Manipuladores e Manipuláveis

Manipuladores e Manipuláveis

Por Irmã Silvia Cristina Maia, CR

Existem muitos “lobos em pele de cordeiro” bem perto, aqui dentro de nós.

Quando você pede a alguém para fazer algo para você, é melhor dar as razões reais para que isso seja feito ou oferecer as razões que tenham mais peso? Pode-se responder: Eu ofereço as razões reais, porém, apenas escolho dentre elas as que têm mais peso! 

Segundo Tamás Bereczkei “todas as pessoas ordinárias podem exibir um certo nível de pensamento maquiavélico”. Você sabe quais eram as características de um líder para o filósofo Nicolau Maquiavel? A manipulação, a amoralidade, o cinismo, a frieza emocional e a falta de empatia. 

A pergunta faz parte de uma série de questões de um teste psicológico sobre a manipulação, porém, a resposta é comum a todos nós que não reconhecemos o quanto a dinâmica da manipulação está presente em nossas vidas. A dinâmica de manipulação das mentes mais maquiavélicas está presente também em nós, na “manipulação nossa de cada dia”. Manipulamos a nós mesmos, aos outros, e tentamos manipular a vida e o próprio Deus.

Por exemplo: Quando dizemos que vamos começar aquela dieta na segunda-feira, ou quando procuramos inúmeras razões para não encontrarmos determinada pessoa, ou ainda, quando pedimos incessantemente a Deus aquilo que aos nossos olhos parece o melhor. 

Dentre todas elas escolhemos explorar aqui a Manipulação.  Existe um lado sombrio da manipulação, uma forma de ludibriar as pessoas em benefício próprio. Contudo, manipuladores são também aqueles que justificam suas ações, seus objetivos com base em algo bem racional, levando os outros a pensarem que fariam o mesmo em seu lugar e para conseguir o que realmente querem podem elogiar, fingir cooperação e compreender conforme a situação (Cf. Bereczkei, 2019).

E agora?! Será que já conseguimos reconhecer algo de nós nessa descrição?

Bom, parece que existe em nosso cotidiano mais manipulação do que pensamos, somos manipuladores e também manipuláveis, pois normalmente a pessoa que começa um esquema de manipulação acaba tendo uma certa influência dentro de um grupo e leva boa parte do grupo, senão todo ele, a acreditar que a forma como pensa e age é correta e até mesmo justa. 

Em menor ou maior proporção somos manipulados e manipuladores. Antes de criticar ou condenar use seu tempo para olhar com profundidade para dentro de si, avalie-se e busque todos os dias o caminho da Verdade. Você sempre terá a oportunidade de escolher entre criticar ou reconhecer-se em busca do crescimento.

ReferênciasBERECZKEI, Tamás. Mentes Maquiavélicas. A psicologia da Manipulação. Petrópolis: Editora Vozes, 2019.

Quais os cuidados com a saúde necessários para a pessoa idosa?

Envelhecer é uma verdadeira bênção. No entanto, uma vida longa exige uma atenção especial, sobretudo com o bem-estar e a qualidade de vida. Quem tem um idoso em casa conhece a necessidade dos cuidados com a saúde dessa pessoa.

Na mensagem para o Dia dos Avós de 2022, o Papa Francisco nos fala sobre os idosos darem fruto mesmo na velhice e o quanto suas vidas importam. O pontífice diz que “os idosos não são proscritos de quem se deve estar à larga, mas sinais vivos da benevolência de Deus que efunde a vida em abundância”.

Ou seja, são vidas valiosas e a terceira idade é um tempo precioso, de graças e ensinamentos para eles e para quem está perto. No entanto, a velhice precisa ser vivida com qualidade de vida, bem-estar e alegria. 

Logo, o primeiro passo para oferecer tudo isso é cuidando da saúde, atendendo as necessidades e valorizando as particularidades de cada um. Há algumas maneiras de fazer isso de forma mais prática. 

A importância dos cuidados com a saúde do idoso

Nós sabemos que com o passar dos anos vamos ficando mais vulneráveis e nossa saúde vai se degradando. Nosso corpo e nossa mente se enfraquecem. Caminhos que antes eram percorridos em 2 minutos, agora precisam de 5, além de muitas outras mudanças que vão acontecendo em nossa vida e em nosso corpo. 

Porém, apesar de comum, podemos fazer com que isso seja minimizado. É possível que a pessoa viva a terceira idade com saúde, alegria, disposição e que esse realmente seja um tempo de muitos frutos, como nos lembra o Papa Francisco. 

Portanto, é tão importante darmos a devida atenção para esse assunto. A seguir queremos sugerir alguns cuidados que podem transformar a terceira idade do seu parente idoso. 

Respeite a individualidade do idoso

Nós sabemos que quando uma pessoa envelhece ela precisa de cuidados especiais, de atenção e quase de um segurança 24h. No entanto, a superproteção pode prejudicar a saúde emocional do idoso.

Imagine só, você trabalhou durante anos, foi responsável por uma casa, uma família e deu conta de tudo. E, então, de uma hora para a outra, alguém não te deixa mais tomar suas decisões, nem fazer algo que você costumava fazer diariamente e suas decisões e vontades não são mais respeitadas. É um choque, não é mesmo?

Pois é, os idosos se sentem frustrados com isso e não é à toa. Portanto, respeite os seus avós, pais ou tios. Permita que eles realizem coisas e valorize suas opiniões, incentive as ações. Ainda que precise de mais atenção e cuidado, eles merecem isso. 

Os cuidados com a saúde: corpo e mente

A alimentação balanceada, a prática de atividades físicas e o cuidado com a saúde mental são essenciais em qualquer fase da vida, especialmente na velhice. 

São áreas que não podemos ignorar, pois tudo fica mais frágil nessa época. Então, incentive que a pessoa idosa da sua família se movimente, faça consultas regulares com médicos e cuide da saúde mental.

Nessa idade, os sintomas de doenças mentais podem ser facilmente confundidos com tristeza do dia a dia, cansaço ou apenas um sintoma da velhice. Esteja atento, cuide com mudanças de humor e com pensamentos negativos. 

Os laços sociais e a presença da família

É na terceira idade que o sentimento de solidão se torna mais forte e frequente. Especialmente porque muitos idosos se isolam e não mantêm mais nenhum tipo de interação social, não saem de casa, não vão à igreja, ficam sem amigos e a família está sempre ocupada demais com as obrigações.

O problema é que a solidão pode ser prejudicial para a saúde dos idosos, principalmente para aqueles que estão com sua mobilidade deteriorada.

Para cuidar disso, reserve sempre um tempo para fazer com que esse idoso se sinta querido e amado. Converse com ele e, se possível, leve-o para passear, incentive as amizades. Uma alternativa é procurar clubes de idosos, assim ele pode conviver com outras pessoas que estão passando pelo mesmo.

Espiritualidade também é um cuidado com a saúde

É comprovado que um idoso com fé e uma espiritualidade viva e fortalecida passa pela velhice de forma mais saudável e tranquila. 

Portanto, incentive a oração, a participação nas Missas e encontros da Igreja. Os idosos com fé e Deus no coração podem fazer uma revolução da ternura no mundo, como diz o Papa Francisco em sua mensagem do Dia dos Avós.

Mantenha os idosos em segurança

É importante que os idosos estejam seguros. Ou seja, que eles possam andar pela casa sem perigo de cair e se machucar. Mas estar seguro também é se sentir confortável em casa, em meio às pessoas, ter carinho, ter cuidado e amor.

Caso a segurança do idoso esteja em risco, talvez seja a hora de pensar em levá-lo para outro lugar, como um Lar onde ele possa receber todos os cuidados para a sua saúde e bem-estar. 

Por fim…

Para concluir, queremos salientar que ser saudável não diz respeito apenas a ausência de doenças, mas trata-se também do equilíbrio entre saúde física, mental e social. Por isso, todos esses pontos apresentados são tão fundamentais e merecem atenção.

Valorize o seu familiar idoso, coloque em prática os cuidados com a saúde dele e ofereça o melhor que você puder. Aprofunde-se mais nesse cuidado e atenção lendo outros artigos em nosso site.

7 mitos sobre crise de ansiedade

A crise de ansiedade é desencadeada por uma série de fatores, como dias de trabalho estressante, medos, dúvidas sobre a vida, futuro e vocação, preocupações intensas, cansaço extremo e muito mais.

Uma crise de ansiedade pode ser tão intensa que o ansioso pode nem saber diferenciar os sintomas com os de um ataque cardíaco, especialmente se ele estiver passando por isso pela primeira vez. 

Geralmente, ele vai sentir as mãos trêmulas, sudorese, palpitação e tontura. Além disso, o corpo ficará tenso e provavelmente dolorido.

O que chama ainda mais a atenção acerca da ignorância sobre a doença é que muitas pessoas convivem com crises de ansiedade, sem saber que estão passando por ela, especialmente no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a ansiedade afeta 18,6 milhões de brasileiros.

Apesar de ser comum, muitos ansiosos não conhecem o verdadeiro significado do transtorno, assim como não sabem como melhorar, como agir ou quais as causas. O assunto é debatido e frequente, mas ainda há muito preconceito, desinformação e mitos!

Mitos sobre a crise de ansiedade

A crise de ansiedade pode fazer parte do comportamento do ser humano. De maneira controlada e saudável, demonstra um clima de espera por um determinado momento necessário. Entretanto, quando se torna desequilibrada nos faz ansiar ou temer algo de forma descontrolada, afetando o convívio social, a saúde, sendo profundamente prejudicial.

Contudo, antes de lutar contra qualquer problema mental é preciso conhecer o adversário, inclusive desvendar os mitos que o cercam. 

#Mito 1- Crise de ansiedade dá só em adultos

A crise de ansiedade não é uma exclusividade dos adultos. Ou seja, você pode desenvolver o problema na infância, ignorado e carregado até a vida adulta.

#Mito 2- O ideal é evitar situações de ansiedade

Apesar de ser instintivo fugir do que causa aflições e medos, nem sempre está no controle de quem sofre crise de ansiedade evitá-los. Portanto, o ansioso precisa criar mecanismos para lidar com os gatilhos e os enfrentar. Desse modo, pense em quais são e por que te afetam dessa maneira.

Entender os motivos pode ser um grande passo para compreensão e melhora. 

#Mito 3 – Pessoas ansiosas não tem cura 

Esse é um grande equívoco, pois, com um tratamento médico especializado, terapia e medicamentos, o ansioso pode apresentar grande evolução e melhora. Em alguns casos, a pessoa nunca mais terá que lidar com crises de ansiedade.

Além disso, com a terapia, é possível adquirir autoconhecimento, o que é um fator importante para lidar com as crises de ansiedade. 

#Mito 4 – Após tratamento, a ansiedade nunca mais volta

Isso não pode ser afirmado, porque há vários fatores de risco e gatilhos para as crises de ansiedade. Além disso, novas preocupações podem surgir, além das citadas no início do artigo e desencadear novas crises. 

Portanto, o tratamento, o autoconhecimento e o cuidado constante são as melhores maneiras de evitar uma crise de ansiedade

#Mito 5 – Bebidas alcoólicas ajudam a combater as crises 

Encontrar refúgio na bebida, em momentos em que a ansiedade está aflorada, pode acarretar ainda mais problemas. Afinal de contas, a sensação reconfortante é passageira. 

#Mito 6 – Crises de ansiedade não geram efeitos físicos

Esse é um mito bem comum. Por se tratar de uma condição mental, muitas pessoas acreditam que ela não chega ao corpo, mas os ansiosos, durante uma crise, podem sentir suas mãos tremendo, dificuldade para respirar, dores generalizadas e frequência cardíaca acelerada. 

#Mito 7 – Tomar remédios é a única maneira de controlar as crises de ansiedade 

Com a terapia e o autoconhecimento é possível controlar e entender as crises de ansiedade e os seus gatilhos. Embora as medicações sejam de grande valia, não são as únicas opções. 

Domar a ansiedade atribui uma qualidade de vida consistente, a produtividade aumenta, as relações pessoais se tornam mais sadias, o trabalho flui e o copo parece sempre estar meio cheio. 

Compreender as crises de ansiedade é o primeiro passo para ter uma vida mais saudável e equilibrada. Procurar ajuda e entender que essa é uma doença que precisa de tratamento leva à tranquilidade e à paz, além disso, fortalecer a amizade e a intimidade com Deus, durante o processo, torna tudo ainda melhor.

Compartilhe esse artigo com seus amigos para eles poderem clarear sua mente acerca das crises de ansiedade.

7 sinais de alerta para o mau uso das redes sociais

Existem 3 tipos de relação com as redes sociais no meio religioso. Primeiro, os que acham que as redes sociais vieram para aproximar as pessoas e facilitar a evangelização. Em seguida, os que não têm nenhuma familiaridade com as mídias. Por fim, os que fazem mau uso das redes sociais, por meio de atitudes que prejudicam sua saúde psíquica, assim como sua vivência religiosa. 

Assim como qualquer outra ferramenta de comunicação social, as redes sociais podem oferecer risco para a dinâmica da vida religiosa. No entanto, o cinema, a música, e a televisão, também podem afetar de maneira negativa ou positivamente a vida comunitária. 

Tudo depende do que se vê, quando se vê e como se vê. Afinal, o instrumento em si não pode ser mau ou bom, mas o uso que eu faço dele, sim! 

Há na realidade religiosa problemas de caráter pessoal como que atingem o aspecto comunitário. As redes sociais impactam essas duas dimensões, pois, na maioria das vezes, é na dimensão comunitária que se identifica os principais alertas para o mau uso das redes.

Logo, definimos 7 sinais que precisam ser observados pelas autoridades e pelos próprios religiosos que apontam para o mau uso das mídias digitais no cotidiano. 

1 – Fuga da convivência comunitária

Um dos sinais de alerta quanto ao mau uso das redes sociais é a fuga da convivência comunitária. Isso mesmo! O religioso que tem passado muito tempo nas redes sociais costuma aos poucos distanciar-se do cotidiano da comunidade. 

Além disso, nas refeições costuma estar sempre online, assim como nos momentos de lazer. Chega ao ponto de estar nas redes sociais inclusive nos momentos de espiritualidade e, até, durante a Celebração Eucarística. Nitidamente, isso caracteriza para o religioso o mau uso dessas tecnologias. 

2 – Amizades prioritariamente digitais

Um religioso que não alimenta seus relacionamentos fraternos com os irmãos da comunidade, possui dificuldade de manter-se na vida religiosa. Afinal, são os irmãos que compõem sua dinâmica de oferta e de apostolado diário.

Quando um religioso tem mais relacionamentos digitais do que reais, comunitários, cotidianos, sinaliza o mau uso das redes. O digital precisa fortalecer os laços reais, não suprimi-los. Portanto, quando se tem um caminho sinuoso de relacionamento fraterno, não se consegue perseverar nos caminhos da religião. 

3 – Diminuição da produtividade no ambiente apostólico

É comprovado cientificamente que as redes sociais podem possuir força de vício tanto quanto as drogas ilícitas. A isso se atribui os estímulos neurais causados pelo uso ininterrupto dos smartphones

Desse modo, o uso das redes sociais impactam na produtividade dos trabalhos apostólicos. Esse tipo de vício, apreendem o tempo que deveria ser dispensado para o apostolado e a missão, desperdiçando-os nas distrações das redes. 

4 – Se demora muitas nas redes na hora de dormir

Outro efeito do mau uso das redes sociais está na hora do descanso. Se o trabalho é afetado, o descanso não fica atrás. Ao contrário, muito tempo se gasta na hora que deveria ser para o relaxamento. 

O estímulo das luzes da tela e das redes sociais deixa a mente ativa e ansiosa de modo que o descanso perde sua qualidade e acaba afetando a qualidade de vida de cada religioso. 

Leia também 5 sinais de que você precisa cuidar da sua saúde mental

5 – Relacionamentos com perfis fakes 

As mídias sociais promovem o relacionamento com perfis fakes, que acabam tirando o religioso do seu chamado à castidade, por exemplo. 

Há religiosos que podem estar em relacionamentos fakes sem ter essa consciência. Portanto, é necessário vigilância e relacionamentos com pessoas reais a fim de suprir essa realidade. 

O religioso necessita ter o coração antenado no seu chamado, em amar o povo ao qual Deus lhe confiou, e servir por meio do seu apostolado. Desviar esse olhar do olhar de Cristo é perder-se no seu próprio caminho. 

6 – Busca desenfreada por notícias e entretenimento

O oceano de informações que as redes sociais oferecem deixam muitos viciados na busca intensa por notícias e entretenimento. Para a vida religiosa, isso pode se tornar incompatível dado que é necessário um filtro seguro na fonte dessas informações, assim como um espaço de tempo saudável com a vida comunitária. 

A busca desenfreada, e até ansiosa, por notícias desencadeia síndromes e neuroses como pânico, ansiedade generalizada, depressão, entre outros. 

7 – Distanciamento de leituras sadias e espirituais

O uso exagerado das redes sociais distancia os religiosos de leituras mais profundas e espirituais. É comprovado que o hábito de leituras mais densas é prejudicado pelas leituras superficiais e curtas como os textos das redes sociais. 

Portanto, quanto mais rede social, menos livros próprios da vida religiosa. Se você não consegue mais ler os livros próprios da vida consagrada, é um sinal de que tem utilizado exageradamente as redes sociais. 

Educação dos filhos: prevenir é melhor que remediar

É dever dos pais a educação dos filhos para seguirem uma vida plena. Desse modo, prevenindo o contato com drogas e outras coisas do mundo que não constroem uma sociedade justa e saudável. Quando os filhos se sentem amados, respeitados e valorizados, eles automaticamente criam uma relação confortável com os pais e crescem seguros de si. 

As crianças de hoje em dia estão cada vez mais desenvolvidas precocemente devido a alta carga de informação, ao qual são expostas diariamente., Portanto, a melhor maneira de prevenir o contato delas com experiências com drogas, bebidas, sexo livre, entre outros, é através de conversas francas com os filhos, evitando que tais perigos  façam parte de suas vidas.

Mas como fazer isso? Aqui vão cinco dicas para os pais:

Comece a debater o mais cedo possível

Quando a discussão desse tema começa cedo, os pais mostram aos filhos que sempre serão uma fonte de informações sobre os assuntos mais importantes e que estão atentos e disponíveis a qualquer momento para conversar. Assim, eles sentem-se confortáveis e com liberdade para se abrir para qualquer assunto.

Começar a conversar cedo não significa que você precise discutir todos os detalhes da dependência química com seu filho pequeno. A conversa precisa ser adequada à idade que seu filho tem.

A diretora de serviços de prevenção do Conselho da Grande Orleans para o Combate ao Abuso de Álcool e Drogas, Lindsey Prevost, diz que é preciso conversar com as crianças, ainda na idade pré-escolar, destacando sobre o assunto. “O importante é que essa é uma conversa que precisa começar muito tempo antes de qualquer criança ser exposta a substâncias em seu círculo de amigos e colegas”.  – conclui

Trace conexões com coisas que os filhos entendam

Use uma metáfora para explicar o conceito de dependência ou abuso de drogas às crianças menores. Deixando a conversa de um modo que eles possam entender.

John Sovec, terapeuta do estado da Califórnia e especialista em saúde mental e prevenção em dependência química, dá um exemplo simples e aparentemente bobo de ‘ o prato de cookies na mesa’:

“Algumas pessoas podem comer um cookie e estarem satisfeitas, mas outras pessoas querem devorar o prato inteiro de cookies – elas não conseguem se conter. Depois de comer o prato inteiro de cookies, elas se sentem mal. Esse exemplo é mais próximo da experiência de vida das crianças, então é mais facilmente compreensível.” – conclui.

Leia também Sou um jovem liberto das drogas

Não use o medo como tática na educação dos filhos

Você não deve criar histórias para deixar seu filho com medo, esta tática pode não  funcionar. Criando isso, os pais só afastam os filhos e acabam estragando a relação confortável que eles possuem. Frise sempre a frase “Eu estarei ao seu lado sempre”.

É importante que os pais sempre digam a seus filhos que quando uma pessoa é viciada, não quer dizer que ela é uma pessoa má, quer dizer que ela está doente e precisa de ajuda. A dependência química é uma doença, mas com apoio e auxílio elas podem melhorar. Os pais devem deixar claro que apoiam os filhos em qualquer situação.  

Mães que intercedem pelos filhos alcançam graças

Boa parte das mães que intercedem pelos seus filhos, têm como objetivo, abençoar e curar. Esta importância da intercessão é um grande gesto de amor e carinho. E como dizemos: “a fé move montanhas”, isto significa que não há nada impossível para aquele que confia com coração sincero, como os das mães, para Deus.

Somente os pais têm esta graça de autoridade espiritual sobre os seus filhos. Ser mãe é ver brotar uma vocação, e gerar uma vida que aceite o dom divino.

Na Bíblia, assim como no anúncio do anjo a Maria, de que ela seria mãe do Salvador, o anjo disse: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus”. (Lc 1, 30) Essa frase também deve acontecer em nossa vida diante da maternidade espiritual. A dependência química têm sido um dos problemas que muitos pais têm sofrido com seus filhos.

Carta apostólica fala sobre a maternidade segundo o espírito

Uma carta apostólica intitulada Mulieris Dignitatem de João Paulo II ressalta que: 

“A virgindade no sentido evangélico comporta a renúncia ao matrimônio e, por conseguinte, também à maternidade física. Todavia, a renúncia a este tipo de maternidade, que pode também comportar um grande sacrifício para o coração da mulher, abre para a experiência de uma maternidade de sentido diverso: a maternidade « segundo o espírito » (cf. Rm 8,4).

A virgindade, de fato, não priva a mulher das suas prerrogativas. A maternidade espiritual reveste-se de múltiplas formas. Na vida das mulheres consagradas que vivem, por exemplo, segundo o carisma e as regras dos diversos Institutos de caráter apostólico, ela poderá exprimir-se como solicitude pelos homens, especialmente pelos mais necessitados: os doentes, os deficientes físicos, os abandonados, os órfãos, os idosos, as crianças, a juventude, os encarcerados, e, em geral, os marginalizados.

Uma mulher consagrada reencontra desse modo o Esposo, diverso e único em todos e em cada um, de acordo com as suas próprias palavras: « tudo o que fizestes a um destes … a mim o fizestes » (Mt 25,40).O amor esponsal comporta sempre uma singular disponibilidade para ser efundido sobre quantos se encontram no raio da sua ação.

No matrimônio, esta disponibilidade, embora aberta a todos, consiste particularmente no amor que os pais dedicam aos filhos. Portanto, mães que intercedem pelos filhos fazem da vida da família uma benção. Na virgindade, tal disponibilidade está aberta a todos os homens, abraçados pelo amor de Cristo esposo.”

Leia também 5 fatos sobre o poder da intercessão

Rezar pelo próximo simboliza o amor

As mães, ao rezarem pelos seus filhos, estão trilhando com eles um caminho de conversão, de vida nova e de esperança. Mães, rezem pelos filhos! A oração é a forma mais rápida de intimidade com o Senhor. Ele se alegra ao ver as mães de todo o mundo rezar pelos seus filhos, pois somente Ele é capaz de sentir a verdadeira intenção do amor que uma mãe tem pelos seus. 

Quais orações as mães que intercedem pelos filhos rezam?

Muitas mães dizem não saber o que rezar para os seus filhos ou como rezar. A dica é: Só reze! A oração quando feita com sinceridade tem mais força. Fale aquilo que toca o seu coração, mas não se esqueça também de fazer as orações normais, aquelas cotidianas como o Pai-Nosso, Ave Maria, Santo Anjo ou meditar os mistérios do terço. Quando a oração é feita de coração humilde, sincero e com fé, as graças do Senhor chegam com intensidade em nossa vida.