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Como corresponder à vocação na terceira idade

07 de setembro de 2022

Como corresponder à vocação na terceira idade

Viver com alegria a vocação na terceira idade é sinônimo de profunda fidelidade e amor genuíno por Deus. Ao sermos chamados para uma vocação específica e dizermos “sim”, também precisamos ter a consciência de sermos fiéis a ela até o fim.

Ser um religioso(a) idoso é uma missão muito bonita, embora também seja exigente. No entanto, seguir esse compromisso com amor reflete obediência, respeito e dedicação. Sendo essas virtudes muito valorizadas por Deus.

A vida dos religiosos idosos é preciosa e ensina muito para os jovens. Além disso, rende bons frutos no cotidiano da comunidade, da Igreja, da ordem ou de onde quer que ele esteja. 

O Papa Francisco ressaltou essa importância em sua carta especial para o Dia dos Avós. Na mensagem, ele diz que “envelhecer não é apenas a deterioração natural do corpo ou a passagem inevitável do tempo, mas também o dom duma vida longa. Envelhecer não é uma condenação, mas uma bênção!”. 

Compreender qual a bênção que o Papa fala é também discernir como continuar vivendo a vocação na terceira idade. Como, ainda que cansado e um tanto debilitado pela idade, esse religioso(a) pode permanecer sendo sal e luz na terra, evangelizando e amando os irmãos?

A vocação na terceira idade e a preciosidade da sensibilidade

Os idosos que muito já conheceram e viveram, possuem uma sensibilidade para lidar com os outros. Eles podem aconselhar, acolher e amparar de uma maneira única e especial. 

Nas comunidades religiosas essas características são fundamentais. Pois os idosos lembram aos jovens o que é importante na vida e como viver isso por anos e anos. Ou seja, como combater o cansaço e o desânimo, ser fiel no compromisso e nas ordens de Deus. 

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Além disso, a sabedoria do idoso que já passou por momentos de provação pode ser uma boa dose de calmaria e ensinamentos sobre abandono e confiança em Deus. 

A palavra de um ancião deve ser respeitada. Assim como o idoso precisa saber o que diz e como age. Afinal, suas ações têm um peso muito grande na vida dos que o cercam. 

Jamais deixar de cultivar a espiritualidade

Ser sensível, amar, partilhar conhecimentos, acolher e ser fiel a Deus, certamente, são passos fundamentais para responder à vocação na terceira idade. Mas nada será concreto ou bem-vivido se o idoso chegar em uma certa idade e acreditar que chegou no nível máximo da espiritualidade, que não precisa mais alimentar e cultivar a fé. 

Uma vocação precisa ser conservada e alimentada constantemente através da oração.

A vocação religiosa na terceira idade é um tempo de acolher novos vocacionados, de ensinar o serviço, mas também de intensificar as orações, de rezar pelas novas vocações e pela própria alma. 

Em contrapartida, viver a vocação na terceira idade também é ser testemunha de Cristo, é continuar levando a Sua Palavra onde conseguir e como conseguir. 

O Cardeal Dom José Tolentino Mendonça possui um escrito muito bonito sobre o significado de ser idoso e um dos parágrafos diz que “ser idoso é fazer mais com menos: saber que só se pode contar na força de uma mão ou no apoio de uma única perna, mas mesmo assim insistir e continuar.” 

Essa citação encaixa-se bem na vida de um religioso na terceira idade, pois, mesmo que tenha chegado na velhice e que seus passos sejam mais lentos, seu compromisso e fidelidade com Deus devem permanecer os mesmos. 

Por fim…

Queremos ressaltar o quanto a vida de um religioso(a) idoso é preciosa e o quanto essas vidas dedicadas a Deus devem inspirar novos vocacionados. São grandes exemplos de fidelidade ao serviço do Reino de Deus.

Em suma, nós nos alegramos por tantos idosos que seguem sua vocação com amor até serem chamados à vida eterna. Certamente todos são inspiração para outros religiosos!

Viver com alegria a vocação na terceira idade é sinônimo de profunda fidelidade e amor genuíno por Deus. Ao sermos chamados para uma vocação específica e dizermos “sim”, também precisamos ter a consciência de sermos fiéis a ela até o […]