Biografia do fundador da Copiosa Redenção, Padre Wilton Lopes, será lançada amanhã em Ponta Grossa

A obra foi escrita por jornalista catarinense e prefaciada pelo bispo emérito de Ponta Grossa, Dom Sérgio Braschi

A Copiosa Redenção se prepara para o lançamento da primeira biografia de seu fundador, Padre Wilton Moraes Lopes – CSsR, em um jantar em prol da promoção vocacional no dia 06 de março, em Ponta Grossa (PR).  A obra, que tem como título “Força e Coragem – biografia do Padre Wilton Moraes Lopes, o redentorista que fundou a Copiosa Redenção”, foi escrita pela jornalista Lydiana Rossetti e será publicada em parceria entre a Copiosa Redenção e a editora Santuário, dos padres redentoristas da Província de Aparecida (SP). 

O diálogo para a produção do livro já estava acontecendo desde janeiro de 2024, com o agravamento do quadro de saúde de Padre Wilton, que veio a falecer no dia 04 de março do ano passado. Com isso, a obra tornou-se ainda mais oportuna. Para Madre Tânia Azevedo, superiora geral das irmãs, a publicação desta primeira biografia é a garantia da história que não se perde.  “Essa biografia nos garante que a Congregação e outras pessoas terão acesso à história e à vida do Padre Wilton. Conhecerão tantos detalhes que, caso demorasse mais, iriam se perder com o tempo”.

A obra

Com um pouco mais de 200 páginas, o livro reúne fotografias e histórias da infância até os últimos instantes de vida do sacerdote. Buscando contextualizar cada etapa da vida de Padre Wilton, a cultura e sociedade em que ele estava inserido, a autora trouxe fatos que mostram o sacerdote como um homem atento aos sinais do seu tempo.

Além de pesquisas históricas e documentais, a biografia foi construída a partir de entrevistas com familiares, amigos, confrades e filhos espirituais de Padre Wilton. “A escolha pelo nome força e coragem se deu por descobrir que essa era uma frase  sempre dita por ele, que marcou seu velório e funeral. Mas também porque percebi essas duas virtudes intrínsecas em cada etapa da sua vida”, explica Lydiana. 

O biografado

Neto de garimpeiro de diamantes, filho do único farmacêutico da cidade e primogênito de seis filhos, Wilton Moraes Lopes deixou cedo o pequeno município de Tesouro, no interior do Mato Grosso. Com apenas 9 anos de idade, foi estudar no Colégio interno dos padres Salesianos, em Guiratinga (MT). Quando Dona Durvalina colocou o filho no internato, devido às suas peraltices, não imaginava que o contato diário com a vida religiosa fosse despertar nele o desejo de ser padre.

Aos 14 anos ele ingressou no Seminário da Congregação do Santíssimo Redentor, fato que ele alega ter sido intercessão de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Os primeiros anos de estudo no seminário foram no sul do país. Realizou o noviciado em Tibagi (PR),  emitiu os votos temporários em 05 de fevereiro de 1977. Recebeu a ordenação presbiteral em 09 de julho de 1983, em Rondonópolis (MT), das mãos de Dom Pastor Cuguejo, então bispo auxiliar, redentorista, de Assunção (Paraguai).

A forma como pregava e conduzia momentos de oração, ainda antes de se tornar sacerdote, era motivo para  reunir centenas de pessoas em seus retiros de cura e libertação. Em 1987, conduziu uma oração em um retiro de jovens em Vitória (ES), lá viu uma jovem depositar sobre o altar um pequeno embrulho. Mais tarde descobriu que aquele embrulho continha drogas, esse fato lhe trouxe clareza sobre qual trabalho Deus o chamava desenvolver, com isso iniciou uma obra de recuperação de dependentes químicos.

Dois anos depois, fundou a Congregação das Irmãs da Copiosa Redenção Filhas de Maria Mãe da Divina Graça,  em Ponta Grossa (PS), juntamente com três senhoras de mais de 50 anos, para trabalhar ardorosamente pela recuperação de homens e mulheres com dependência de álcool e outras drogas. De saúde frágil, vítima da diabetes e de pequenos AVCs, Padre Wilton faleceu em março de 2024, aos 67 anos, devido a uma sepse pulmonar que evoluiu para uma infecção generalizada. Ele deixou uma Congregação religiosa feminina, masculina e leigos consagrados vivendo o Carisma da Copiosa Redenção.

O lançamento

O lançamento do livro será durante um jantar em memória do sacerdote, na cidade de Ponta Grossa. Além dos religiosos e da autora, o evento já tem presença confirmada de Dom Bruno Elizeu Versari, bispo de Ponta Grossa, de Dom Sérgio Braschi, bispo emérito e amigo pessoal de Padre Wilton. Também estarão presentes autoridades civis, como Elizabeth Schmidt, prefeita de Ponta Grossa. A programação contará com a exposição dos quadros pintados por Padre Wilton, música ao vivo e sessão de autógrafos.

Serviço

  • Lançamento do livro “Força e Coragem – biografia do Padre Wilton Moraes Lopes, o redentorista que fundou a Copiosa Redenção”

Quando: 06 de março de 2025

Horário: 20h

Local: Clube Ponta Lagoa (Rua Marechal Deodoro da Fonseca, 116, centro – Ponta Grossa/PR)

Ingressos: R$ 60,00 (individual)

Informações sobre a biografia: (49) 98846-4720/jornalismocopiosa@gmail.com

Informações sobre o jantar: (42) 99124-2951 (Marley)

Adquira o seu ingresso AQUI

Padre Wilton: Um ano de saudade e legado na Copiosa Redenção

Missa em memória do sacerdote será celebrada na próxima terça-feira, dia 04

Era madrugada de segunda-feira – dia da semana em que a Igreja faz memória e intercede pelas almas do purgatório, pelas quais Padre Wilton tinha uma devoção especial – que sobreveio a notícia do falecimento do fundador da Copiosa Redenção.

Após dias de intensa agonia no Hospital, Padre Wilton Moraes Lopes, CSsR, faleceu no dia 04 de março de 2024, de sepse pulmonar, aos 67 anos. Na próxima terça-feira, dia 04, uma Missa será celebrada em sua memória, na Chácara que leva o seu nome e aonde ele está sepultado, no Distrito de Uvaia, em Ponta Grossa (PR) às 19h30. A missa será presidida pelo superior dos Irmãos da Copiosa Redenção, Padre Valdecir Zanata e contará com a presença de outros sacerdotes da Congregação.

A saudade

Saudade e presença espiritual foram dois sentimentos que marcaram o último ano de familiares, amigos e filhos espirituais do Padre Wilton. Para a superiora da Casa Geral, que acompanhou de perto os últimos anos de vida do sacerdote, Irmã Delci Aparecida de Miranda, as lembranças dele chamando as religiosas pelos corredores da Casa Geral, a sua confiança em Deus e às vezes que à chamava para rezar com ele e por ele, ainda estão bem vivas e trazem conforto para a saudade. “Sou muito grata a Deus por permitir que pudesse estar com ele durante os quatro últimos anos de vida”.

Apesar da grande saudade, a fundação e os ensinamentos do Pe. Wilton, o tornam presente no cotidiano de quem teve a oportunidade de conhecê-lo. “Eu tenho foto no escritório, a gente tem foto dele na sala e parece que todas às vezes que eu olho para as fotografias ele está olhando e está dizendo ‘eu estou aqui’. Sinto realmente que ele está perto, que ele está intercedendo, sinto realmente que ele está acompanhando todos os passos da Copiosa Redenção”, compartilha Padre Luís César, que foi o primeiro superior geral dos irmãos (2018-2024) e conviveu muito com o Padre Wilton.

Para os mais próximos, Padre Wilton deixa um legado de amor pela Igreja, pela Congregação Redentorista e pela Copiosa Redenção. Além da sua vida de oração, intimidade com Deus e até mesmo sofrimento. “Uma das marcas que eu sempre percebi na vida do Padre Wilton foi a marca do sofrimento. Certa vez ele me disse que se tinha alguma coisa que pudesse deixá-lo mais semelhante a Cristo era a sua vida de sofrimento”, recorda Irmã Elenir da Silva Ferreira que cuidou do Padre Wilton durante os anos em que a sua enfermidade agravou.

Legado

Para homenagear o legado e a memória do Padre Wilton, na quinta-feira, 06 de março, será lançado um livro sobre ele, com o título Força e Coragem – biografia do Padre Wilton Moraes Lopes, o redentorista que fundou a Copiosa Redenção, escrito pela jornalista Lydiana Rossetti. O lançamento também será em Ponta Grossa, no Clube Ponta da Lagoa, às 20h.

Serviço:

Missa em memória de um ano de falecimento do Padre Wilton Lopes

  • 04 de março
  • 19h30
  • Chácara de Uvaia (PR)
  • Aberta ao público em geral

Lançamento do livro: Força e Coragem – biografia do Padre Wilton Moraes Lopeso, o redentorista que fundou a Copiosa Redenção

  • 06 de março
  • Clube da Lagoa – Ponta Grossa
  • Ingressos: R$ 60 por pessoa – Adquira o seu ingresso AQUI

Retiro de cura e libertação acontece em Uvaia no final de semana

“A Cruz Sagrada seja minha Luz”, esse é o tema do primeiro retiro de Cura e Libertação do ano, que acontece na Chácara de Uvaia (Ponta Grossa-PR), nos próximos dias 21, 22 e 23 de fevereiro. O retiro é promovido pelos Irmãos da Copiosa Redenção e será conduzido pela Irmã Zélia Garcia, Padre Valdecir, Padre Juviano, Irmã Daniel e Irmão Gustavo.

A poucos dias de celebrar um ano da Páscoa do fundador da Congregação, Padre Wilton Moraes Lopes, no dia 04 de março, esse retiro marca a continuidade do legado do sacerdote conhecido pela unção e autoridade espiritual nos retiros de cura e libertação. “O retiro de cura tem uma história dentro da Congregação, Padre Wilton sempre pregou o retiro para os leigos. Inclusive foi por meio dos retiros de cura e de evangelização realizados por ele que contribuíram na construção da Chácara de Uvaia”, destaca Padre Juviano, organizador do evento.

Programação

O evento é aberto para todas as pessoas, crianças podem participar com a presença de um responsável. Com início na sexta-feira (21) a noite até domingo (23) às 12h, o retiro terá em sua programação a Santa Missa, Adoração, pregação, louvor, oração e a bênção do sacramentais – óleo, sal e água – conforme costume criado por Padre Wilton e assumido agora por Padre Valdecir, superior geral do ramo masculino.

Esse evento iniciará o calendário dos retiros de cura e libertação que acontecerá a cada dois meses em Uvaia. Para mais informações e realizar a sua inscrição, acesse o link AQUI.

Livro “Continuo Escolhendo Deus todo dia” será lançado no Livre Soul 2025

A obra foi escrita por Júlio Borges , leigo consagrado da Copiosa Redenção

Em parceria com a editora da Copiosa Redenção , o livro “Continuo escolhendo Deus todo dia”, será lançado nos dias 01 e 02 de março, durante o retiro de carnaval Livre Soul, que acontece em Ponta Grossa (PR). A obra é de autoria do leigo consagrado da Copiosa Redenção, Júlio Borges e consiste em uma coletânea das experiências do autor ao longo dos últimos 16 anos da sua conversão.

A decisão em lançar o livro durante o Livre Soul não foi por acaso. O evento marca o primeiro contato de serviço do autor em um evento da Copiosa Redenção, também o seu trabalho com os jovens por meio do Projeto Escolhas, além do fato de que, atualmente, Júlio é membro da Família da Copiosa Redenção, como leigo consagrado. “Eu tenho muito orgulho de estar lançando este livro pela editora da Copiosa Redenção”, afirma.

Segundo Júlio, este livro será um ótimo recurso tanto para quem está iniciando sua caminhada de fé quanto para aqueles que desejam aprofundar-se no Evangelho, com embasamento no Catecismo da Igreja Católica e em Encíclicas Papais. “Para o leitor, será uma espécie de devocional, escrito em uma linguagem teológica acessível. Além disso, poderá se aprofundar em relatos do Evangelho que o conduzirão a águas mais profundas no entendimento da fé Católica Apostólica Romana”, explica. A obra possui 31 capítulos, permitindo um acompanhamento espiritual ao longo de um mês inteiro. Ao final de cada capítulo há uma oração.

Missão pessoal

Embora essa obra seja a primeira a ser publicada pela Copiosa Redenção, Júlio já escreveu e lançou de forma independente outros dois livros. O primeiro livro publicado  ”Quem Como Deus? Ninguém Como Deus”, narra em detalhes a experiência de conversão do autor e acompanha um devocionário a São Miguel Arcanjo.

O segundo livro, ”Eu Escolho Deus Todo Dia”, reflete suas inspirações baseadas na Palavra de Deus, também oferecendo 31 reflexões diárias acompanhadas por 31 orações escritas por seu diretor espiritual, Pe. Haroldo Rahm, que também redigiu o prefácio de ambos os livros.

A renda do primeiro livro é destinada às obras do Pe. Haroldo, enquanto a renda do segundo é parcialmente direcionada ao Projeto Social Escolhas. Já esta terceira obra, todo o lucro será destinado as ações de comunicação da Copiosa Redenção.

O livro estará à venda na loja virtual da Copiosa Redenção a partir do dia 03 de março

Escolhas

O título dos dois últimos livros, tem relação com o Projeto Escolhas, fundado por Júlio em maio de 2015, na cidade de Campinas (SP). O nome “Escolhas” é um jogo fonético e visual com as palavras “Escolas” e “Escolhas”, remetendo à origem do projeto. Além disso, reflete o tema central da iniciativa: as escolhas que fazemos e seus impactos diretos na vida pessoal, social e familiar.

O projeto realiza palestras para alunos do 8º e 9º ano do ensino fundamental, assim como para estudantes do ensino médio (1º, 2º e 3º ano). Os temas abordados incluem o uso de drogas lícitas e ilícitas, a questão da legalização, os impactos das drogas no ambiente familiar e na sociedade, testemunhos de vida, a importância das boas escolhas, como auxiliar um dependente químico e os fatores que levam tantos jovens a se tornarem usuários em idade precoce.

Em maio deste ano, o projeto completará 10 anos, e nesse tempo o projeto já impactou aproximadamente 110 mil alunos em 12 estados, mais de 80 municípios, e os livros e palestras chegaram a cinco países: Irlanda, Japão, México, Portugal e Estados Unidos.

“Coragem e perseverança” pede Dom Bruno para a Copiosa Redenção

Na última segunda-feira, 03 de março, o bispo de Ponta Grossa (PR), Dom Bruno Elizeu Versari, visitou pela primeira vez a Chácara Padre Wilton, no distrito de Uvaia. Na ocasião ele presidiu a Missa para as irmãs que estavam vivenciando o retiro anual de silêncio. Estavam presente também os irmãos da Copiosa Redenção que residem na Chácara e Dom Adalberto Donadelli Junior, bispo da Diocese de Rio do Sul (SC), que estava pregando o retiro para as irmãs.

Na homilia, ao meditar sobre o Evangelho de Marcos 5,1-20, Dom Bruno destacou que a evangelização é um desafio, mas o encontro com Jesus é que faz a diferença na consagração de vida e na missão. Ele recordou que a Diocese de Ponta Grossa também se prepara para celebrar os 100 anos de fundação e recordou a Copiosa Redenção que também são chamados a, junto com a diocese, ir ao encontro, visitar as casas das pessoas, levando a Mãe da Divina Graça como sinal de bênção para as famílias.

A Diocese de Ponta Grossa é onde está localizada as casas gerais da Copiosa Redenção. Ao falar diretamente para os membros da Congregação, Dom Bruno enfatizou com palavras de pastor. “Coragem, perseverança e sigam em frente. Tenham discernimento. Lembrem-se da experiência comunidade é muito importante, cria oportunidade para dialogar, rezar junto.

Ao final da missa, a comunidade cantou a música O Bom Pastor para agradecer a visita de Dom Bruno a Copiosa. Madre Tânia também reforçou o compromisso da Congregação de obediência ao Bispo, um legado deixado pelo fundador da instituição, Padre Wilton Lopes. Após a celebração eucarística, Dom Bruno jantou e conviveu com os irmãos e irmãs da Copiosa Redenção na Chácara de Uvaia.

De berço evangélico, jovem professa seus primeiros votos como religioso da Copiosa Redenção

O ponta grossensse Heron Alves de Campos, 25 anos, professou seus primeiros votos simples como religioso dos Irmãos da Copiosa Redenção no dia 02 de fevereiro. A celebração aconteceu na Chácara Padre Wilton, em Ponta Grossa. Para viver esse grande dia, a Comunidade organizou um Tríduo entre os dias 30 de janeiro a 01 de fevereiro. Confira a entrevista com o Irmão Heron – que atualmente está em missão na Paróquia São João Batista, em Presidente Médicici (R) – e conheça a sua história vocacional:

Como conheceu a Copiosa Redenção?

Conheci a Copiosa através de um amigo, que era seminarista comigo nos Padres Cavanis, ele conhecia o Cerco de Jericó na Paróquia Santa Rita e me apresentou os Irmãos. Fiz alguns dias de experiência vocacional com os Irmãos, mesmo já sendo seminarista de outra congregação, mas me decidi a entrar na Copiosa depois de ir no velório da Irmã Maria Motta. Quando vi as irmãs entrando na igreja Bom Jesus carregando aquele caixão com a irmã Maria, vivi uma experiência forte, nunca tinha visto um velório daquele jeito. Não era triste, parecia que a irmã estava realmente,  naquele momento entrando no céu, nesse dia também foi a primeira vez que vi o Padre Wilton, depois disso voltei pra casa dos meus pais (eu estava de férias na casa deles) muito animado e pensando que queria também morrer daquele jeito,  realmente não morrer, mas entrar na vida.

Como foi o seu chamado vocacional?

Venho de uma família evangélica, desde meus avós, tios, pais, irmãos, todos… mas eu estudava numa escola pública que era administrada pelas Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, em Ponta Grossa. Quando eu tinha 11 anos, fizemos um bingo para arrecadar dinheiro para a missão das irmãs em Moçambique, um ano depois veio uma irmã de lá prestar contas e deu seu testemunho vocacional na escola, mostrou algumas fotos e deu uma medalha milagrosa pra cada um.

Eu achei muito bonito o testemunho da irmã, porque elas trabalhavam também com crianças lá na África e eu fazia parte do ministério de orfanato na minha igreja. Visitávamos as crianças regularmente, porém o jeito das irmãs cuidarem parecia diferente do nosso, era gratuito,  não queriam nada em troca, era por amor e não só pra “converter” as crianças, conheci um amor que eu não conhecia antes.

A partir disso comecei a prestar mais atenção no trabalho das irmãs, a escola onde eu estudava era ao lado da Catedral de Ponta Grossa, e na praça em frente sempre tinha vários mendigos, em particular tinha uma senhora que vivia com a perna enfaixada e sangrando e ela sempre falava comigo quando eu passava na praça.

Certo dia vi ela dentro da escola, em uma salinha separada, e tinha uma irmã limpando a perna dela e outra irmã trazendo um bolo da cantina para ela, achei muito bonito aquilo, porque ninguém sabia e as irmãs, mesmo sendo já senhoras de idade, estavam cuidando daquela moradora de rua.

Depois ainda li um livro de uma entrevista com a Madre Teresa de Calcutá, “Teresa dos pobres”, de Enzo Alegri. Quando li aquela entrevista me apaixonei pela história da Madre Teresa e quis ser como ela. Tudo isso e eu ainda era evangélico, aí entendi que para ser como a Madre, eu precisaria ser católico, mas não sabia o que seria: padre, frei, irmão, não sabia a diferença. Nisso eu já tinha 14 anos, e só tinha ido numa Igreja Católica aos 5 anos para um casamento.

Como foi deixar família, amigos, namorada?

Foi um pouco difícil deixar minha família, eu era bastante medroso, nunca tinha nem posado na casa dos outros. Fui para um seminário a 400km da cidade dos meus pais, no meu primeiro dia de seminário pedi para ir embora porque estava com medo. Mas o padre não me deixou ir, disse para eu esperar ao menos uma semana, depois disso fiquei com vergonha de pedir para ir embora de novo e continuei.

Minha mãe foi bem resistente,  pois ela é de outra igreja, então discutíamos bastante sobre doutrina, mas isso era bom pois me levava a estudar a fé católica. Meu pai tinha medo que algo acontecesse comigo por estar longe, principalmente por causa dos escândalos de abusos, eu tinha só 14 anos e iria morar com pessoas que meus pais não conheciam,  mas em determinado momento eles aceitaram que eu entrasse no seminário dos padres Cavanis, aos 15 anos, e lá nos Cavanis conheci a Copiosa Redenção.

O que significa para o senhor fazer os primeiros votos?

Para mim é muito forte poder fazer os votos, quando eu estudava na escola das irmãs, me lembro que uma irmã disse em uma aula: “Deus não nos quer perto dele, Ele nos quer junto!”. Através dos votos estou dizendo para Deus e para o mundo que “quero estar junto dEle”.

Após 10 anos que entrei no seminário, que deixei a casa dos meus pais,  posso celebrar esse desejo de Deus para mim de me ter junto dele. Ele foi me buscar lá na outra igreja, eram tantos católicos na minha escola, na minha outra igreja tinha tantos outros meninos, mas ele escolheu a mim, na minha pobreza, nos meus medos,  assim como aquela Samaritana que pertencia a um outro povo e foi alcançada por Jesus. Eu também “não adorava em Jerusalém”, pertencia a um outro povo e fui alcançado por Jesus que saciou a minha sede. Fazer os votos significa dizer que quero continuar a saciar a sede de Jesus pela Humanidade e sei que estando “junto” dele pelos votos também terei a minha sede saciada.

Qual seu maior desejo como religioso?

Aprender a amar Jesus de verdade! Padre Wilton disse que na Copiosa não somos religiosos para fazer coisas, então o que eu fizer, na missão que me colocarem, está bom. Mas quero nessas missões aprender a amar Jesus,  igual a Madre Teresa, igual aquelas irmãs da escola, igual Santo Afonso no livro Prática de Amor a Jesus Cristo.

O que diria para um jovem que se sente chamado a vida religiosa?

Quando eu aprendi a boiar na água foi o Irmão Vinícius quem me ensinou. E eu só aprendi, só tive coragem de me lançar na água do mar, porque eu confiava que o irmão iria me segurar se eu afundasse.

A mesma coisa com Deus, a gente precisa confiar nEle e se lançar, tem uma música que diz: “em quem vou confiar? No dono da rede ou no dono do mar?”. Confia em Deus e se lança… vai descobrir a vontade dele se entregando e não planejando a vida conforme os teus próprios pensamentos.

Tem que se entregar… primeiro a gente precisa confiar!

Qual a missão/comunidade marcou mais esse tempo de formação inicial e por quê?

A comunidade que mais me marcou foi a do noviciado canônico,  foi a primeira vez que vivi em uma comunidade pequena, éramos 4 noviços e um mestre na casa (em Ponta Grossa morávamos em 20, além dos acolhidos). Lá pude ser muito livre, pude me encontrar comigo mesmo, além de poder rever toda a minha história e ver Deus nela, foi o ano mais alegre da minha vida. Não usávamos celular, não falávamos a língua das pessoas direito (foi na Itália esse período), perdi todas as minhas seguranças naquele ano e foi o ano em que mais me entreguei e cresci, o ano em que mais permiti que Deus agisse em mim.

Nomeada primeira mulher prefeita no Vaticano

Irmã Simona Brambilla, Missionária Consolata foi nomeada pelo Papa Francisco como prefeita do Dicastério para a Vida Consagrada e as sociedades de Vida Apostólica

Nesta segunda-feira, 6, o Papa Francisco nomeou a Irmã Simona Brambilla, Missionária Consolata, como prefeita do Dicastério para a Vida Consagrada e as sociedades de Vida Apostólica e o Cardeal Ángel Fernández Artime como pró-prefeito do discastério. Segundo o site do Vaticano, desde o início do magistério do Papa Francisco, a presença de mulheres na Cúria Romana cresceu de 19,2% para 23,4%.

A nomeação é inédita, pois é a primeira vez que uma mulher ocupa um cargo de chefia de um dicastério da Igreja. A nova prefeita traz em sua trajetória uma experiência missionária também como enfermeira profissional em Moçambique e durante mais de dez anos (2011-2023) foi a superiora geral das Irmãs Missionárias da Consolata. 

Segundo o site do Vaticano, desde o início do magistério do Papa Francisco, a presença de mulheres na Cúria Romana cresceu de 19,2% para 23,4%.

Desde outubro de 2023, Irmã Simona ocupava o cargo de secretária do dicastério, sendo a segunda mulher a ocupar um cargo desse nível na Cúria. A primeira foi Irmã Alessandra Smerilli, secretária do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. 

Até então, quem ocupava o cargo de chefia do dicastério era o Cardeal João Braz Aviz, brasileiro, 77 anos, que foi nomeado prefeito para o dicastério em 2011 pelo Papa Bento XVI.

O que faz o Dicastério para os Institutos da Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica?

Segundo a Santa Sé, esse dicastério tem como função “promover, animar e regular a prática dos conselhos evangélicos, conforme exercida nas formas aprovadas de vida consagrada, e igualmente de vida e atividade das Sociedades de Vida Apostólica em toda a Igreja latina“.

Com informações: Vatican News

Tem início o Jubileu da Esperança: tempo de misericórdia e perdão

Com o rito solene da abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro, o Papa Francisco inaugurou o Jubileu de 2025, o “Jubileu da esperança”. Na sequência, o Santo Padre presidiu à celebração da Santa Missa na noite de Natal do Senhor, no interior da Basílica.

“Ancorados em Cristo, cruzamos o limiar deste templo santo e entramos no tempo da misericórdia e do perdão, para que a cada homem e a cada mulher seja aberto o caminho da esperança que não desilude.” 

Com esta oração, o Papa Francisco abriu a Porta Santa da Basílica de São Pedro, inaugurando o 28º Jubileu da história da Igreja Católica.

A abertura da Porta Santa foi precedida por um momento de preparação, com a proclamação das profecias bíblicas do nascimento do Salvador.

Ao abrir-se da porta, o Santo Padre em silêncio deteve-se em oração, enquanto soavam os sinos da Basílica. O Pontífice foi o primeiro a atravessá-la, seguido por ministros, 54 representes do povo de Deus provenientes dos cinco continentes e alguns concelebrantes, que se dirigiram ao Altar da Confissão para dar prosseguimento à celebração eucarística enquanto se entoava o hino do Jubileu, intitulado “Peregrinos de esperança”.

Depois da leitura da calenda, a imagem do Menino Jesus foi desvendada, e após as flores oferecidas por algumas crianças, incensada.

Há esperança para você!

Em sua homilia, o Papa leu o anúncio contido no Evangelho de Lucas: “Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor”.  

“É esta a nossa esperança. Deus é o Emanuel, é Deus conosco. (…) A esperança não está morta, a esperança está viva e envolve a nossa vida para sempre!”

Deus perdoa sempre e tudo, recordou o Pontífice. Com a abertura da Porta Santa, afirmou, a porta da esperança foi escancarada para o mundo e Deus diz a cada um: “Há esperança também para você!”. E há esperança para todas as situações de desolação: “E há tantas desolações neste tempo. Pensemos nas guerras, nas crianças metralhadas, nas bombas nas escolas ou nos hospitais”.

O Evangelho relata que os pastores, tendo recebido o anúncio do anjo, «foram apressadamente» (Lc 2, 16). Para Francisco, esta é a indicação para reencontrar a esperança: apressadamente. 

“Apressadamente, vamos ver o Senhor que nasceu para nós, para podermos então traduzir a esperança nas situações da nossa vida. Porque a esperança cristã não é um “final feliz de um filme” que deve ser aguardado passivamente: é a promessa do Senhor a ser acolhida aqui e agora, nesta terra que sofre e geme.”

Não nos detenhamos na mediocridade e na preguiça, exortou o Pontífice. Devemos nos indignar com as coisas que não estão bem e ter a coragem de as mudar; devemos ser “sonhadores que nunca se cansam”.

A esperança não tolera a indolência dos sedentários e a preguiça dos que se acomodaram no seu próprio conforto; não admite a falsa prudência dos que não se arriscam por medo e o calculismo dos que só pensam em si próprios; é incompatível com a vida tranquila dos que não levantam a voz contra o mal e contra as injustiças cometidas diretamente sobre os mais pobres. 

Pelo contrário, a esperança cristã exige de nós a audácia de antecipar hoje essa promessa, através da nossa responsabilidade e compaixão. “E aqui, talvez, nos fará bem nos perguntas sobre a própria compaixão: eu tenho compaixão? Sei ‘sentir com’? Pensemos nisso.”

É tempo de esperança!

“Irmãos e irmãs, este é o Jubileu, este é o tempo da esperança!”

É tempo de transformação para a nossa mãe Terra, desfigurada pela lógica do lucro; para os países mais pobres, sobrecarregados de dívidas injustas; para todos aqueles que são prisioneiros de antigas e novas escravidões; para os lugares profanados pela guerra e pela violência.

“Nesta noite, irmã, irmão, é para você que se abre a ‘porta santa’ do coração de Deus. Jesus, Deus-conosco, nasce para você, para nós, para cada homem e mulher. E com Ele a alegria floresce, com Ele a vida muda, com Ele a esperança não desilude.”

Copiosa Redenção celebra 35 anos de História, Fé e Misericórdia

No próximo dia 08 de dezembro, a Congregação da Copiosa Redenção celebra um marco histórico: 35 anos de fundação. Um jubileu de amor, misericórdia e gratidão, conforme destacou a Madre Tânia Azevedo, que enxerga este momento como um testemunho da Providência Divina ao longo da história da Congregação.

O jubileu deste ano traz um significado ainda mais profundo com a partida do fundador, Padre Wilton Lopes, no mesmo ano. Para Madre Tânia, este fato reflete a aliança da Congregação com Deus:
“Deus levou o Padre Wilton nos 35 anos da Congregação para dizer, justamente, que esse jubileu deveria ser celebrado no paraíso, a fim de confirmar cada vez mais para nós a aliança da Congregação com Deus e de Deus com a Congregação. Toda a vida dele foi esse testemunho de Copiosa Redenção.”

O lema dos 35 anos é “Deus escreve amor, ternura, nas linhas das nossas vidas pobres e pequenas, e faz de nós instrumentos maravilhosos em Suas mãos”, frase do próprio fundador Pe. Wilton Moraes Lopes. A figura que simboliza esses 35 anos da Congregação é um arco com a imagem do Padre Wilton e das cofundadoras, ilustrando que um arco é formado por duas colunas frágeis, e o que faz se sustentar é a pedra angular que as conectam.

Celebrar e agradecer

A celebração do jubileu da Congregação inicia tradicionalmente com um Tríduo – neste ano com início na quinta-feira (05). Todos os membros da Família Copiosa se reúnem durante esses três dias na Casa Geral Mãe da Divina Graça, em Ponta Grossa (PR), para rezarem o Ofício da Imaculada Conceição e celebrarem a Missa.

Esses dias são uma oportunidade de olhar para trás e reconhecer a obra divina, que começou de maneira singular. Madre Tânia relembra o início da Copiosa Redenção, como um verdadeiro mistério da graça de Deus: “Tudo o que foi o começo da Congregação é também um mistério desse amor de Deus, que escolhe essas Isabéis para gerar vidas e também para chamar vocações jovens. Parece loucura, mas é a loucura da cruz.”

A celebração também é um tempo de gratidão, não apenas pelo passado, mas pelas inúmeras pessoas que contribuíram para a obra da Copiosa Redenção, direta ou indiretamente. Madre Tânia enfatiza:
“Fica a nossa gratidão a Deus, a todas as pessoas que participam também dessa obra de uma maneira ou de outra. É tempo de louvor, gratidão e perseverança na fidelidade desse Carisma.”

A manifestação do Carisma nos dias de hoje

Ao longo desses 35 anos, a Congregação cresceu como fruto da fé e do Carisma deixado pelo fundador, Padre Wilton, que acreditava que a identidade da Copiosa Redenção deveria sempre refletir sua história fundacional. Nas palavras dele, registradas no livro Alargai os Vossos Corações, ele ressalta: “A nossa história é sempre um reflexo da fundação e sempre vai ser. Não precisamos inventar nada para construir a nossa história, apenas reinventar o que já foi construído, reinterpretar e revitalizar o que já foi vivido.”

Mais de 3 mil pessoas já foram atendidas pelos trabalhos de recuperação da Congregação, que atualmente possui 5 Comunidades Terapêuticas, 100 religiosos e 71 leigos consagrados.

Olhar para os 35 anos de Copiosa Redenção é perceber a mão de Deus guiando cada etapa, renovando as forças e inspirando as vocações. Como bem afirmou Madre Tânia, o futuro permanece um mistério, mas o presente é a oportunidade de viver com fidelidade o chamado divino.“O brilho daquela luz que nunca se apagará nos direciona. O dia que não soubermos mais de onde viemos, também não saberemos para onde ir“, ressalta.

A celebração do jubileu de 35 anos, além de relembrar o legado do Padre Wilton e das cofundadoras, é um convite à perseverança e à renovação constante na missão de levar Copiosa Redenção a tantas almas necessitadas do amor e da misericórdia divina.

Participe da Celebração dos 35 anos

No domingo, dia 08, a Congregação se prepara para comemorar o aniversário de fundação com todo júbilo que essa data merece. A celebração oficial será na Chácara de Uvaia, em Ponta Grossa, será com a Santa Missa às 10h. Na ocasião também será celebrado o jubileu de 25 anos de vida consagrada das Irmãs Mirabel Mendes Mattos, Rosi Ferreira dos Santos, Salete Clarice Bottoli e Vanilda Antônia Lohn e com os Votos temporários da Irmã Djessica Rodrigues.

Todas as pessoas que desejarem celebrar esse momento com a Família Copiosa Redenção estão convidadas para o almoço festivo, mediante uma contribuição de R$20,00. Contato para mais informações sobre o almoço: (42) 9 9124 2951.

Copiosa Redenção acolhe novos leigos consagrados

No último final de semana, 13 e 14 de outubro, a Copiosa Redenção recebeu as primeiras promessas de 12 novos leigos consagrados. A profissão das promessas se deu durante o Retiro Anual dos Leigos Consagrados da Congregação, na Chácara de Uvaia, em Ponta Grossa (PR).

Juntamente com os neo-consagrados, outros 69 irmãos fizeram a renovação das promessas e de seus compromissos para com Deus e a Congregação.

Ser um leigo consagrado na Copiosa Redenção é colaborar com a recuperação dos dependentes do álcool e das drogas através do compromisso com a Adoração ao Santíssimo Sacramento semanalmente, Santa Missa, e vivência dos sacramentos. 

Neo-consagrados

Dentre os novos consagrados existem homens e mulheres, solteiros e casados. São eles:

  • Márcio Gabriel Holm Monteiro
  • André Lima Nardi Gomes
  • Maria Madalena Walter
  • Vera Aparecida de Oliveira
  • Flávia Cristina Morais
  • Herivelton Kleber da Silva
  • Rúbia Aparecida da Silva Almeida
  • Michel Marques de Almeida
  • Ronilda Aparecida de Souza Santos
  • Luiz Alberto Gomes dos Santos
  • Alexsandro Skavronski
  • Dayane Letícia da Costa

Como ser um leigo na Copiosa Redenção

Para aqueles que desejam trilhar um caminho vocacional para ser leigo consagrado na Copiosa Redenção, o acompanhamento pode ser feito online ou presencial, inicialmente o candidato é convidado para um primeiro colóquio. Em seguida, se estiver de acordo, será inserido no grupo dos leigos para iniciar o processo de formação de cinco etapas, por no mínimo 2 anos, para depois ser avaliado e admitido para a consagração.

Saiba mais neste artigo: Como ser um leigo consagrado na Copiosa Redenção?