3 motivos para se tornar um Amigo da Redenção

Amigo da Redenção: esse é o nome dado a quem abraça a missão de transformar vidas marcadas pela dependência química, oferecendo um gesto concreto de amor, esperança e redenção

Logo, ser um Amigo da Redenção significa participar de uma obra que une misericórdia, oração e solidariedade. E o objetivo é resgatar não apenas indivíduos que sofrem com o vício das drogas e bebidas, mas também famílias e comunidades inteiras.

Então, se você está se perguntando por que deveria fazer parte deste projeto, apresentamos aqui três motivos. São motivos simples que mostram como sua contribuição pode ir muito além do material e se tornar um ato de redenção e fé.

Acompanhe!

1º motivo para você se tornar um Amigo da Redenção: Praticar uma Obra de Misericórdia e Redenção

Ao se tornar um Amigo da Redenção, você pratica uma das mais belas obras de misericórdia: cuidar dos que mais precisam. Isso porque a sua contribuição apoia a recuperação de dependentes químicos, uma missão essencial para a sociedade, especialmente no Brasil, onde o impacto das drogas cresce de forma alarmante.

Os números sobre o uso de substâncias psicoativas são preocupantes. Segundo uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cerca de 4 milhões de brasileiros enfrentam problemas graves relacionados ao uso abusivo de substâncias.

Além disso, o consumo do crack e cocaína coloca o Brasil entre os países com maior número de usuários dessas substâncias no mundo. Este cenário não afeta apenas os dependentes, mas destrói famílias, causa violência e sobrecarrega sistemas de saúde e assistência social.

Diante dessa realidade, a Igreja, como mãe que ama seus filhos, nos convida a ser agentes de transformação, praticando a misericórdia com gestos concretos. E esse gesto é uma resposta ao chamado de Jesus que nos diz: “Tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber” (Mt 25,35).

Contudo, na dependência química, o alimento e a água se traduzem em acolhimento, tratamento e espiritualidade para aqueles que estão em profunda vulnerabilidade.

Contribuir para a recuperação de dependentes químicos não é apenas uma resposta ao chamado de Jesus, mas também uma forma de combater essa epidemia silenciosa que devasta lares e comunidades inteiras.

Cada vida restaurada é um testemunho da força do amor cristão em ação.

Portanto, ao contribuir com as Comunidades Terapêuticas da Copiosa Redenção, você ajuda na reestruturação de vidas que estavam perdidas, devolvendo dignidade, fé e esperança. E isso não apenas aos adictos – assim são chamados os que estão em recuperação – mas também famílias inteiras, que encontram em nossa missão um novo caminho de esperança e redenção.

2º motivo para você se tornar um Amigo da Redenção: Receber a intercessão diária das Irmãs e Irmãos da Copiosa Redenção

Ao fazer parte do Projeto Amigos da Redenção, você não estará apenas ajudando as nossas Comunidades Terapêuticas; mas também receberá ajuda espiritual.

Todos os dias, as Irmãs e os Irmãos da Copiosa Redenção intercedem diante do Santíssimo Sacramento por cada Amigo da Redenção, pedindo a Deus que derrame bênçãos sobre suas vidas.

Logo, a oração de intercessão é uma força poderosa que conecta nossos corações às graças de Deus. Quando intercedemos por alguém ou somos alvo de intercessão, participamos de um elo espiritual que atravessa fronteiras e nos coloca diante do coração misericordioso de Cristo.

Portanto, ser lembrado em orações diárias, diante do altar, é um presente espiritual que fortalece a caminhada de fé e nos une ainda mais à obra de redenção e amor.

Como a Copiosa Redenção realiza sua Obra nas Comunidades Terapêuticas

Antes de citar o terceiro motivo, vamos entender melhor o trabalho da Copiosa Redenção na sua missão de resgatar a dignidade dos dependentes químicos.

A missão da Copiosa Redenção vai além da recuperação física; é uma obra integral que alcança corpo, mente e espírito. Logo, inspirados pelo carisma dado por Deus ao Padre Wilton Lopes, fundador da Congregação, os Irmãos e Irmãs da Copiosa Redenção trabalham incansavelmente para oferecer um caminho de esperança e transformação aos adictos.

O carisma da Copiosa Redenção nasceu como uma resposta ao sofrimento humano, especialmente daqueles que enfrentam o vício e a autodestruição. Padre Wilton compreendeu que a verdadeira redenção só acontece por meio de uma entrega total ao Amor de Deus. Assim, ele estabeleceu uma missão que une espiritualidade profunda e acolhimento concreto.

Portanto, nas Comunidades Terapêuticas da Copiosa Redenção, essa visão se traduz em ações práticas e espirituais:

Adoração diária ao Santíssimo Sacramento: A adoração é o coração da obra. Por isso, cada dependente é apresentado diante de Jesus em intercessão por sua recuperação. Aqui, tudo se consome no Amor, e cada passo rumo à recuperação é confiado à misericórdia divina.

Acolhimento e cuidado integral: Às comunidades oferecem um ambiente de acolhimento, onde cada pessoa é tratada com dignidade, reconhecendo suas feridas e ajudando a reconstruir sua vida.

Espiritualidade e trabalho como pilares: A Copiosa Redenção valoriza o equilíbrio entre oração e trabalho. Desse modo, cada acolhido é incentivado a redescobrir o valor do esforço humano e do cultivo da espiritualidade como formas de reencontro consigo mesmo e com Deus.

Comunhão com as famílias: A recuperação também envolve as famílias, promovendo momentos de encontro, diálogo e perdão. Logo, é um processo de reconstrução de laços e resgate da harmonia familiar.

O que é uma Comunidade Terapêutica? [inserir o link do BP1

3º motivo para você se tornar um Amigo da Redenção: Receber o informativo Porta da Misericórdia

Além de praticar a misericórdia e ser alvo de orações, o Amigo da Redenção recebe mensalmente em seu email o informativo Porta da Misericórdia.

E esta newsletter exclusiva traz para você:

  • Reflexões espirituais inspiradoras.
  • Notícias e novidades sobre a obra da Copiosa Redenção.
  • Testemunhos de transformação de vidas nas Comunidades Terapêuticas, e muito mais.

O Porta da Misericórdia é um convite para aprofundar a sua espiritualidade e estar sempre conectado à missão que você ajuda a sustentar.

Quer assinar a newsletter Porta da Misericórdia? Faça seu cadastro AQUI! agora mesmo!

             Como você pode salvar famílias das drogas? Descubra AQUI!

Baixe o Infográfico Amigo da Redenção

Quer saber mais sobre como ser um Amigo da Redenção e fazer parte desta obra transformadora? Baixe agora mesmo o infográfico que preparamos especialmente para você!

Neste material exclusivo, você vai descobrir:

  • Mais detalhes sobre as Comunidades Terapêuticas da Copiosa Redenção.
  • Como sua doação é utilizada para resgatar vidas.
  • Passos simples para se tornar um Amigo da Redenção e transformar o sofrimento em esperança.

Clique aqui para baixar o infográfico e dar o primeiro passo nesta missão de amor e misericórdia: QUERO O INFOGRÁFICO AMIGO DA REDENÇÃO!

Como você pode salvar famílias das drogas

As famílias enfrentam um dos maiores desafios quando precisam lidar com a dependência química: o impacto devastador que o vício causa em suas vidas.

E o sofrimento vai além do indivíduo dependente, afetando pais, mães, filhos e todos ao redor.

Logo, para os pais, o sofrimento é profundo e muitas vezes indescritível. Ver um filho sucumbir ao vício de drogas é como assistir a um naufrágio em câmera lenta — um misto de impotência, angústia e desespero. Além disso, é comum a sensação de falha como educadores e protetores, mesmo quando as circunstâncias estão além do controle familiar.

A dor das famílias: o peso do vício e a busca por esperança

A dor dos pais começa com os sinais iniciais. O filho que antes era alegre e cheio de sonhos começa a se afastar, muda o comportamento, e os laços afetivos parecem enfraquecer.

E esses sinais vêm acompanhados de perguntas torturantes: “Onde foi que eu errei?” ou “Será que não fui bom o suficiente?”. Desse modo, os pais se veem presos entre a culpa e a tentativa incansável de ajudar, muitas vezes sem saber por onde começar.

O cotidiano se torna um campo de batalha. Além do desgaste emocional, muitos pais enfrentam dificuldades financeiras, já que o vício frequentemente leva a gastos inesperados com tratamentos ou dívidas causadas pelo dependente.

Sem contar que os conflitos em casa aumentam, e a harmonia familiar é substituída pelo medo e pela tensão.

Somado a isso, a sociedade também impõe um peso adicional. Pais de dependentes químicos muitas vezes enfrentam estigmas e julgamentos, tornando o fardo ainda mais difícil de carregar. E assim, ao invés de receber apoio, muitos se isolam, temendo o olhar crítico de amigos, parentes e vizinhos.

Logo, esse isolamento aprofunda ainda mais a dor, transformando a luta em algo que parece impossível de vencer sozinhos.

Apesar disso, a esperança ainda é possível. Com o amor e a solidariedade de pessoas comprometidas, é possível ajudar essas famílias a reconstruírem sua força e encontrarem o suporte necessário.

Então, descubra como você pode ser parte dessa transformação, ajudando famílias a vencerem essa batalha e reencontrarem um novo caminho de esperança e redenção.

             A missão do leigo na igreja: descubra AQUI!

Apoie as famílias no combate à dependência química

Quando uma pessoa enfrenta o vício, não é apenas ela que sofre — toda a sua família carrega o peso desta luta. Muitas vezes, esses lares enfrentam desespero, desunião e perda de esperança. É nesse momento que o apoio externo se torna essencial. Mas como você pode ajudar essas famílias?

  1. Escute e ofereça apoio emocional: Muitas vezes, as famílias precisam apenas de alguém para ouvi-las sem julgamentos. Então, que tal ser esse ouvido amigo? Aproveite para incentivar a buscar ajuda profissional.
  2. Informe-se sobre o problema: Conhecer as causas e consequências da dependência química ajuda a orientar as famílias para caminhos mais eficazes de recuperação.
  3. Oriente as famílias sobre as Comunidades Terapêuticas: Mostre que existem lugares especializados, como as Comunidades Terapêuticas da Copiosa Redenção, que oferecem acolhimento e tratamento integral.

Por que apoiar uma Congregação Religiosa pode ser a melhor decisão para sua vida e sua família: LEIA AQUI!

Você pode fazer mais: faça parte dos Amigos da Redenção e salve famílias

Uma das formas mais concretas de ajudar famílias a vencerem a batalha contra as drogas é se tornar um Amigo da Redenção. Essa rede de solidariedade permite que você contribua diretamente para a transformação de vidas por meio de doações e orações.

Portanto, quando você se torna um Amigo da Redenção, sua ajuda chega a milhares de pessoas que lutam contra a dependência química.

Cada contribuição é um gesto de amor! E é esse gesto de amor que financia os trabalhos realizados nas Comunidades Terapêuticas da Copiosa Redenção, onde dependentes químicos e suas famílias encontram acolhimento, cuidado e um caminho de restauração.

Além disso, sua oração é um poderoso instrumento espiritual para fortalecer aqueles que enfrentam essa difícil caminhada. Como nos ensina o carisma da Copiosa Redenção, adorar a Jesus, nosso redentor, e agir são passos fundamentais para salvar vidas.

Quer saber mais sobre como ajudar famílias a superar os desafios da dependência química? Então, baixe o infográfico gratuito que preparamos especialmente para você. Nele, você vai:

  • Conhecer mais sobre as Comunidades Terapêuticas da Copiosa Redenção.
  • Descobrir como ser um Amigo da Redenção e participar dessa missão transformadora.
  • Aprender formas práticas de apoiar dependentes químicos e suas famílias.

Clique AQUI! para baixar o infográfico e dar o primeiro passo na missão de salvar famílias!

Juntos, podemos transformar realidades

Salvar famílias das drogas não é uma tarefa simples, mas é possível quando unimos forças. Cada gesto, por menor que pareça, pode fazer a diferença na vida de alguém. Seja ouvindo, orientando, doando ou orando, você pode ajudar famílias a reencontrarem a paz, a esperança e a alegria de viver.

Aceite este convite e faça parte desta obra de amor. Como Amigo da Redenção, você será um instrumento de Deus na vida de tantas pessoas que precisam de acolhimento e redenção.

O que é uma Comunidade Terapêutica?

A Comunidade Terapêutica é um espaço de acolhimento, cuidado e transformação, especialmente voltado para a recuperação de pessoas que enfrentam o desafio da dependência química.

Contudo, diferente de outros modelos de tratamento, ela se baseia em uma abordagem integral. Logo, esse tratamento considera não apenas a superação do vício, mas também a reconstrução da dignidade, da espiritualidade e dos laços sociais dos acolhidos.

A realidade das drogas no mundo

O consumo de drogas é um problema global que atinge milhões de pessoas e tem impactos devastadores na saúde pública, na economia e nas relações sociais. Segundo o Relatório Mundial sobre Drogas da ONU de 2023, mais de 296 milhões de pessoas no mundo usaram drogas pelo menos uma vez em 2021, um aumento de 23% em apenas uma década.

No Brasil, os números também são alarmantes. Uma pesquisa realizada pela Fiocruz apontou que cerca de 9,9% da população adulta brasileira já experimentou algum tipo de droga ilícita ao longo da vida.

E entre os adolescentes, o uso de álcool e drogas é especialmente preocupante, com altas taxas de iniciação precoce, frequentemente relacionada a problemas familiares e sociais.

Além disso, o consumo de crack e cocaína coloca o Brasil entre os maiores mercados dessas substâncias no mundo, causando grandes desafios para as políticas de saúde e segurança pública.

Diante dessa realidade, as Comunidades Terapêuticas se tornam uma resposta essencial para oferecer acolhimento e caminhos de recuperação a milhares de pessoas.

Comunidade Terapêutica: Recuperação e Reconstrução de Vidas

As Comunidades Terapêuticas são estruturadas para oferecer um ambiente protegido e acolhedor, onde aqueles que sofrem com o uso abusivo de drogas possam encontrar suporte emocional, espiritual e prático.

E dentro dessas comunidades, os acolhidos participam de atividades que promovem autoconhecimento, disciplina e fortalecimento interior.

A proposta é baseada na convivência comunitária, no apoio mútuo e em uma rotina que inclui momentos de espiritualidade, trabalho, lazer e grupos terapêuticos.

Portanto, é um processo que não se limita ao tratamento médico ou psicológico, mas busca a transformação integral da pessoa, reconhecendo sua dignidade e potencial.

Aproveite para ler também: Por que apoiar uma Congregação Religiosa pode ser a melhor decisão para sua vida e sua família

O Carisma da Copiosa Redenção e sua Missão

A missão da Copiosa Redenção com a recuperação de dependentes químicos nasce de um carisma especial que Deus colocou no coração do Padre Wilton, seu fundador.

Em um momento de profunda sensibilidade às dores humanas, ele foi inspirado a criar um caminho de luz, esperança e redenção para aqueles que vivem a realidade da dependência de substâncias psicoativas, marcados por histórias de sofrimento e autodestruição.

Logo, o carisma da Copiosa Redenção se concretiza todos os dias diante do altar, em um encontro íntimo com Cristo no Santíssimo Sacramento. Na adoração, trazemos diante de Deus cada um dos nossos filhos espirituais, entregando suas vidas e seus dramas ao Amor que redime.

Adorar é confiar no poder transformador de Cristo e trabalhar para que essa transformação chegue àqueles que mais precisam.

Adorar e Trabalhar: O Coração do Carisma

Na Copiosa Redenção, vivemos duas dimensões inseparáveis: adorar e trabalhar. A adoração diária ao Santíssimo Sacramento é a força que alimenta nosso trabalho de recuperação. Portanto, orar e agir, contemplar e servir, são caminhos que se encontram no Coração do Senhor, a fonte de toda redenção. 

Desse modo, cada Irmão e cada Irmã da Copiosa Redenção é chamado a viver esse duplo desafio: interceder com fervor diante do Senhor e estender as mãos ao próximo, especialmente aos dependentes químicos, com amor e compromisso.

Esse Carisma é mais do que uma tarefa; é um dom de Deus que se manifesta no cuidado com os mais frágeis e na dedicação constante para reconstruir vidas.

Comunidade Terapêutica: conheça as casas da Copiosa Redenção

Deus nos deu a graça de trabalhar não apenas em uma Comunidade Terapêutica, mas em diversas. Atualmente, temos:  Comunidade Terapêutica Antônio e Maria; Comunidade Terapêutica Marta E Maria; Comunidade Terapêutica Mons. Gabriel Mercol; Comunidade Terapêutica Rosa Mística; e Comunidade Terapêutica Padre Wilton Moraes Lopes

E  cada uma dessas Comunidades Terapêuticas conta com: Psiquiatra; Psicólogo; Assistente Social; Educador social; entre outros profissionais.

Portanto, oferecemos: atendimento Psiquiátrico mensal; atendimento psicológico semanal; Grupos terapêuticos: mútua ajuda, diários, partilha, sentimento, auto-ajuda, assembleia comunitária, Amor Exigente, Alcoólicos anônimos; Espiritualidade semanal; Visitas familiares mensal; Grupo autobiográfico; Grupo de prevenção a recaída; Seminários e atividades extras.

Milhares de pessoas, entre homens e mulheres, já foram atendidos em nossas Comunidades Terapêuticas ao longo desses 35 anos, tendo a oportunidade de viver sua redenção e encontrar-se com o amor de Cristo.

Comunidade Terapêutica: um Caminho de Amor, Misericórdia e Redenção que você pode ajudar a formar

Você já pensou em ser um Amigo da Redenção, ajudando milhares de pessoas a vencer o vício das drogas? Ser um Amigo da Redenção é ser como Moisés, conduzindo almas, mas não por um mar de águas, mas por um mar de amor, misericórdia e redenção. É abrir o coração de Cristo para acolher aqueles que precisam de redenção, oferecendo-lhes a certeza de uma salvação plena.

Na Comunidade Terapêutica, essa missão se torna palpável. Cada pessoa que é acolhida para o tratamento é vista como um filho amado de Deus, e cada processo de recuperação é um testemunho vivo da graça divina.

É um lugar onde o amor transforma, onde a misericórdia renova e a redenção liberta, onde a dignidade é restaurada.

Seja você também um Amigo da Redenção e faça parte da transformação de milhares de pessoas que desejam se recuperar do vício das drogas. ACESSE AQUI para saber mais!

Vida fraterna como prevenção ao Suicídio

A prevenção ao suicídio na vida religiosa é um tema urgente e muitas vezes silenciado. Isso porque, apesar da vocação sacerdotal e religiosa ser um chamado sublime, ela também traz desafios únicos.

E esses desafios podem levar a crises emocionais profundas, incluindo depressão, ansiedade e, em casos extremos, até mesmo o suicídio.

Mas há esperança! A vida fraterna, quando vivida em sua plenitude, pode ser um poderoso instrumento de acolhimento e proteção para aqueles que enfrentam essas dificuldades.

Vamos entender isso melhor!

Suicídio: uma realidade dolorosa também na vida religiosa

Muitas pessoas desconhecem a gravidade da questão do suicídio entre sacerdotes e religiosos. Contudo, dados como os apresentados em uma pesquisa de 2008 revelam um quadro preocupante.

 28% dos padres e freiras entrevistados relataram sentir-se emocionalmente exaustos, superando índices de estresse encontrados em profissões de alta pressão, como policiais e executivos.

O pesquisador Padre Lício aponta que essa exaustão muitas vezes surge do conflito entre as expectativas teológicas e sociológicas da vocação religiosa. Enquanto a teologia enfatiza a santidade e o serviço, a sociedade exige resultados rápidos, respostas imediatas e uma perfeição inatingível.

Logo, esses conflitos podem gerar sentimentos de inadequação, solidão e estresse, que são portas de entrada para transtornos mentais graves.

A solidão, em particular, é um dos fatores mais desafiadores para a vida religiosa. Muitos sacerdotes e religiosos(as) vivem em um isolamento emocional que é mascarado pela rotina intensa de atividades pastorais.

E esse isolamento é perigoso e muitas vezes ignorado, perpetuando uma cultura de silêncio em torno da saúde mental.

O impacto do suicídio na vida consagrada – LEIA AQUI!

A vida fraterna como prevenção ao suicídio

Diante desse cenário, a vida fraterna desponta como uma resposta fundamental para a prevenção ao suicídio.

A espiritualidade cristã sempre enfatizou o valor da comunidade, do caminhar juntos. E o próprio Jesus nos deu o exemplo ao viver cercado por seus discípulos, compartilhando alegrias, dores e desafios.

Logo, a vida fraterna, quando bem estruturada, pode oferecer um espaço de acolhimento e suporte emocional. É ali que se pode encontrar alguém para ouvir, compreender e partilhar os fardos. Contudo, não se trata apenas de convivência, mas de criar uma cultura onde a vulnerabilidade é aceita e acolhida, e onde o cuidado mútuo é prioridade.

Porém, mais do que uma solução prática, a vida fraterna é um reflexo do Evangelho. Ela nos lembra que ninguém está sozinho em sua missão e que o amor ao próximo começa dentro da comunidade.

Portanto, através de momentos de partilha, lazer, oração conjunta e diálogo honesto, é possível criar um ambiente que protege contra os perigos do isolamento emocional.

Aproveite para ler também: A importância do autoconhecimento na vida consagrada e sacerdotal

Um convite para aprofundar o tema da prevenção ao suicídio

Reconhecer a importância da prevenção ao suicídio na vida religiosa é apenas o primeiro passo. É preciso aprofundar o entendimento, aprender com experiências concretas e refletir sobre como a Igreja pode continuar sendo um espaço de acolhimento e cuidado.

Por isso, convidamos você a participar do VIII Congresso Âncora, nos dias 02 e 03 de maio de 2025, em Curitiba/PR, no FAE BUSINESS.

Com o tema “Acolher e Cuidar: a missão da Igreja na Prevenção ao Suicídio”, o congresso será uma oportunidade única para explorar esse assunto com profundidade.

Especialistas, religiosos e líderes pastorais se reunirão para partilhar conhecimentos, experiências e ferramentas práticas para fortalecer a saúde mental no âmbito da vida religiosa.

Portanto, não deixe essa oportunidade passar. A prevenção ao suicídio começa com pequenos gestos, como acolher, ouvir e estar presente. E, no Congresso Âncora, você encontrará o apoio e a inspiração para transformar essa missão em realidade.

Venha e descubra como a vida fraterna pode salvar vidas. Acolher e cuidar é o chamado de todos nós!

Saiba mais sobre o VIII Congresso Âncora AQUI!

Honrando o passado, construindo o futuro: a importância dos idosos na sociedade

A importância dos idosos na sociedade vai além da preservação das tradições; ela reside em sua capacidade única de tecer os fios que conectam o passado, o presente e o futuro.

Como pilares de sabedoria, experiência e amor, os idosos nos oferecem não apenas memórias, mas também lições valiosas que guiam nossas escolhas e moldam o amanhã.

A importância da convivência entre gerações

Em uma sociedade cada vez mais acelerada e tecnológica, a convivência entre gerações é um farol que ilumina o caminho para a empatia e o entendimento mútuo.

Logo, o encontro entre avós e netos, por exemplo, é um espaço fértil para o aprendizado recíproco: os mais velhos compartilham histórias e valores, enquanto os mais jovens trazem novas perspectivas e energias.

E este intercâmbio é vital para preservar nossa humanidade e fortalecer os laços que nos tornam uma comunidade.

Portanto, quando promovemos o diálogo entre gerações, cultivamos uma sociedade onde cada indivíduo, independentemente da idade, encontra seu lugar e sua dignidade respeitada. E é nesse entrelaçar de experiências e sonhos que construímos um futuro mais inclusivo e solidário.

Reflexões do Papa Francisco sobre a importância dos idosos

O Papa Francisco, em diversas ocasiões, destacou a importância dos idosos na sociedade, nos convidando a honrá-los e cuidar deles com amor. Logo, em uma de suas reflexões, ele afirmou:

“Os idosos são como árvores que continuam a dar fruto: mesmo carregando as marcas do tempo, oferecem sombra e sustento para quem busca abrigo.”

Por isso, o Papa nos exorta a ouvir suas histórias e a valorizar sua presença como testemunhas vivas da fidelidade de Deus ao longo da história.

Além disso, o Santo Padre nos lembra que o cuidado e o respeito pelos idosos não são apenas deveres morais, mas também fontes de bênçãos e de renovação espiritual para toda a comunidade.

E com sua sabedoria pastoral e sensibilidade humana, ele tem reiterado a urgência de resgatar o papel dos idosos na sociedade e na convivência familiar. Por isso, alerta sobre os perigos de uma cultura que promove o contraste entre as gerações, descrevendo-o como “um fruto envenenado da cultura do conflito”.

Para o Papa Francisco, opor jovens e idosos não é apenas um equívoco, mas uma manipulação que mina a riqueza da unidade. Por isso afirmou: “O que está em jogo é a unidade das idades da vida.”

Portanto, esta reflexão do Papa nos convida a repensar as dinâmicas sociais que frequentemente colocam as gerações em oposição. Jovens e idosos, longe de serem antagonistas, devem ser parceiros em um diálogo que enriqueça ambas as partes.

Os jovens têm energia e sonhos; os idosos, sabedoria e experiência. Juntos, podem criar uma sinergia que beneficia toda a sociedade.

Um chamado à transformação

O Papa Francisco nos convida a transformar nossas atitudes e ações em relação aos mais velhos, principalmente no que se refere à importância dos idosos na sociedade. E isso inclui criar espaços de convivência, onde os idosos possam se sentir acolhidos e importantes, e rejeitar toda forma de indiferença ou exclusão.

Porém, mais do que isso, ele nos desafia a sermos testemunhas de uma cultura do cuidado, onde cada geração reconheça sua interdependência e aprenda a caminhar juntas.

Que essa mensagem nos inspire a resgatar a convivência entre jovens e idosos, celebrando a unidade e a riqueza das idades da vida. Afinal, como nos lembra Francisco, somente unidos poderemos construir um futuro onde cada pessoa, em todas as fases da vida, se sinta valorizada e amada.

A importância dos idosos: um guia prático para avós e netos

Quer aprofundar ainda mais essa reflexão sobre a importância dos idosos na sociedade e descobrir formas práticas de fortalecer os laços entre gerações? O Lar Adelaide Weiss Scarpa preparou um presente especial para você: o e-book gratuito “Do convívio entre nós – Conselhos práticos para avós e netos”.

Este material traz dicas simples e inspiradoras para tornar o convívio familiar mais harmonioso e enriquecedor. Entre os temas abordados estão a importância da comunicação, atividades conjuntas que fortalecem o vínculo e sugestões para superar os desafios desta relação tão especial.

Então, baixe agora mesmo o e-book gratuitamente e descubra como pequenos gestos podem transformar a convivência com os idosos em uma experiência de amor e aprendizado mútuo.

Acesse o link abaixo e honre aqueles que são as raízes que sustentam nossa história.

Baixe aqui seu ebook: Do convívio entre nós – Conselhos práticos para avós e netos

A importância dos idosos: um legado de sabedoria que molda o futuro

Ao reconhecermos a importância dos idosos na sociedade, reafirmamos nossa gratidão por aqueles que vieram antes de nós. Isso porque eles são guardiões de valores atemporais, mestres na arte de viver e exemplos de resiliência diante dos desafios.

Desse modo, que possamos todos honrar seu legado, cuidar de sua dignidade e aprender com suas histórias, enquanto construímos juntos um futuro de respeito, harmonia e esperança. Afinal, é na comunhão entre gerações que reside a verdadeira riqueza de uma sociedade.

Copiosa Redenção celebra 35 anos de História, Fé e Misericórdia

No próximo dia 08 de dezembro, a Congregação da Copiosa Redenção celebra um marco histórico: 35 anos de fundação. Um jubileu de amor, misericórdia e gratidão, conforme destacou a Madre Tânia Azevedo, que enxerga este momento como um testemunho da Providência Divina ao longo da história da Congregação.

O jubileu deste ano traz um significado ainda mais profundo com a partida do fundador, Padre Wilton Lopes, no mesmo ano. Para Madre Tânia, este fato reflete a aliança da Congregação com Deus:
“Deus levou o Padre Wilton nos 35 anos da Congregação para dizer, justamente, que esse jubileu deveria ser celebrado no paraíso, a fim de confirmar cada vez mais para nós a aliança da Congregação com Deus e de Deus com a Congregação. Toda a vida dele foi esse testemunho de Copiosa Redenção.”

O lema dos 35 anos é “Deus escreve amor, ternura, nas linhas das nossas vidas pobres e pequenas, e faz de nós instrumentos maravilhosos em Suas mãos”, frase do próprio fundador Pe. Wilton Moraes Lopes. A figura que simboliza esses 35 anos da Congregação é um arco com a imagem do Padre Wilton e das cofundadoras, ilustrando que um arco é formado por duas colunas frágeis, e o que faz se sustentar é a pedra angular que as conectam.

Celebrar e agradecer

A celebração do jubileu da Congregação inicia tradicionalmente com um Tríduo – neste ano com início na quinta-feira (05). Todos os membros da Família Copiosa se reúnem durante esses três dias na Casa Geral Mãe da Divina Graça, em Ponta Grossa (PR), para rezarem o Ofício da Imaculada Conceição e celebrarem a Missa.

Esses dias são uma oportunidade de olhar para trás e reconhecer a obra divina, que começou de maneira singular. Madre Tânia relembra o início da Copiosa Redenção, como um verdadeiro mistério da graça de Deus: “Tudo o que foi o começo da Congregação é também um mistério desse amor de Deus, que escolhe essas Isabéis para gerar vidas e também para chamar vocações jovens. Parece loucura, mas é a loucura da cruz.”

A celebração também é um tempo de gratidão, não apenas pelo passado, mas pelas inúmeras pessoas que contribuíram para a obra da Copiosa Redenção, direta ou indiretamente. Madre Tânia enfatiza:
“Fica a nossa gratidão a Deus, a todas as pessoas que participam também dessa obra de uma maneira ou de outra. É tempo de louvor, gratidão e perseverança na fidelidade desse Carisma.”

A manifestação do Carisma nos dias de hoje

Ao longo desses 35 anos, a Congregação cresceu como fruto da fé e do Carisma deixado pelo fundador, Padre Wilton, que acreditava que a identidade da Copiosa Redenção deveria sempre refletir sua história fundacional. Nas palavras dele, registradas no livro Alargai os Vossos Corações, ele ressalta: “A nossa história é sempre um reflexo da fundação e sempre vai ser. Não precisamos inventar nada para construir a nossa história, apenas reinventar o que já foi construído, reinterpretar e revitalizar o que já foi vivido.”

Mais de 3 mil pessoas já foram atendidas pelos trabalhos de recuperação da Congregação, que atualmente possui 5 Comunidades Terapêuticas, 100 religiosos e 71 leigos consagrados.

Olhar para os 35 anos de Copiosa Redenção é perceber a mão de Deus guiando cada etapa, renovando as forças e inspirando as vocações. Como bem afirmou Madre Tânia, o futuro permanece um mistério, mas o presente é a oportunidade de viver com fidelidade o chamado divino.“O brilho daquela luz que nunca se apagará nos direciona. O dia que não soubermos mais de onde viemos, também não saberemos para onde ir“, ressalta.

A celebração do jubileu de 35 anos, além de relembrar o legado do Padre Wilton e das cofundadoras, é um convite à perseverança e à renovação constante na missão de levar Copiosa Redenção a tantas almas necessitadas do amor e da misericórdia divina.

Participe da Celebração dos 35 anos

No domingo, dia 08, a Congregação se prepara para comemorar o aniversário de fundação com todo júbilo que essa data merece. A celebração oficial será na Chácara de Uvaia, em Ponta Grossa, será com a Santa Missa às 10h. Na ocasião também será celebrado o jubileu de 25 anos de vida consagrada das Irmãs Mirabel Mendes Mattos, Rosi Ferreira dos Santos, Salete Clarice Bottoli e Vanilda Antônia Lohn e com os Votos temporários da Irmã Djessica Rodrigues.

Todas as pessoas que desejarem celebrar esse momento com a Família Copiosa Redenção estão convidadas para o almoço festivo, mediante uma contribuição de R$20,00. Contato para mais informações sobre o almoço: (42) 9 9124 2951.

VIII Congresso Âncora recebe Padre Lício do Valle para abordar a missão da Igreja na prevenção ao suicídio

Com o tema “Acolher e Cuidar: a missão da Igreja na Prevenção ao Suicídio”, o VIII Congresso Âncora promete ser um marco no diálogo sobre saúde mental e valorização da vida.

O evento que acontece nos dias 02 e 03 de maio de 2025, em Curitiba – PR, reunirá especialistas de renome, Bispos, Superiores, Formadores, Sacerdotes, religiosos (as), e profissionais interessados para discutir formas de atuação profissional de especializada na prevenção ao suicídio.

E um dos destaques deste congresso será a presença do Padre Lício do Valle, referência nacional na área e cuja trajetória une experiência acadêmica, pesquisa e vivência pessoal em torno do tema.

A trajetória de um especialista que transforma dor em missão

Padre Lício do Valle é formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e possui qualificações acadêmicas que o posicionam como uma das principais vozes na prevenção ao suicídio e no cuidado pastoral.

Ele é especializado em Prevenção ao Suicídio pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), qualificado em Suicídio e Automutilação pela UNIPAR, e membro ativo de entidades como a Associação Brasileira de Estudos e Prevenção ao Suicídio (ABEPS) e a Sociedade Internacional de Profissionais da Prevenção e Tratamento de Uso de Substâncias (ISSUP), apoiada pela ONU, OMS e OEA.

Além disso, Padre Lício é autor de obras fundamentais sobre o tema, como “E foram deixados para trás – Uma reflexão sobre o fenômeno do suicídio”, “Acolher e se afastar: relações nutritivas ou tóxicas” e “Mente suicida: Respostas aos porquês silenciados”.

Contudo, sua própria trajetória é marcada por uma experiência pessoal profunda: aos 13 anos, perdeu o pai, que morreu por suicídio. Desde então, tem dedicado sua vida a estudar, compreender e prevenir este fenômeno, buscando levar esperança e acolhimento às pessoas afetadas direta ou indiretamente por ele.

Falar sobre o suicídio é um ato de acolhimento e prevenção

Em workshop realizado pelo Centro Âncora, em setembro de 2024, Padre Lício destacou a importância de tratar o suicídio com seriedade e cuidado pastoral. “É muito importante falar de um tema tão pesado como este, sobretudo falar sobre como prevenir, porque, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio pode ser prevenido.”

Ele explicou que o suicídio é um fenômeno complexo e multifatorial, envolvendo questões familiares, psicológicas, sociais e demográficas. Segundo o relatório da OMS de 2021, 800 mil pessoas tiram a própria vida no mundo anualmente, sendo o Brasil palco de 52 mortes diárias por suicídio.

E de modo alarmantemente, o suicídio é a segunda causa de morte entre adolescentes brasileiros, um dado que reforça a urgência de iniciativas como o Congresso Âncora.

Padre Lício também enfatizou a necessidade de uma definição clara sobre o fenômeno: “A definição mais básica que temos de suicídio é: o ato de matar a si mesmo. Porém, a Organização Mundial da Saúde tem uma outra definição: o suicídio é o ato deliberado, tomado pelo indivíduo de forma consciente, cuja intenção seja a própria morte, usando para isso um meio que a pessoa acredita que vai matá-la.”

O VIII Congresso Âncora: acolhendo e cuidando com esperança

O Congresso, que acontecerá em breve, será um espaço para refletir sobre como a Igreja pode acolher e cuidar das pessoas em sofrimento. O evento visa aprofundar o papel pastoral na prevenção ao suicídio, unindo a espiritualidade à ciência para oferecer um caminho de esperança.

A participação do Padre Lício do Valle será uma oportunidade ímpar para os participantes aprenderem com um especialista que alia teoria, prática e fé. Sua presença simboliza o compromisso da Igreja com o cuidado integral da pessoa, especialmente em tempos de sofrimento.

O VIII Congresso Âncora convida a todos a participarem desse importante diálogo, onde o acolhimento, o cuidado e a missão cristã se encontram para promover a valorização da vida.

Faça sua inscrição para o  VIII Congresso Âncora AQUI!

A importância do autocuidado na vida religiosa

O autocuidado na vida religiosa, por mais que muitos tenham uma opinião diferente, é na verdade um chamado à integridade do corpo, mente e espírito!

Ou seja, não é apenas uma necessidade, mas um testemunho de como o amor de Deus pode transformar todas as dimensões da existência.

Contudo, em um contexto onde a dedicação ao próximo e o sacrifício pessoal são frequentemente valorizados, é fácil esquecer que cuidar de si mesmo também é uma forma de glorificar o Criador.

Jesus nos ensinou a amar o próximo como a nós mesmos, mas isso implica uma reflexão profunda: como posso amar verdadeiramente o outro se não consigo cuidar, respeitar e amar a mim mesmo?

Quebrando preconceitos sobre o autocuidado na vida religiosa

Por muito tempo, o autocuidado foi visto com desconfiança, principalmente em ambientes religiosos. Muitas vezes, confundido com egoísmo ou vaidade, ele acabou relegado a um lugar de pouca importância.

Contudo, a tradição cristã nos lembra que somos templos vivos do Espírito Santo (1 Coríntios 6,19). Logo, ignorar as necessidades do corpo, da mente e do espírito é negligenciar essa dádiva divina.

Além disso, o autocuidado na vida religiosa jamais pode ser considerado como uma fuga do compromisso com Deus ou com a comunidade. Mas deve ser visto como uma forma de garantir que sejamos plenamente capazes de servir. A vida religiosa não é um chamado ao esgotamento, mas à plenitude. E quando aceitamos que cuidar de nós mesmos é uma responsabilidade espiritual, abrimos espaço para uma vivência mais autêntica da vocação.

Sinal de que você precisa de autocuidado: dor de cabeça constante – LEIA AQUI!

Sinal de que você precisa de autocuidado: olho tremendo – LEIA AQUI!

O amor próprio: um mandamento que começa em nós

Jesus nos deixou o mandamento de amar o próximo como a nós mesmos (Marcos 12,31).

Portanto, essa orientação, muitas vezes lida em função do “amar o outro”, começa com uma premissa essencial: o amor próprio. Afinal, como podemos oferecer amor genuíno se vivemos exauridos, desprezando as nossas próprias necessidades?

O autocuidado na vida religiosa é um caminho para cultivar esse amor próprio saudável, que não é arrogância ou individualismo, mas um reconhecimento da dignidade que Deus nos concedeu.

É compreender que a mesma compaixão e paciência que temos com os outros devem ser aplicadas a nós mesmos. Enfim, cuidar de si é um ato de gratidão pela vida e pelos dons recebidos.

Três dicas para viver o autocuidado na vida religiosa sem ferir os conselhos evangélicos

O autocuidado na vida religiosa não precisa estar em conflito com os conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência. Pelo contrário, ele pode reforçar a vivência desses compromissos. Aqui estão três formas práticas de viver esse cuidado:

  1. Cultive uma espiritualidade equilibrada
    Reserve momentos diários para a oração e a meditação, mas também para atividades que renovem suas energias físicas e mentais. Caminhar ao ar livre, praticar exercícios simples ou dedicar tempo ao silêncio pode ser tão transformador quanto uma longa jornada de oração. Aliás, o equilíbrio entre o descanso e a ação é essencial para manter a saúde integral.
  2. Estabeleça limites saudáveis
    Saber dizer “não” é uma forma de cuidado. Muitas vezes, na vida religiosa, existe a tentação de assumir mais do que podemos suportar por acreditar que isso é uma expressão de santidade. No entanto, respeitar nossos limites é reconhecer que somos humanos e que nosso serviço será mais eficaz quando realizado com alegria e energia renovada.
  3. Alimente-se física e espiritualmente
    O cuidado com a alimentação e com o descanso é fundamental. Portanto, não negligencie a saúde física, pois ela é parte do todo que nos constitui. Da mesma forma, busque alimentar a alma com leituras que inspirem, viva momentos de fraternidade e até momentos de lazer sadio. Esses pequenos gestos são fontes de renovação que nos preparam para os desafios do dia a dia.

Autocuidado na vida religiosa: um caminho de testemunho e renovação

Enfim, o autocuidado na vida religiosa não é um luxo, mas uma necessidade que nos permite viver a vocação de forma mais plena. Ele nos ajuda a crescer no amor próprio, a quebrar preconceitos e a dar testemunho de que o Reino de Deus é um chamado à vida em abundância.

Portanto, lembre-se: Quando cuidamos de nós mesmos, fortalecemos nossa capacidade de cuidar do próximo, seguindo o exemplo de Cristo que, mesmo em sua missão incansável, buscava momentos de retiro para renovar-se.

Que você possa, assim, viver sua vocação com saúde, alegria e integridade, para que sua vida seja um reflexo fiel do amor de Deus.