Conheça o testemunho do Irmão Vinicius Sotocorno (30 anos), natural de Regente Feijó (SP) e religioso da Copiosa Redenção, que irá ser ordenado diácono no próximo dia 18 de março, na Itália
“Sempre fui um jovem que participou da Igreja. Fui sempre muito incentivado, estimulado pelos meus pais, pela minha comunidade de origem, a viver uma vida de fé. Eu participava dos grupos da minha comunidade, infância missionária, catequese, grupo de canto. E com 15 anos eu fiz uma experiência muito forte com Deus em um acampamento. A chave que virou dentro de mim foi aquela de perceber que eu conhecia um Deus por ouvir falar, mas ali eu vi a Deus com os meus olhos, parafraseando Jó.
Então no acampamento tive essa experiência de ver Deus com os meus olhos. E a partir daí, dos meus 15 anos em diante eu comecei a aprofundar meu caminho de fé. Então, fiz Seminário de Vida no Espírito Santo, comecei a participar do grupo de oração, retiros para jovens da Renovação Carismática Católica, e continuei fazendo aquilo que eu já fazia na minha comunidade.
Ao final do terceiro ano do ensino médio, eu conheci a Copiosa Redenção através de alguns amigos que me trouxeram para a Congregação. A minha primeira experiência vocacional foi na ordenação do Padre Fernando e do Padre Marcelo em 2012. No final de 2012, quando eu concluí os meus estudos, preparei-me para vir pedir para entrar na Copiosa. Antes disso, eu fiz uma autoexperiência vocacional. Em julho eu fiz uma segunda experiência vocacional de um mês. Depois, no final de 2012, pedi para entrar na Copiosa.
Em janeiro de 2013 ingressei, fiz todo o percurso formativo na Copiosa: aspirantado e postulantado em Ponta Grossa, o noviciado em Mussumeli, em 2018. Em 2019 fui para a missão em Rondônia, já em 2020 durante o período da pandemia eu estive em Uvaia esperando para ir para a Itália, no final daquele ano consegui viajar para Itália, onde dei início aos meus estudos teológicos e concluí agora em março de 2025, em preparação para a ordenação diaconal.
Preparação para o diaconato
O que tem me marcado durante esse tempo de preparação para o Diaconato começa no retiro de silêncio que nós fizemos em Janeiro, em Loretto. Ali em Loretto tem a Santa Casa, onde viveu a Nossa Senhora, e tem uma delegação pontifícia, ou seja, uma delegação a mandato do Papa, que cuida da sua Santa Casa, e ali tem um bispo que é o delegado pontifício. Nós tivemos um contato com esse bispo, e ele disse uma coisa que me tocou muito: a Igreja ela nos atravessa, no sentido de que ela existe antes de mim, ela continua comigo e vai continuar sem mim também. E ele disse que diante da Igreja nós não podemos ter a pretensão de achar que porque a Igreja vai para frente porque tem a nós. Não! A Igreja ela existia antes de nós e ela vai continuar sem nós. O que precisamos é ser fiéis para manter na fidelidade de Deus a missão da Igreja.
Isso me tocou muito, o que eu espero durante esse tempo de diaconato é servir com simplicidade, o que é próprio do ministério diaconal. É um dom imerecido, que recebemos gratuitamente de Deus para o serviço. Eu tenho esperado poder servir com muita simplicidade e humildade a Igreja particular e a Igreja Universal, especialmente a minha Congregação no Carisma próprio, que Deus confiou ao Padre Wilton e ao qual nós consagramos a vida.”
Você já parou para pensar sobre a importância do autoconhecimento e seu impacto na vida consagrada e sacerdotal? E é justamente sobre isso que queremos refletir hoje. Então, continue lendo!
A importância do autoconhecimento: desvendando o “Eu” para uma vocação plena
No caminho da vida consagrada e sacerdotal, o autoconhecimento se revela como um instrumento fundamental para alcançar a plenitude da vocação e da vida pessoal. Logo, é por meio de um mergulho profundo no próprio ser que se compreendem os dons, as fragilidades, as motivações e as aspirações que moldam a nossa individualidade.
A jornada do autoconhecimento: raízes históricas e psicológicas
A busca pelo autoconhecimento é uma jornada que atravessa os séculos, presente em diversas culturas e filosofias.
Ou seja, a importância do autoconhecimento não é um assunto que veio à tona nos tempos atuais, mas é algo que sempre esteve presente na sociedade. A diferença está no fato de que hoje as informações são mais acessíveis e se espalham com mais facilidade por meio da internet.
Na psicologia, o autoconhecimento se configura como um processo de investigação profunda das características, valores, crenças e emoções que definem o indivíduo. E é através desse processo que é possível identificar os pontos fortes e fracos, as motivações conscientes e inconscientes, e as relações interpessoais que moldam a nossa personalidade.
A vocação consagrada e sacerdotal: uma jornada de autoconhecimento
Para aqueles que abraçam a vida consagrada e sacerdotal, o autoconhecimento assume uma importância ainda mais significativa.
Isso porque a compreensão profunda de si mesmo se torna essencial não apenas no processo de discernimento da vocação, mas também depois disso, para acolher os desafios que surgem na vivência da vocação.
Além disso, a importância do autoconhecimento também se revela no fato de que é preciso conhecer melhor a si mesmo para construir relacionamentos autênticos com Deus, com os irmãos de vocação e com o povo de Deus.
A importância do autoconhecimento: os seus benefícios na vida consagrada e sacerdotal
A importância do autoconhecimento advém também dos benefícios que isso traz para a vida sacerdotal e religiosa. E, não, não podemos limitá-los em um número determinado porque quanto mais nos conhecemos melhor nos tornamos. Porém, cabe aqui citar alguns benefícios que a vida sacerdotal e religiosa pode colher em sua vida e vocação quando inicia sua jornada de autoconhecimento.
Discernimento: no cotidiano da vida religiosa e sacerdotal, o autoconhecimento permite identificar as motivações autênticas que impulsionam a vocação, discernindo ações genuínas daquelas baseadas em expectativas externas ou idealizações.
Relacionamento com Deus: a compreensão da própria psique facilita o aprofundamento da relação com Deus, reconhecendo os dons recebidos e as áreas que necessitam de conversão e crescimento espiritual.
Relacionamento com o próximo: o autoconhecimento contribui para a construção de relacionamentos interpessoais saudáveis e autênticos, tanto na comunidade religiosa quanto na sua atuação pastoral.
Maturidade emocional: o processo de autoconhecimento promove o desenvolvimento da maturidade emocional. E assim permite que a vida consagrada e sacerdotal possa lidar com os desafios do cotidiano com serenidade e equilíbrio.
Congruência entre vocação e vida pessoal: a importância do autoconhecimento também se destaca neste aspecto. Isso porque o autoconhecimento facilita a integração entre a vida consagrada e a vida pessoal, permitindo que a vocação seja vivida com autenticidade e plenitude em todas as esferas da vida.
Importância do autoconhecimento: suas ferramentas e caminhos
O caminho do autoconhecimento é uma jornada contínua que exige autodisciplina, abertura e disposição para o crescimento pessoal. E ao longo desta jornada, diversas ferramentas podem auxiliar nesse processo. Vamos citar algumas!
Oração e meditação: a conexão com o transcendente favorece a introspecção e o discernimento.
Direção espiritual: o acompanhamento de um diretor espiritual oferece orientação e apoio no processo de autoconhecimento.
Formação Humana e Espiritual: programas de formação oferecem ferramentas e conhecimentos para o desenvolvimento pessoal e espiritual.
Grupos de compartilhamento: a troca de experiências em grupos de apoio pode fortalecer o processo de autoconhecimento.
Psicoterapia: o acompanhamento de profissionais pode auxiliar na identificação e resolução de conflitos internos e padrões repetitivos.
A importância do autoconhecimento: uma jornada de transformação no Centro Âncora
Como foi dito, o autoconhecimento se configura como um processo contínuo de transformação, conduzindo a uma vida consagrada e sacerdotal mais plena, autêntica e frutífera. Portanto, é através do mergulho profundo no próprio ser que se constrói uma relação mais profunda com Deus, com o próximo e consigo mesmo.
Neste sentido, o Centro Âncora se destaca como um porto seguro para o aprofundamento do autoconhecimento na vida sacerdotal e religiosa. Através de sua atuação especializada, o Centro oferece um caminho para a descoberta pessoal, o fortalecimento da vocação e o alcance de uma vida mais plena e frutífera.
O Centro Âncora reconhece as demandas e desafios específicos que a vida consagrada e sacerdotal apresenta. Os sacerdotes, religiosos e religiosas dedicam suas vidas ao serviço de Deus e ao próximo, enfrentando diversas situações que exigem maturidade espiritual, emocional e relacional.
Sendo assim, O Centro Âncora oferece um leque de serviços que visam auxiliar no processo de autoconhecimento: aconselhamento psicológico e espiritual; workshops e palestras; grupos de apoio; auxílio profissional de psiquiatras, educador físico e nutricionista. Além disso, produz materiais didáticos e informativos sobre autoconhecimento e saúde mental.
Lembre-se: tenha o Centro Âncora como um aliado na busca pela plenitude e na descoberta que o autoconhecimento pode proporcionar.
A vocação adulta é um chamado que floresce na maturidade dentro da vida da Igreja Católica. Ou seja, corações já maduros, permeados por experiências e sabedoria adquiridas ao longo da vida, em um certo momento, sentem o chamado para dedicarem a vida ao serviço ao próximo.
Portanto, é um chamado a uma entrega total, muitas vezes despertado após a construção de uma carreira, a constituição de uma família e a vivência em diversas áreas da sociedade.
Contudo há quem se pergunte: mas, afinal, não existe uma idade pré-determinada, durante a juventude, para descobrir a vocação ao estado da vida religiosa? E a resposta é não! E isso porque Deus chama os seus escolhidos em diferentes momentos da vida. Logo, a vocação adulta é um belo exemplo disso.
Vocação adulta: conheça 3 santos
Se você precisa de um testemunho real de que a vocação adulta é possível, então conheça estes 3 relatos:
Santo Agostinho
Quem não se lembra que Santa Mônica rezou por 33 anos para a conversão de seu filho Agostinho? Isso porque ele teve uma juventude turbulenta, marcada por questionamentos sobre a fé e a vida, buscando respostas em diversas filosofias e religiões.
Logo, a conversão de Santo Agostinho foi um marco fundamental em sua vida, marcando o início de sua jornada como um dos maiores teólogos do cristianismo. E foi aos 32 anos, após um longo período de questionamentos e buscas intensas, que ele finalmente encontrou a paz e a verdade que tanto almejava na fé cristã. E como vocação adulta, tornou-se sacerdote e depois bispo, além de dar origem à toda família agostiniana.
São João Paulo II
Na juventude ele estudou teatro e sonhava em ser ator. E quando adulto, teve diversos empregos, trabalhando como mensageiro para um restaurante, como operário numa mina de calcário e por último em uma indústria química. Até que, aos 22 anos, começou a considerar a vocação sacerdotal como um chamado para a sua vida. É claro que sua vocação não floresceu propriamente numa fase tão avançada da sua vida, mas também não foi no início da juventude e nem mesmo na infância, como aconteceu com muitos santos.
Santa Rita de Cássia
Margherita, seu nome de batismo, sentiu os primeiros sinais da vocação na adolescência. Porém, seus pais acreditavam que o melhor para ela era o casamento. Logo, por obediência, ela precisou deixar de lado sua vocação para viver o matrimônio e a maternidade. Porém, depois que ficou viúva e seus dois filhos faleceram, Rita conseguiu realizar o seu desejo e a vontade de Deus, entrando para a vida religiosa como uma vocação adulta.
Desabrochando em diferentes vocações
A vocação adulta pode se manifestar de diversas maneiras, guiando o vocacionado para diferentes caminhos dentro da Igreja. Alguns dos exemplos mais comuns incluem:
Diaconato Permanente: homens a partir dos 35 anos, solteiros ou casados, podem ser ordenados diáconos permanentes, servindo na comunidade com funções litúrgicas, caritativas e administrativas.
Presbiterado: homens solteiros ou viúvos em idade mais avançada podem fazer um caminho de preparação até serem ordenados sacerdotes, dedicando-se à liderança pastoral, administração dos sacramentos e à evangelização.
Vida Consagrada: homens e mulheres adultos podem optar por ingressar em Congregações Religiosas que aceitem vocações adultas, vivendo em comunidade e se dedicando à oração, à caridade e à missão específica da Congregação.
Movimentos e Associações: a participação ativa em movimentos e associações da Igreja também pode ser expressão de uma vocação adulta, onde o indivíduo contribui com seus talentos e dons para a comunidade.
O olhar acolhedor da Igreja
A Igreja Católica reconhece e valoriza as vocações adultas, percebendo nelas a riqueza das experiências e a maturidade da fé.
Portanto, através de programas específicos e acompanhamento personalizado, oferece suporte e orientação aos vocacionados em seu processo de discernimento vocacional e formação.
Logo, o discernimento vocacional na vida adulta se inicia com um profundo exame de consciência, buscando identificar os dons, talentos e desejos que brotam do interior. Além disso, a oração, o acompanhamento espiritual e a participação ativa na vida da comunidade são ferramentas essenciais neste processo de descoberta de uma vocação adulta.
A vocação adulta na Copiosa Redenção
A Copiosa Redenção diz sim para a vocação adulta! Portanto, se você é mulher e tem até 55 anos e deseja ter uma vida totalmente entregue a Deus na vivência do Carisma da Copiosa Redenção, aqui você é bem-vinda!
Aliás, a Congregação teve seus primeiros passos com três idosas aposentadas: Maria Moreira da Motta Santos (viúva), Ruth Marina da Silveira (viúva) e Ione Strozzi.
Critérios para a vocação adulta dentro da Congregação:
Ter até 55 anos para o início do contato a fim de dar o início no acompanhamento vocacional na Congregação.
Apresentar condições psíquicas e emocionais para aderir à vida religiosa.
Conheça o processo formativo para a vocação adulta na Copiosa Redenção
As etapas de formação para a vocação adulta são um pouco diferentes da vocação jovem. E difere porque a Copiosa Redenção entende que a vocação adulta já tem um caminho espiritual mais maduro, já existe uma responsabilidade construída, os valores já são mais internalizados. Sendo assim, o processo acontece de maneira mais rápida. Acompanhe!
3 meses iniciais: para conhecer a Congregação, receber formação específica para fazer o discernimento da própria história vocacional, do chamado à vida religiosa e do chamado na Copiosa Redenção. O objetivo desta fase inicial é ajudar a vocação adulta a compreender se o seu chamado vocacional se realizará plenamente conforme o Carisma da Congregação. Sendo assim, a vocacionada é acompanhada psicologicamente, espiritualmente e comunitariamente.
Postulantado ano 1: nesta fase, veste-se o hábito cinza e a vocação adulta vive 1 ano de formação e acompanhamento, tem contato maior com a espiritualidade e com a história da Copiosa Redenção. E neste primeiro ano a vocação adulta vai expressar, através de um projeto de vida, qual é a área, dentro do Carisma da Congregação, que ela se identifica mais.
Postulantado ano 2: No segundo ano do Postulantado, a vocação adulta irá então viver um ano pastoral, em missão, sem deixar de receber formação.
Noviciado Canônico: Neste terceiro ano de formação, tendo chegado até aqui e discernido que esta é a vontade de Deus, então a vocação adulta inicia o Noviciado, sendo já uma Irmã da Copiosa Redenção. Logo, permanece ainda com o hábito cinza, porém, agora, faz uso do véu.
Noviciado Apostólico: no ano seguinte, a vocação adulta passa para o segundo tempo do Noviciado, chamado apostólico, no qual permanece em missão.
Juniorato: Nessa etapa a vocação adulta deve viver os votos, que são renovados anualmente e manter seus estudos. Esta etapa dura de 3 a 5 anos.
Vocação adulta: não desperdice seu tempo!
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No último dia 19 de março, data em que a Igreja celebra a Solenidade de São José, os irmãos consagrados da Copiosa Redenção renovaram seus votos de Pobreza, Castidade e Obediência, segundo o Carisma da Congregação. A data já é tradição no ramo masculino da Congregação.
Os irmãos com votos temporários estão espalhados nas Comunidades de Pinhais (PR), Santa Maria (RS) e Itália. Ao todo foram 10 religiosos a renovarem os votos na última terça-feira. Além destes, os sacerdotes e irmãos já com votos perpétuos também aproveitam da ocasião para renovarem o seus votos de forma espiritual, visto que, canonicamente já não há mais necessidade.
Rumo ao sacerdócio
Os irmãos da Itália também deram mais um passo em direção ao Sacramento da Ordem. Durante a Missa de renovação dos votos, o Irmão Bergson recebeu admissão à Ordem, Irmão João ao Leitorato, Irmão Vinicíus e Irmão Higor receberam o acolitáto, que são às ordens menores que antecedem o Diaconato e o Presbiterato.
Comunidade CR em Pinhais (PR)Irmão Gabriel e Irmão Daniel – Ponta Grossa/PRComunidade CR na ItáliaIrmãos da ItáliaComunidade CR de Santa Maria/RSIrmão Diogo e Irmão Gustavo – Santa Maria/RSIrmão Diogo e Irmão Gustavo – Santa Maria/RS