algumas orações vocais. Requer-se piedosa meditação só da Paixão e Morte do Senhor, sem ser necessária a consideração do mistério de cada estação.
Exige-se o movimento de uma para a outra estação. Mas, se a via-sacra se faz publicamente e não se pode fazer o movimento de todos os presentes ordenadamente, basta que o dirigente se mova para cada uma das estações, enquanto os outros ficam em seus lugares.”
Essa indulgência pode, ainda, ser lucrada todos os dias do ano e aplicar-se aos defuntos como sufrágio.
Se sempre devemos meditar os sofrimentos de nosso Redentor, a Quaresma, porém, é um tempo ainda mais propício para isso, especialmente nas suas duas últimas semanas, tradicionalmente denominadas de “Tempo da Paixão”.
No dia da Anunciação do Anjo à Nossa Senhora (25 de março), convidamos você a rezar a novena da Santa Gravidez da Virgem Maria. A oração foi composta pelo Padre Marlon Múcio e é muito difundida pela Irmã Zélia Garcia, religiosa da Copiosa Redenção. A Novena é para causas que parecem difíceis, impossíveis ou demoradas. Deve ser rezada diariamente, durante 9 meses: de 25 de março até 25 de dezembro, ou seja, da Anunciação até o Natal do Senhor; ou, então, em qualquer época do ano, por 9 meses ou em 9 dias consecutivos.
Em 2024, Padre Marlon e Irmã Zélia lançaram um livro contando a história da Novena e os testemunhos pessoais deles e de vários fiéis que alcançaram graças humanamente impossíveis por meio da oração desta Novena. Além do livro, foi escrito um ícone inspirado na visitação de Maria a sua prima Santa Isabel, que o Espírito Santo revelou ao Padre Marlon que ele tem um poder de exorcismo.
“Ouvi o Espírito Santo, nitidamente, dizendo para mim: “faça cópia da novena e divulgue, faça as pessoas conhecerem e rezarem a novena”. Então, obediente à voz do Espírito Santo, eu fiz cópias da novena e comecei a divulgar. Por muitos anos, segui divulgando e falando da novena, motivando as pessoas a fazerem, de 25 de março a 25 de dezembro, todos os dias”
(Trecho do relato da rmã Zélia no livro Novena em honra a santa gravidez de Nossa Senhora)
Causa impossíveis
Ao longo do livro, são relatados muitos testemunhos, como o de Ivonete Dubiela Cunha Bahls:
“Com 15 anos, meu filho estava em más companhias, com depressão e vício no álcool. Isso gerou muitas brigas e confusão. Então, iniciei a novena, pedindo para Nossa Senhora gestar ele, no seu ventre, e para São José adotá-lo como filho, levá-lo ao bom caminho e que ele sentisse o amor de pai, já que ele e meu marido brigavam muito. Foi aí que a graça veio! Todos os amigos de festa, também, foram convertidos. O Fábio se ajeitou, se casou na igreja, se formou e, hoje, é mestre em Matemática. Um filho maravilhoso!”
Ó Maria, Virgem Imaculada,/ Porta do Céu e a causa de nossa alegria,/ respondendo com generosidade ao anúncio do Arcanjo Gabriel,/ Vós pudestes dar curso ao plano de Deus para a minha salvação./ Vós fostes pela providência Santíssima,/ desde toda eternidade, constituída vaso de Eleição e moradia digna do verbo encarnado./ Pelo vosso “sim” e fidelidade ao Pai Celeste./ O Espírito Santo teceu em vossas entranhas,/ Nosso Senhor, Javé Salvador.
Eis que desejando que o Filho de Deus, que quis nascer de vós,/ nasça também em meu coração,/ e conceda-me o perdão de meus pecados./ Prostro-me aos vossos pés e vos imploro,/ Nossa Senhora Anquiropita, Aparecida e Rosa Mística, com todo fervor de minh’alma que vos digneis alcançar-me,/ de vosso Amadíssimo Filho, a graça que tanto necessito:
Ouvi minha súplica, ó Virgem Santíssima,/ Nossa Senhora de Caná e de Pentecostes./ Vós que, perante o Trono da Graça sois a “Onipotência Suplicante”./ Enquanto vou considerando com reverência e filial afeto/ todos os momentos de dor e de alegria,/ de desolação e de providência,/ que vos acompanharam em vossa bendita, augusta e singular gestação na qual trouxestes em vosso ventre o Filho de Deus Altíssimo. Mãe da obediência e medianeira de todas as graças,/ Vós esperastes o tempo necessário/ para trazer ao mundo o Rei do universo./ Eis que, com fé e fidelidade,/ aguardo a graça que vos suplico,/ embora me pareça muito difícil de acontecer./ Impossível ou até demorada para chegar./ Ajudai-me, pois, ó Mãe da ternura,/ Virgem do silêncio e da escuta,/ a sofrer em santa espera o tempo e as demoras de Deus,/ com sobriedade de vida,/ alegria e perseverança./ Fazei que eu jamais desanime ou seja pelo inimigo vencido./ Conduzi-me ao paraíso de Vosso Dulcíssimo Jesus e passai à frente,/ ó Mãe Desatadora dos Nós,/ de cada uma de minhas necessidades, perigos ou aflições,/ desatando e desembaraçando por vossa força e poder/ um dos nós que eu,/ o mundo ou o nosso inimigo comum/ causamos em minha vida, caminhada e vocação.
E se não bastassem os meus pedidos,/ Ó Senhora dos Remédios, do Bom Parto e do Perpétuo Socorro,/ ainda vos peço em virtude dos vossos cuidados e suplícios para com Jesus em Vosso ventre, por todas as mães grávidas, para que tenham uma boa hora,/ e também por todas aquelas que passam por uma gestação delicada,/ pelas que são atormentadas pela ideia de abortar seus filhos/ e pelas que não podem ou não conseguem tê-los./
Ó Senhora do Carmo, das Dores e da Defesa,/ Mão e colo que embalaram Jesus,/ consolai todas as mães/ que rezam pela volta de seus filhos/ ao lar e aos bons costumes./ Recompensai as mães/ que geram filhos para Deus,/ instruindo-os na fé e entregando-os a vida sacerdotal e religiosa.
Nossa Senhora da Anunciação, rogai por nós.
Nossa Senhora de Belém, rogai por nós.
– Rezar 9 Ave-Marias, em honra de cada um dos 9 meses em que Jesus esteve no ventre de Nossa Senhora acompanhadas da seguinte jaculatória:
“Benditas sejam a Santa Gravidez e a Imaculada Conceição da bem-aventurada sempre Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe”.
A Coroa (ou Rosário) que a Mãe de Deus entregou à Irmã Amália tinha 49 contas brancas, divididas em grupos de 7, por sete contas igualmente brancas. É, portanto, semelhante à Coroa das Dores de Maria, embora de cor diferente. Tinha ainda mais três contas finais e uma medalha com a imagem de Nossa Senhora das Lágrimas – de um lado – e a imagem de Jesus Manietado – de outro lado. A medalha é uma parte essencial desta Coroa, devendo ser exatamente como aquela que a Mãe de Deus mostrou à Irmã Amália, em Campinas, a 8 de abril de 1930.
“Minha filha: o que os homens Me pedem pelas lágrimas de Minha Mãe, Eu amorosamente concedo.” Jesus Manietado (Campinas, 08-11-1929).
Oração inicial:
Eis-nos aqui aos Vossos pés, ó dulcíssimo Jesus Crucificado, para Vos oferecermos as lágrimas d’Aquela que, com tanto amor, Vos acompanhou no caminho doloroso do Calvário. Fazei, ó bom Mestre, que nós saibamos aproveitar da lição que elas nos dão, para que, na Terra, realizando a Vossa Santíssima Vontade, possamos um dia, no Céu, Vos louvar por toda a eternidade.
Nas contas brancas (grandes, que separam os grupos de 7 contas): Vêde, ó Jesus, que são as lágrimas d’Aquela que mais Vos amou na Terra, e que mais Vos ama no Céu.
Nas contas brancas (grupos de 7 contas): Meu Jesus, ouvi os nossos rogos, pelas Lágrimas de Vossa Mãe Santíssima.
No fim, repete-se três vezes, nas três contas brancas finais: Vêde, ó Jesus, que são as lágrimas d’Aquela que mais Vos amou na Terra, e que mais Vos ama no Céu.
Oração final:
Virgem Santíssima e Mãe das Dores, nós Vos pedimos que junteis os Vossos rogos aos nossos, a fim de que Jesus, Vosso Divino Filho, a quem nos dirigimos em nome das Vossas lágrimas de Mãe, ouça as nossas preces e nos conceda, com as graças que desejamos, a coroa da vida eterna. Amém.
Jaculatórias finais (para rezar contemplando e beijando a medalha): – Por Vossa mansidão divina, ó Jesus Manietado, salvai o mundo do erro que o ameaça! – Ó Virgem Dolorosíssima, as Vossas Lágrimas derrubaram o império infernal!
Imprima-se – com 50 dias de indulgência cada vez que se repetirem as orações e jaculatórias acima mencionadas. † F., Bispo Diocesano.
(*) Aprovações eclesiásticas: •Imprimatur: † Bispo Francisco de Campos Barreto, Diocese de Campinas, SP (Brasil), 8 de março de 1931. •Imprimatur: † Bispo Michael James Gallagher, Diocese de Detroit, MI (Estados Unidos), 22 de março de 1935. •Imprimatur: † Arcebispo John Robert Roach, D.D., Arquidiocese de Saint Paul e Minneapolis, MN (Estados Unidos). •Nihil obstat N.º 924/1935: Ansgarus Borsiczky, Censor Diocesano em Sopron (Hungria), 25 de maio de 1935. •Imprimatur: † Bispo Stephanus Breyer, Diocese de Győr (Hungria), 13 de julho de 1935. •Imprimatur: † Vigário Geral Ferdinand Buchwieser, Arquidiocese de Munique e Frisinga (Alemanha), 22 de março de 1935.
“A Cruz Sagrada seja minha Luz”, esse é o tema do primeiro retiro de Cura e Libertação do ano, que acontece na Chácara de Uvaia (Ponta Grossa-PR), nos próximos dias 21, 22 e 23 de fevereiro. O retiro é promovido pelos Irmãos da Copiosa Redenção e será conduzido pela Irmã Zélia Garcia, Padre Valdecir, Padre Juviano, Irmã Daniel e Irmão Gustavo.
A poucos dias de celebrar um ano da Páscoa do fundador da Congregação, Padre Wilton Moraes Lopes, no dia 04 de março, esse retiro marca a continuidade do legado do sacerdote conhecido pela unção e autoridade espiritual nos retiros de cura e libertação. “O retiro de cura tem uma história dentro da Congregação, Padre Wilton sempre pregou o retiro para os leigos. Inclusive foi por meio dos retiros de cura e de evangelização realizados por ele que contribuíram na construção da Chácara de Uvaia”, destaca Padre Juviano, organizador do evento.
Programação
O evento é aberto para todas as pessoas, crianças podem participar com a presença de um responsável. Com início na sexta-feira (21) a noite até domingo (23) às 12h, o retiro terá em sua programação a Santa Missa, Adoração, pregação, louvor, oração e a bênção do sacramentais – óleo, sal e água – conforme costume criado por Padre Wilton e assumido agora por Padre Valdecir, superior geral do ramo masculino.
Esse evento iniciará o calendário dos retiros de cura e libertação que acontecerá a cada dois meses em Uvaia. Para mais informações e realizar a sua inscrição, acesse o link AQUI.
A obra foi escrita por Júlio Borges , leigo consagrado da Copiosa Redenção
Em parceria com a editora da Copiosa Redenção , o livro “Continuo escolhendo Deus todo dia”, será lançado nos dias 01 e 02 de março, durante o retiro de carnaval Livre Soul, que acontece em Ponta Grossa (PR). A obra é de autoria do leigo consagrado da Copiosa Redenção, Júlio Borges e consiste em uma coletânea das experiências do autor ao longo dos últimos 16 anos da sua conversão.
A decisão em lançar o livro durante o Livre Soul não foi por acaso. O evento marca o primeiro contato de serviço do autor em um evento da Copiosa Redenção, também o seu trabalho com os jovens por meio do Projeto Escolhas, além do fato de que, atualmente, Júlio é membro da Família da Copiosa Redenção, como leigo consagrado. “Eu tenho muito orgulho de estar lançando este livro pela editora da Copiosa Redenção”, afirma.
Segundo Júlio, este livro será um ótimo recurso tanto para quem está iniciando sua caminhada de fé quanto para aqueles que desejam aprofundar-se no Evangelho, com embasamento no Catecismo da Igreja Católica e em Encíclicas Papais. “Para o leitor, será uma espécie de devocional, escrito em uma linguagem teológica acessível. Além disso, poderá se aprofundar em relatos do Evangelho que o conduzirão a águas mais profundas no entendimento da fé Católica Apostólica Romana”, explica. A obra possui 31 capítulos, permitindo um acompanhamento espiritual ao longo de um mês inteiro. Ao final de cada capítulo há uma oração.
Missão pessoal
Embora essa obra seja a primeira a ser publicada pela Copiosa Redenção, Júlio já escreveu e lançou de forma independente outros dois livros. O primeiro livro publicado ”Quem Como Deus? Ninguém Como Deus”, narra em detalhes a experiência de conversão do autor e acompanha um devocionário a São Miguel Arcanjo.
O segundo livro, ”Eu Escolho Deus Todo Dia”, reflete suas inspirações baseadas na Palavra de Deus, também oferecendo 31 reflexões diárias acompanhadas por 31 orações escritas por seu diretor espiritual, Pe. Haroldo Rahm, que também redigiu o prefácio de ambos os livros.
A renda do primeiro livro é destinada às obras do Pe. Haroldo, enquanto a renda do segundo é parcialmente direcionada ao Projeto Social Escolhas. Já esta terceira obra, todo o lucro será destinado as ações de comunicação da Copiosa Redenção.
O livro estará à venda na loja virtual da Copiosa Redenção a partir do dia 03 de março
Escolhas
O título dos dois últimos livros, tem relação com o Projeto Escolhas, fundado por Júlio em maio de 2015, na cidade de Campinas (SP). O nome “Escolhas” é um jogo fonético e visual com as palavras “Escolas” e “Escolhas”, remetendo à origem do projeto. Além disso, reflete o tema central da iniciativa: as escolhas que fazemos e seus impactos diretos na vida pessoal, social e familiar.
O projeto realiza palestras para alunos do 8º e 9º ano do ensino fundamental, assim como para estudantes do ensino médio (1º, 2º e 3º ano). Os temas abordados incluem o uso de drogas lícitas e ilícitas, a questão da legalização, os impactos das drogas no ambiente familiar e na sociedade, testemunhos de vida, a importância das boas escolhas, como auxiliar um dependente químico e os fatores que levam tantos jovens a se tornarem usuários em idade precoce.
Em maio deste ano, o projeto completará 10 anos, e nesse tempo o projeto já impactou aproximadamente 110 mil alunos em 12 estados, mais de 80 municípios, e os livros e palestras chegaram a cinco países: Irlanda, Japão, México, Portugal e Estados Unidos.
No próximo dia 08 de dezembro, a Congregação da Copiosa Redenção celebra um marco histórico: 35 anos de fundação. Um jubileu de amor, misericórdia e gratidão, conforme destacou a Madre Tânia Azevedo, que enxerga este momento como um testemunho da Providência Divina ao longo da história da Congregação.
O jubileu deste ano traz um significado ainda mais profundo com a partida do fundador, Padre Wilton Lopes, no mesmo ano. Para Madre Tânia, este fato reflete a aliança da Congregação com Deus: “Deus levou o Padre Wilton nos 35 anos da Congregação para dizer, justamente, que esse jubileu deveria ser celebrado no paraíso, a fim de confirmar cada vez mais para nós a aliança da Congregação com Deus e de Deus com a Congregação. Toda a vida dele foi esse testemunho de Copiosa Redenção.”
O lema dos 35 anos é “Deus escreve amor, ternura, nas linhas das nossas vidas pobres e pequenas, e faz de nós instrumentos maravilhosos em Suas mãos”, frase do próprio fundador Pe. Wilton Moraes Lopes. A figura que simboliza esses 35 anos da Congregação é um arco com a imagem do Padre Wilton e das cofundadoras, ilustrando que um arco é formado por duas colunas frágeis, e o que faz se sustentar é a pedra angular que as conectam.
Celebrar e agradecer
A celebração do jubileu da Congregação inicia tradicionalmente com um Tríduo – neste ano com início na quinta-feira (05). Todos os membros da Família Copiosa se reúnem durante esses três dias na Casa Geral Mãe da Divina Graça, em Ponta Grossa (PR), para rezarem o Ofício da Imaculada Conceição e celebrarem a Missa.
Esses dias são uma oportunidade de olhar para trás e reconhecer a obra divina, que começou de maneira singular. Madre Tânia relembra o início da Copiosa Redenção, como um verdadeiro mistério da graça de Deus: “Tudo o que foi o começo da Congregação é também um mistério desse amor de Deus, que escolhe essas Isabéis para gerar vidas e também para chamar vocações jovens. Parece loucura, mas é a loucura da cruz.”
A celebração também é um tempo de gratidão, não apenas pelo passado, mas pelas inúmeras pessoas que contribuíram para a obra da Copiosa Redenção, direta ou indiretamente. Madre Tânia enfatiza: “Fica a nossa gratidão a Deus, a todas as pessoas que participam também dessa obra de uma maneira ou de outra. É tempo de louvor, gratidão e perseverança na fidelidade desse Carisma.”
A manifestação do Carisma nos dias de hoje
Ao longo desses 35 anos, a Congregação cresceu como fruto da fé e do Carisma deixado pelo fundador, Padre Wilton, que acreditava que a identidade da Copiosa Redenção deveria sempre refletir sua história fundacional. Nas palavras dele, registradas no livro Alargai os Vossos Corações, ele ressalta: “A nossa história é sempre um reflexo da fundação e sempre vai ser. Não precisamos inventar nada para construir a nossa história, apenas reinventar o que já foi construído, reinterpretar e revitalizar o que já foi vivido.”
Mais de 3 mil pessoas já foram atendidas pelos trabalhos de recuperação da Congregação, que atualmente possui 5 Comunidades Terapêuticas, 100 religiosos e 71 leigos consagrados.
Olhar para os 35 anos de Copiosa Redenção é perceber a mão de Deus guiando cada etapa, renovando as forças e inspirando as vocações. Como bem afirmou Madre Tânia, o futuro permanece um mistério, mas o presente é a oportunidade de viver com fidelidade o chamado divino.“O brilho daquela luz que nunca se apagará nos direciona. O dia que não soubermos mais de onde viemos, também não saberemos para onde ir“, ressalta.
A celebração do jubileu de 35 anos, além de relembrar o legado do Padre Wilton e das cofundadoras, é um convite à perseverança e à renovação constante na missão de levar Copiosa Redenção a tantas almas necessitadas do amor e da misericórdia divina.
Participe da Celebração dos 35 anos
No domingo, dia 08, a Congregação se prepara para comemorar o aniversário de fundação com todo júbilo que essa data merece. A celebração oficial será na Chácara de Uvaia, em Ponta Grossa, será com a Santa Missa às 10h. Na ocasião também será celebrado o jubileu de 25 anos de vida consagrada das Irmãs Mirabel Mendes Mattos, Rosi Ferreira dos Santos, Salete Clarice Bottoli e Vanilda Antônia Lohn e com os Votos temporários da Irmã Djessica Rodrigues.
Todas as pessoas que desejarem celebrar esse momento com a Família Copiosa Redenção estão convidadas para o almoço festivo, mediante uma contribuição de R$20,00. Contato para mais informações sobre o almoço: (42) 9 9124 2951.
A devoção às almas do purgatório é um chamado silencioso, um apelo que ecoa nos corredores do tempo, convidando-nos a uma profunda reflexão sobre a natureza da alma, da morte e da eternidade.
Saiba como surgiu esta devoção e como contar com o auxílio das almas do purgatório.
Os primórdios da devoçãoàs almas do purgatório
Nascida nos primórdios da Igreja, essa devoção floresceu ao longo dos séculos, alimentada pela fé dos cristãos e pela compaixão pelos que ainda não alcançaram a plenitude da vida divina.
Portanto, a devoção às almas do purgatório é uma prática profundamente enraizada na tradição da Igreja Católica, com origens que remontam aos primeiros séculos do cristianismo. E para compreender melhor essa devoção, é fundamental explorar suas raízes históricas e teológicas.
Os primeiros cristãos, imbuídos de uma forte convicção na vida após a morte e na ressurreição, desenvolveram uma profunda veneração pelos mártires e pelos santos. Logo, a crença na intercessão dos santos, ou seja, na capacidade deles de interceder por nós junto a Deus, era central em sua espiritualidade.
Naturalmente, essa mesma fé se estendia também aos fiéis que haviam falecido, mas que ainda não haviam alcançado a visão beatífica de Deus.
Contudo, a doutrina do purgatório, como a conhecemos hoje, foi se desenvolvendo gradualmente ao longo dos séculos. Os Padres da Igreja, como Santo Agostinho e São Gregório Magno, foram figuras cruciais nesse processo. Eles refletiram sobre a natureza do pecado, da graça divina e do destino final da alma, chegando à conclusão de que existia um estado intermediário entre a morte e o céu, um lugar de purificação para aqueles que haviam morrido em estado de graça, mas ainda não estavam perfeitamente purificados.
A Comunhão dos Santos e a devoção às almas do purgatório
A doutrina da Comunhão dos Santos é fundamental para compreendermos a devoção às almas do purgatório.
Essa doutrina afirma que todos os batizados, vivos ou mortos, fazem parte de um único corpo místico, a Igreja. Logo, essa unidade espiritual permite que os fiéis na terra ofereçam suas orações e boas obras em sufrágio pelas almas do purgatório.
Além disso, também permite que as almas do purgatório intercedam por nós.
A devoção às almas do purgatório e o pecado original
A devoção às almas do purgatório e a doutrina do pecado original estão intrinsecamente ligadas, formando um tecido rico e complexo na teologia católica. E para entender essa conexão, é preciso compreender ambos os conceitos em profundidade.
O pecado original, transmitido por Adão e Eva à humanidade, nos marca com uma inclinação para o mal, chamada de concupiscência. Logo, essa inclinação nos torna propensos ao pecado e, consequentemente, a sofrer as suas consequências.
Embora a graça de Deus nos permita superar essa inclinação, a vida terrena é marcada por uma constante luta interior entre o bem e o mal.
O purgatório é um estado intermediário entre a morte e o céu, onde as almas que morreram em estado de graça, mas ainda não estão perfeitamente purificadas, experimentam um processo de purificação.
Portanto, a conexão entre o pecado original e o purgatório se dá da seguinte forma:
Herança do pecado original: Todas as almas que experimentam o purgatório são marcadas pelo pecado original. Mesmo aqueles que vivem uma vida virtuosa e recebem os sacramentos, carregam consigo as marcas dessa ferida original.
Purificação das consequências do pecado: No purgatório, as almas são purificadas das consequências temporais do pecado, ou seja, das penas que ainda precisam ser expiadas. E essa purificação é necessária para que a alma possa alcançar a plenitude da vida divina.
A Misericórdia Divina: A existência do purgatório revela a misericórdia de Deus, que oferece a todos uma oportunidade de purificação e salvação. Mesmo aqueles que cometem pecados, podem ser salvos se se arrependerem e se abrirem à graça divina.
A devoção às almas do purgatório e a superação do pecado original
A devoção às almas do purgatório nos ajuda a compreender a gravidade do pecado original e a importância da purificação. Portanto, ao rezar pelos falecidos, estamos reconhecendo a necessidade de purificação e nos unindo à luta das almas do purgatório contra o pecado. Além disso, essa devoção nos motiva a:
Buscar a santidade: Ao contemplar o sofrimento das almas do purgatório, somos inspirados a buscar a santidade em nossa própria vida.
Aprofundar nossa fé: A crença no purgatório fortalece nossa fé na vida eterna e na misericórdia divina.
Cultivar a caridade: Ao oferecermos nossas orações e boas obras em sufrágio pelas almas do purgatório, estamos praticando a caridade cristã.
A intercessão das almas do purgatório
As almas do purgatório, purificadas pelo fogo do amor divino, possuem uma profunda compaixão pelos vivos. Liberadas dos apegos terrenos, elas podem interceder por nós com uma intensidade e pureza que ultrapassam nossa compreensão.
Portanto, ao pedirmos a intercessão dessas almas, estamos nos unindo a uma poderosa corrente de oração que se eleva aos céus.
Então, veja como pedir a intercessão das almas do purgatório:
Oração: A oração é a forma mais direta de nos comunicarmos com Deus e de pedir a intercessão das almas. Podemos utilizar orações específicas, como a Coroa das Almas, ou simplesmente elevar nossas súplicas com o coração sincero.
Oferecimento de boas obras: Ao realizarmos boas obras, como ajudar os necessitados, praticar a caridade e participar da Santa Missa, podemos oferecer os méritos dessas ações em sufrágio pelas almas do purgatório.
Indulgências: As indulgências são remissões, na ordem sacramental, da pena temporal devida aos pecados, já perdoados quanto à culpa. Ao realizar determinadas obras, podemos ganhar indulgências e aplicá-las às almas do purgatório.
Exemplos de devoção: Padre Wilton e Irmã Zélia
A devoção às almas do purgatório encontrou em muitos santos e místicos uma expressão profunda e inspiradora. Padre Wilton Moraes Lopes, fundador da Congregação das Irmãs da Copiosa Redenção, e Irmã Zélia, religiosa da congregação, são exemplos marcantes dessa devoção.
Padre Wilton, movido por uma profunda compaixão pelas almas sofredoras, dedicou sua vida a promover a devoção às almas do purgatório, celebrando diariamente uma ou mais missas em intenção pelas almas do purgatório. Irmã Zélia, por sua vez, inspirada pelo exemplo de seu fundador, tem também uma vida de intensa oração e penitência, oferecendo tudo por amor às almas.
Em um mundo marcado pela superficialidade e pelo individualismo, a devoção às almas do purgatório nos convida a voltar nossos olhos para a eternidade. Além disso, a cultivar um espírito de solidariedade para com aqueles que nos precederam.
Contudo, ao rezar pelas almas do purgatório, estamos não apenas ajudando-as a alcançar a felicidade eterna, mas também enriquecendo a nossa própria vida espiritual. E ainda mais: fortalecendo os laços que nos unem à Igreja.
A devoção às almas do purgatório é um tesouro espiritual que nos conecta com as raízes da Igreja e nos abre as portas para um mundo mais amplo e mais profundo. Ao cultivar essa devoção, estamos respondendo ao chamado da misericórdia divina e participando da obra da salvação.
Que a intercessão das almas do purgatório nos acompanhe em nossa jornada terrena e nos conduza à pátria celestial.
As almas do purgatório, em sua jornada de purificação, anseiam por nossas orações. Logo, a prática de rezar por aqueles que já deixaram este mundo, mas ainda não alcançaram a plena comunhão com Deus, é uma expressão profunda de nossa fé e caridade cristã.
Então, descubra por que esta prática é tão importante, não apenas no Dia de Finados, e como ela pode enriquecer sua vida espiritual!
# 1º motivo para você rezar pelas almas do purgatório: A Lei da Comunhão dos Santos
A Igreja nos ensina que formamos um único corpo místico em Cristo. Trata-se da Lei da Comunhão dos Santos, um dos pilares da fé católica que expressa a profunda união existente entre todos os membros da Igreja, vivos e falecidos.
Portanto, Cristo é a cabeça e todos os batizados são os membros. E essa união é mais profunda do que qualquer laço humano, pois é fundada no sacramento do Batismo e fortalecida pela Eucaristia.
E nesta união todos podem compartilhar seus bens espirituais. O que significa que os santos no céu intercedem por nós, e nós podemos interceder pelos que ainda estão em processo de purificação. E essa interconexão espiritual nos une em um só amor.
Sendo assim, a Comunhão dos Santos nos permite também compartilhar nossos méritos espirituais, como as boas obras e os sacramentos, com os outros membros da Igreja. Da mesma forma, podemos nos beneficiar dos méritos dos outros, especialmente dos santos e mártires.
# 2º motivo para você rezar pelas almas do purgatório: Misericórdia e Compaixão
O segundo motivo para rezarmos pelas almas do purgatório está profundamente enraizado na essência da fé cristã: a misericórdia e a compaixão. Logo, ao oferecermos nossas orações por aqueles que ainda estão em processo de purificação, estamos expressando esses dois valores fundamentais de maneira concreta e tangível.
A doutrina da Igreja nos ensina que Deus é infinitamente misericordioso. Ele deseja a salvação de todos os seus filhos e oferece a cada um a oportunidade de se arrepender e ser perdoado.
Ao rezar pelas almas do purgatório, manifestamos nossa compaixão pelos nossos irmãos e irmãs que ainda sofrem as consequências do pecado. É um ato de misericórdia que nos aproxima de Deus, que é rico em misericórdia.
Além disso, ao rezarmos pelas almas do purgatório, estamos imitando a misericórdia de Deus. Estamos reconhecendo que essas almas, embora tenham sido perdoadas de seus pecados mortais, ainda precisam ser purificadas para entrarem na alegria do céu.
Portanto, ao estender nossa misericórdia às almas do purgatório, estamos colaborando com a obra da salvação e participando da misericórdia divina.
A oração pelas almas do purgatório é, portanto, um ato de profunda espiritualidade que nos aproxima de Deus e de nossos irmãos. É uma expressão concreta do amor cristão, que nos convida a ir além de nós mesmos e a nos preocupar com o bem-estar dos outros, mesmo aqueles que já partiram desta vida.
# 3º motivo: Acelerando a Purificação
O terceiro motivo para rezar pelas almas do purgatório está diretamente ligado ao próprio conceito do estado intermediário: a purificação. Logo, ao oferecermos nossas orações, estamos, em certo sentido, acelerando esse processo.
Nossas orações, unidas à oração da Igreja, criam uma corrente de amor e de intercessão que pode aliviar o sofrimento das almas do purgatório e acelerar sua purificação.
Como vimos anteriormente, todos os membros da Igreja estão unidos em um só corpo místico. Os méritos adquiridos pelos vivos, através das boas obras, da penitência e da oração, podem ser oferecidos em sufrágio pelas almas do purgatório, contribuindo para a sua purificação.
Ao rezarmos pelos defuntos, estamos, em última instância, pedindo a Deus que tenha misericórdia deles e os liberte mais rapidamente do purgatório. A oração é um canal através do qual a misericórdia divina pode se manifestar de forma mais eficaz.
Podemos comparar a purificação das almas do purgatório à purificação de um metal precioso. O metal, embora valioso, precisa ser refinado para eliminar as impurezas e revelar todo o seu brilho. Neste caso, a oração é como o calor do fogo que acelera o processo de purificação, permitindo que o metal alcance sua forma mais pura, ou seja, que a alma se santifique.
# 4º motivo para você rezar pelas almas do purgatório:Fortalecer a Fé
Rezar pelas almas do purgatório não é apenas um ato de caridade, mas também um profundo exercício de fé. Ao nos dedicarmos a essa prática, estamos fortalecendo nossa própria crença em diversos aspectos, como:
A realidade da vida eterna e a ressurreição dos mortos: Ao reconhecer a existência do purgatório, reafirmamos nossa crença na vida eterna e na imortalidade da alma. Essa prática nos ajuda a transcender o materialismo e a focar nas realidades espirituais. Além disso, a doutrina do purgatório está intimamente ligada à crença na ressurreição dos mortos. E ao rezar pelos defuntos, estamos expressando nossa esperança na vida futura e na reunião com nossos entes queridos no céu.
A importância da oração: Rezar pelas almas do purgatório nos lembra do poder da oração e da importância de mantermos uma vida de oração. Logo, ao nos dedicarmos a essa prática, estamos fortalecendo nossa relação pessoal com Deus. E ao experimentar a resposta às nossas orações, nossa fé se fortalece e nossa confiança em Deus aumenta.
Portanto, ao nos dedicarmos a essa prática, estamos não apenas ajudando as almas do purgatório, mas também enriquecendo nossa própria vida espiritual.
# 5º motivo: Alegria dos Santos
O quinto motivo para rezarmos pelas almas do purgatório reside na profunda alegria que experimentamos ao participar da salvação de nossos irmãos e irmãs. Como todos os membros da Igreja, vivos e falecidos, formam um único corpo místico em Cristo, a alegria de um membro é a alegria de todos.
Os santos no céu se alegram conosco quando nossos pedidos de intercessão feitos a eles são atendidos. E quanto rezarmos pelas almas do purgatório, estamos respondendo ao chamado dos santos para ajudar aqueles que ainda estão em processo de purificação.
Então, ao ajudar as almas do purgatório a alcançar a plena comunhão com Deus, estamos contribuindo para a felicidade da Igreja triunfante, estamos contribuindo para a felicidade dos santos no céu.
Ainda, podemos comparar a alegria dos santos ao júbilo de uma família quando um de seus membros se casa. A família inteira se alegra com a felicidade do casal, e essa alegria se espalha por todos os membros. Da mesma forma, a Igreja se alegra quando uma alma do purgatório é libertada e se une aos santos no céu.
# 6º motivo para você rezar pelas almas do purgatório: Gratidão
Rezar pelas almas do purgatório é também uma expressão de profunda gratidão. Ao oferecermos nossas orações e boas obras em sufrágio pelos defuntos, estamos reconhecendo o valor daqueles que nos precederam na fé e que, de alguma forma, contribuíram para a nossa própria santificação.
E mais, ao realizarmos boas obras em sufrágio pelos falecidos, estamos oferecendo a Deus um presente em nome deles. E esta é uma forma concreta de expressar nossa gratidão por tudo o que recebemos.
A missa é o sacrifício eucarístico por excelência, e ao participarmos da missa e oferecermos a comunhão pelas almas do purgatório, estamos oferecendo a Deus o mais sublime dos presentes.
Também o Rosário, que é uma poderosa oração mariana, pode ser oferecido pelos falecidos. Ao rezar o rosário, estamos pedindo a intercessão de Maria Santíssima em favor das almas do purgatório.
# 7º motivo para você rezar pelas almas: preparação para a própria morte
Rezar pelas almas do purgatório é uma prática que não apenas beneficia os falecidos, mas também nos prepara para a nossa própria morte.
Ao nos dedicarmos a essa devoção, estamos cultivando uma série de atitudes e disposições que nos ajudarão a enfrentar a morte com serenidade e esperança.
Ao rezar pelas almas do purgatório, somos constantemente lembrados da nossa própria finitude. E essa consciência nos ajuda a viver cada dia com mais intensidade e a dar prioridade às coisas que realmente importam.
Além disso, a oração pelos defuntos nos ajuda a fortalecer nosso relacionamento com Deus e a confiar em sua Providência.
O purgatório, um termo que evoca imagens de sofrimento e purificação, é um conceito central na teologia católica. Mas afinal, o que é o purgatório? E quem o habita?
Se você também já fez esses questionamentos, esse texto é para você! Então, continue sua leitura conosco!
Purgatório: o que é?
A palavra “purgatório” tem suas raízes no latim. Ela deriva do verbo “purgare”, que significa “purificar” ou “limpar”. O sufixo “-tório” indica um lugar ou estado relacionado à ação expressa pelo verbo. Portanto, purgatório significa, literalmente, “lugar de purificação”.
Podemos definir o purgatório como um estado intermediário entre a vida terrena e a vida eterna. Trata-se de um lugar de transição onde as almas daqueles que morrem na graça de Deus, mas não totalmente purificadas, completam sua preparação para a visão beatífica de Deus.
Logo, a Igreja Católica define o purgatório como um estado de purificação, um fogo que consome as impurezas remanescentes da alma, permitindo-lhe alcançar a santidade necessária para entrar na alegria do Céu.
E esta doutrina encontra fundamento no Catecismo da Igreja Católica, que afirma: “A Igreja chama Purgatório a esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados” (CIC, §1031).
Contudo, a doutrina do purgatório, como é compreendida pela Igreja Católica, desenvolveu-se gradualmente ao longo dos séculos, a partir de interpretações bíblicas e da reflexão teológica. Sendo assim, a doutrina do purgatório é baseada em textos bíblicos que falam sobre a purificação e a santidade.
Logo, é importante ressaltar que a palavra “purgatório” não aparece explicitamente na Bíblia. E o conceito de purgatório, como um lugar físico, foi se solidificando entre os séculos XII e XIII.
E, afinal, quem habita o purgatório?
O purgatório não é um lugar de castigo eterno, como o inferno. Tampouco é o céu, onde se encontra a plena felicidade e visão de Deus. Como já dito, é um estado intermediário de purificação.
Mas não são todos os que morrem que vão para o purgatório. Apenas aqueles que morrem na amizade de Deus, isto é, em estado de graça santificante, mas que ainda carregam consigo as marcas do pecado venial. Estes, embora seguros de sua salvação eterna, precisam passar por um processo de purificação para que suas almas se tornem totalmente conformes à santidade de Deus.
A imagem do fogo é frequentemente utilizada para descrever o purgatório. No entanto, este fogo não é um castigo, mas sim um instrumento de purificação. É um fogo de amor que consome tudo aquilo que impede a alma de se unir plenamente a Deus. É como um ourives que, através do fogo, purifica o ouro, removendo todas as impurezas.
Uma jornada interior, um estado de esperança
O purgatório pode ser entendido também como uma jornada interior, um processo de transformação que continua mesmo após a morte. É um tempo de purificação e de crescimento espiritual, um momento em que a alma se despoja de tudo aquilo que a impede de amar a Deus de forma plena e incondicional.
A doutrina do purgatório nos convida à esperança e à oração. A Igreja, ao longo dos séculos, sempre incentivou os fiéis a oferecer sufrágios pelas almas do purgatório.
Portanto, as indulgências, as missas, as orações e as boas obras são meios eficazes para aliviar os sofrimentos das almas que se encontram neste estado intermediário e acelerar sua purificação.
Purgatório: a beleza da misericórdia divina
O purgatório não é uma punição divina, mas sim um ato de misericórdia. Portanto, a doutrina do purgatório revela a beleza da misericórdia divina. Deus, em Sua infinita bondade e amor, oferece a todas as almas a possibilidade de se purificar e alcançar a salvação.
E mesmo aqueles que não alcançaram a perfeição nesta vida terrena, podem, através do purgatório, preparar-se para a vida eterna.
Em última análise, o purgatório é um mistério da fé. É um convite à reflexão sobre a nossa própria vida e sobre a nossa relação com Deus. Portanto, é um chamado à conversão e à santidade. Logo, ao meditarmos sobre este tema, somos levados a compreender a profundidade do amor de Deus e a importância da nossa própria purificação.
O purgatório nos ensina que a vida espiritual é um processo contínuo. Mas não se trata apenas de evitar o pecado, mas de buscar a santidade a cada dia. Portanto, é um caminho de purificação e de crescimento, um caminho que nos leva mais perto de Deus.
Ao contemplarmos o mistério do purgatório, somos convidados a intensificar a nossa vida de oração e a buscar a santidade em todas as nossas ações.
A Igreja não revela o tempo que cada alma permanece no purgatório, esse tempo varia de acordo com a gravidade dos pecados e a disposição da alma para se purificar.
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Que a esperança na ressurreição e na vida eterna nos acompanhe sempre. Que a intercessão dos santos e de todas as almas do purgatório nos fortaleça em nossa jornada espiritual!
A paz interior, um refúgio silencioso no turbilhão da vida, é o desejo mais profundo do ser humano. Afinal, em meio às tempestades da existência, buscamos um porto seguro, um lugar onde a alma possa descansar e se renovar.
Logo, a paz interior é a serena melodia que ecoa dentro de nós, mesmo quando o mundo exterior ruge com intensidade. É o farol que nos guia através das noites mais escuras, a esperança que floresce no coração mais adormecido.
Mas como encontrar esse oásis de tranquilidade quando somos confrontados com o sofrimento? Como transformar o sofrimento em paz interior? Continue sua leitura para descobrir!
O sentido do sofrimento humano
O sofrimento, por sua vez, é um visitante indesejado, mas inevitável na jornada humana. Ou seja, o sofrimento, em sua essência, é parte integrante da experiência humana.
Ele nos molda, nos testa e, paradoxalmente, nos aproxima da nossa essência. Além disso, nos faz crescer e nos conecta com a nossa própria vulnerabilidade. É como uma tempestade que, ao passar, deixa o solo mais fértil para que novas sementes possam brotar.
E é nas profundezas do sofrimento que encontramos a oportunidade de transcender, de nos conectar com algo maior do que nós mesmos.
Portanto, ao invés de resistir ao sofrimento, podemos aprender a acolhê-lo, a observá-lo com compaixão e a extrair dele os aprendizados que ele nos oferece, a começar por encontrar a paz interior.
E como encontrar paz diante de dias difíceis?
Como transformar a dor em força? Essa é uma questão que todos querem decifrar. E a resposta reside na nossa capacidade de acolher o que sentimos, sem julgamento.
Logo, é sobre honrar cada lágrima, cada suspiro, cada emoção que surge. É sobre permitir que a dor flua,dando a ela um lugar.
Contudo, a paz interior não é a ausência de sofrimento, mas sim a capacidade de encontrar serenidade e de permanecer em paz, mesmo em meio às adversidades.
Logo, é a habilidade de cultivar um coração aberto e compassivo, de aceitar o que está fora do nosso controle e de focar no que podemos transformar.
É como uma luz que brilha no nosso próprio interior, iluminando o caminho mesmo nos momentos mais escuros.
Como encontrar paz interior?
Para encontrar a paz interior, podemos recorrer a diversas práticas, como a meditação, contemplar a natureza, inspirar-se com a arte e nos dedicarmos à oração.
Essas práticas nos ajudam a nos conectarmos com nossa essência, a silenciar a mente e a cultivar a presença plena.
E ao nos conectarmos com Aquele que é maior do que nós mesmos, encontramos um sentido mais profundo para a vida e somos capazes de transcender o sofrimento.
Oração: a mais poderosa ferramenta para a paz interior
A oração, em particular, é uma poderosa ferramenta para encontrar a paz interior. Através da oração, podemos expressar nossos sentimentos, nossos medos e nossas angústias. Podemos pedir orientação, força e proteção. E, acima de tudo, podemos cultivar uma relação mais profunda com o divino redentor.
Portanto, a oração é um diálogo íntimo com Deus, nosso Pai e Criador, é uma oportunidade de nos conectarmos com uma fonte de amor e sabedoria infinita, que nos oferece conforto e orientação.
Para te auxiliar nessa jornada em direção à paz interior, te convidamos a baixar o ebook “Oração pessoal – guia de oração para iniciantes”. Nele, você encontrará diversas ferramentas práticas e inspiradoras para aprofundar sua prática de oração e cultivar uma conexão mais profunda com sua espiritualidade.
Mas lembre-se: a paz interior é uma jornada, não um destino. É um caminho que percorremos a cada dia, a cada momento. Logo, com paciência, persistência e abertura de coração, podemos transformar o sofrimento em uma oportunidade de crescimento e encontrar a paz que tanto buscamos. Ao cultivar a paz interior, você não apenas transforma sua própria vida, mas também inspira aqueles ao seu redor.
Que a luz da paz interior ilumine seu caminho e que você possa encontrar a serenidade que tanto deseja. Que a paz seja a sua constante companheira!